segunda-feira, setembro 12

Lindo

Um amigo, benfiquista dos sete costados, em jeito de comentário à grande vitória do Sporting sobre o Benfica, deixou cair o seguinte desabafo:
ESTOU EM ESTADO DE kO(E)MA(N).

Só faltava mais um

Com dez estádios, alguns deles às moscas, que custaram uma batelada de dinheiro aos contribuintes, só faltava construir mais um estádio em Lisboa. A notícia é do Público. Souto Moura, o arquitecto, foi convidado para fazer mais um estádio para o Operário Futebol Clube.

Debate necessário

João Pedro Henriques, no Glória Fácil, abriu o debate, em tom duro, a um tema polémico, que vale a pena discutir.
A GLQL respondeu, vigorosamente, como é seu direito.
O debate está aberto na blogosfera Aqui Aqui Aqui
Sobre o assunto, não há qualquer dúvida. Os anónimos também me enjoam. Uns mais que outros, é verdade, mas omitir a autoria de uma opinião é sempre indesejável.
Na verdade, o anónimo nem é mau nem bom. É uma coisa gelatinosa, que pode não merecer respeito intelectual.
Não confundo o anonimato na blogosfera com as notícias não assinadas e as fontes anónimas no jornalismo, apesar de nunca as ter defendido, muito pelo contrário.
Permito-me só recordar que na blogosfera o anonimato é muito difícil de manter.
A participação dos jornalistas na blogosfera deve ser entendida como uma forma de participação cívica, enquadrada nos mesmos princípios deontológicos, mas que não se confunde com o exercício da actividade profissional.
Faz sentido o anonimato na blogosfera?
Acho que não.
Todavia, assinar ou esconder o nome também faz parte deste espaço ímpar de liberdade.
Hoje, tecnicamente, é possível saber quem assina um post.
Eu prefiro assinar o que escrevo, saber o nome do autor de um post, do que tentar saber quem é quem.
É tudo uma questão de opinião e de convicção.

Boa malha

Marques Mendes, na convenção de autarcas, afirmou que o governo insiste em anunciar investimentos faraónicos, mas cortou 30% nas verbas do PIDDC. Se for verdade, é grave!

A não perder

A entrevista de João Cravinho, ao Público e à Rádio Renascença (sem link disponível), em que denuncia a falta de combate à corrupção nos últimos 20 anos, devia ser lida, comentada e publicada no Diário da República.

Histórico

Israel concluiu a retirada militar na Faixa de Gaza, após 38 anos de ocupação.
Quatro anos depois do 11 de Setembro, eis um sinal de esperança que não pode ser desperdiçado por ninguém. Nem pelos israelitas nem pelos palestinianos.

Mudança?

José Sócrates, no dia do início do ano escolar, lá vai visitar uma escolinha, com todos os meios. E até aquecimento! Há coisas que nunca mudam em Portugal.

Opinião Pública

Quantos até ao fim?, no Diário Digital, de Filipe Rodrigues da Silva
Um novo equilíbrio, no CM, de Manuel Queiroz
Para não ir a reboque, no DN, de João Cravinho
11 de Setembro e sondagens, no DN, de Luís Delgado

Segunda, 12


Get real

Divisão de pontos entre as claques no SCP-SLB; igualmente selvagens demais para ter acesso a um estádio...

DÉRBI CAPITAL: Governo mete-se ao barulho...

Mickey Mouse no comité central

O País Civilizado

SAIS DE FRUTOS

Desautorização?

Bem mais importante questas piquenas bufarias

DESAFIO AOS LEITORES (IV)

Tempo de antena

DEMONSTRAÇÃO DA TAL TRANSMISSÃO DINÁSTICA

Não sei por que é que me tiraram das sondagens. Estou na mesma situação que Cavaco

O dilema de interrogar e a apologia da pergunta

RTP Memória Recente



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sexta-feira, setembro 9

Equilibrismo

A deliberação da Alta-Autoridade diz que corte de publicidade do GES à Impresa, no seguimento de notícias que envolviam o Grupo Espírito Santo no Mensalão, foi uma tentativa de pressão.

A deliberação da Alta-Autoridade apreciou também a falta de rigor informativo do Expresso.

Os tabus não são eternos













A última sondagem diz tudo. São 17 pontos de vantagem sobre Mário Soares e a eleição garantida à primeira volta. Cavaco Silva tem hipóteses de ganhar a próxima corrida para Belém se permanecer calado. O problema é que vai ter que falar.

A notícia do dia

Tão amigos que nós somos

BUAHHHHH!!!!!

O afã com que governantes, políticos da maioria e comentadores puxam pela ‘recuperação económica’ do último trimestre é comovente.

