sexta-feira, agosto 26

Obsessão ou estratégia?

O filme não se pode repetir depois das denúncias de Paulo Morais, a propósito da relação entre os apoios financeiros aos partidos e a aprovação dos grandes projectos imobiliários.
Tal como já ocorreu, por diversas vezes, nas mais variadas ocasiões, depois de declarações bombásticas, os seus autores vão ao Ministério Público fazer declarações pífias e vagas sobre os assuntos que assumiram, publicamente, ter um conhecimento preciso e detalhado.
E, já agora, para que não façam dos portugueses parvos, é preciso ir mais longe do que as autarquias. Ou será que toda a eventual corrupção existente, em Portugal, tem sempre de passar pelas autarquias deste país?

1 comentário:

rajodoas disse...

Também sabemos que não. Basta lembrar os célebres processos de corrupção da BT da GNR que, também como sabemos por inconclusivas as investigações, foram os visados
ilibados judicialmente. É muito difícil fazer-se prova em juizo dum corrupto na medida em que a negociata com o corruptor é sempre a dois e como são ambas as partes interessadas nenhuma compromete a obra. Mas eu no meu modesto blog já sugeri ser fácil apanhar um corrupto, bastando para tal pedir que justificasse os sinais exteriores de riqueza que alguns exibem e que não são minimamente
justificáveis a partir dos ordenados que auferem. Mas as investigações nunca entram por aí.
E a corrupção jamais será eficientemente combatida.