Não vale tomar um calmante















José Sócrates vai ter à porta de São Bento um grupo de manifestantes que lhe vão recordar que a solidariedade não é uma vã questão de palavras, mas de acções concretas. O Expresso Online dá-lhe todos os pormenores sobre a causa que está a mobilizar os portugueses

Opinião Pública

Só falta um mês, no DN, de Luís Delgado

Sexta, 9


LNETI queixa-se de Sócrates

ENTRECAMPOS EM TRIBUNAL

Frases

Votar para quê?

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quinta-feira, setembro 8

Até ao lavar dos cestos...

Artur Portela, membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social, esclareceu que o contributo dado pelo Grupo Espírito Santos (GES) sobre o diferendo que opõe o grupo à Impresa foi feito por escrito e não de forma presencial.

Factos

Há um post oportuno que merece ser lido Aqui

O debate esquecido

Duas das seis torres do complexo turístico da Torralta, na península de Tróia, vão ser demolidas.As duas torres estão situadas na zona central de Tróia, tecnicamente designada como Unidade Operativa de Planeamento 1 (UNOP1), onde vão ser construídos os principais equipamentos turísticos do novo empreendimento, na sequência do acordo estabelecido há cerca de oito anos entre o grupo Sonae-Turismo e o Estado português, durante o governo liderado por António Guterres, em que Augusto Mateus assumia a pasta da Economia.
Depois de ter sido abandonada à sua sorte pelos sucessivos governos, após o 25 de bril, os socialistas entregaram uma das pérolas naturais do país a Belmiro de Azevedo, em condições que suscitaram uma forte polémica, que não faz parte, hoje, do folclore que se montou em volta da implosão. Até Ramalho Eanes já comentou os benefícios do novo projecto, com casino e tudo.

Opinião Pública

O PS e a TVI, no Expresso Online, de José António Lima
Não precisamos de petróleo, no Diário Digital, de Filipe Rodrigues da Silva
Emendar por explosão, no DE, de Pedro Marques Pereira
Reduzir os fogos florestais a bem ou a mal?, no DN, de Américo Carvalho Mendes
Qual é o melhor do Mundo?, no Jornal de Negócios, de Eduardo Moura

Quinta, 8


Se se confirmar que os 'números' hoje divulgados pelo INE são - de facto - um 'exercício' ao nível de um Alves dos Reis

BELISQUEM-ME

enfim...

A prioridade de Pacheco Pereira*

UM PAÍS IMPROVÁVEL
CREDIBILIDADES


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terça-feira, setembro 6

Sinal dos tempos

Uma equipa fixa e independente, dirigida por João Cândido da Silva (um jornalista com provas dadas, que já foi subdirector do Público), vai passar a assumir uma parte muito especial do tratamento das notícias de Economia do diário de Belmiro de Azevedo. É uma decisão inédita, que surge no contexto do fim do suplemento semanal de Economia.
José Manuel Fernandes, director do Público, entregou uma das partes mais nobres do jornal a uma espécie de outsorcing. Aparentemente, é o abrir da porta, de par em par, a soluções idênticas em relação a outras secções do Público, cujo sucesso comercial pode vir a determinar a repetição da experiência noutros órgãos de comunicação social.
Em tese, o outsorcing tem sido entendido como um instrumento de gestão e de racionalização de custos, com resultados muito diversos e polémicos, pelo que se coloca a questão, legitimamente, de saber se esta 'revolução' vai melhorar ou piorar a qualidade do jornal.
É possível garantir o lucro com uma estratégia de longo prazo, com base na isenção e no rigor informativos, como provou o sucesso editorial do Público, alcançado através de uma qualidade que sempre se destinou a um público mais exigente.
Também está provado que a tentação de sacrificar os princípios jornalísticos, através de soluções pragmáticas e comerciais, sempre de curto prazo, pode resultar num suicídio editorial.
Não está em causa mais um suplemento comercial, que se destingue, claramente, das páginas editoriais.
Em boa verdade, a escolha da direcção do Público não determina nada, mas constitui um sinal dos tempos, sobretudo para um leitor que também é jornalista.
No actual panorama da comunicação social, em que a confusão entre a notícia e a propaganda já atingiu os limites, o pior que podia acontecer era passar a existir um Público envergonhado por ser de referência e com complexos por não ser o diário mais vendido em Portugal.
Entre a informação e o entretenimento não há compromissos. Ou se está de um lado ou se está do outro.

Como nós o compreendemos

Miguel Paes do Amaral sobre as críticas ao negócio com a Prisa,
«Representam uma intromissão inaceitável de forças políticas numa operação entre entidades privadas sendo ainda reveladoras de uma total falta de sensibilidade para com o funcionamento do mercado de capitais na medida em que desconsideram o impacto que a informação relativa a empresas cotadas tem sobre o mesmo e sobre as cotações dessas empresas»

Manipulações grosseiras

A propósito das próximas eleições presidenciais, começou a ser alimentada a tese de que Mário Soares tem um forte ascendente sobre a comunicação social. Simplesmente, extraordinário. Vou ficar à espera do que os autores desta atoarda vão dizer quando Cavaco Silva anunciar a sua candidatura.

A hora da factura

O acordo assinado entre a União Europeia e a China constitui mais uma sentença de morte para os têxteis portugueses. Está a aberto o caminho para entrar em Portugal mais de 13,5 toneladas de tecidos e roupas de mesa e mais de 425 mil camisas.

Profissionalismo

É uma história que dignifica os jornalistas, Aqui.
O jornal chama-se The Times-Picayune

Dá que pensar


Também dá que pensar

A polémica entre a Igreja Maná e Miguel Paes do Amaral

Opinião Pública

A ruptura, no Expresso Online, de Manuel Monteiro
Sobrevivendo à Atlântida, no DN, de Joana Amaral Dias
O risco do nuclear, no DN, de Adriano Moreira
União Nacional, no DN, de Miguel Freitas da Costa
Uma desgraça nunca vem só, no DN, de António Ribeiro Ferreira
A outra América, no Jornal de negócios, de Paulo Ferreira
“Impulse”, no DE, de João Cândido da Silva

Terça, 6


Ribas on line

Voltei

A "VINGANÇA" DO BOLO-REI

Esta porra de ter um blog

Sexo

"SERVIÇO PÚBLICO"

HEY LADY...


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segunda-feira, setembro 5

António Borges aparece na RTP


A reserva laranja mostra a sua casca.

Os tiques

Sá Fernandes tem de perder a mania do percebe no final de cada frase.
Manuel Maria Carrilho tem de controlar o pescoço.
Adelino Faria tem perceber que não não está de beca.
Foi assim o debate entre os candidatos do PS e do Bloco, na SIC Notícias.
Mais uma vez, aguarda-se por um verdadeiro debate moderado por um jornalista sem a obsessão de parecer original.
Sá Fernandes esteve bem e não teve medo de falar no ‘Lisboão’, apesar de resistência incompreensível do jornalista, a quem o tema, aparentemente, não agrada.
Manuel Maria Carrilho passou o teste do Bloco. Foi encostado às cordas, mas conseguiu reagir, nomeadamente com a comparação venenosa de Sá Fernandes a Santana Lopes.
Em abono da verdade, registou-se um empate técnico, com uma ligeira vantagem aos pontos para o político mais experiente.

Katrina

O blog da memória



Chama-se Jorge Ferreira. É o autor do Tomar Partido. Uma exemplo para muitos que falam, falam, falam...

Muita coisa ficaria explicada

As notícias já começam a dar como provável a saída de Freitas do Amaral do Executivo. Depois da Santa Aliança com José Sócrates, ainda antes do PS ganhar as eleições, que foi largamente recompensada com a pasta dos Negócios Estrangeiros, seria curioso assistir à saída do ex-líder do CDS do Governo para se candidatar a Belém.
Alguém poderá imaginar um golpe mais duro nas aspirações de Cavaco Silva?
O cenário que se começa a vislumbrar, e que tem pleno cabimento na entrevista que Freitas do Amaral concedeu ao DN, em Julho, poderia explicar muita coisa. Afinal, para alguns, tudo poderia ser mais simples e tranquilo com velhos amigos a disputarem o mais alto cargo da República.

Incrível

No primeiro debate com candidatos à liderança da Câmara de Lisboa, transmitido na SIC Notícias, o 'Lisboão' ficou de fora. Aparentemente, Maria José Nogueira Pinto e Carmona Rodrigues acharam o tema pouco importante. Da parte do candidato 'independente' do PSD até se pode compreender. De Maria José Nogueira Pinto, até certo ponto, também se compreende. Agora, da parte de João Adelino Faria é que não se compreende.

Opinião Pública

Freaks do momento, no Diário Digital, de Filipe Rodrigues da Silva
A venda da TVI, no CM, de Manuel Queiróz
Imunidade dos eleitores, no DE, António Neto da Silva
Bons ventos na Educação, no Expresso online, de Nicolau Santos
Amanhã o Alqueva, no DN, de João Cravinho
Cor diversa em Belém e S. Bento, no DN, de Manuel Monteiro
A verdade de Sócrates, no DN, de Luís Delgado

Segunda, 5


A Tragédia de um homem Sá

O falhanço do "Estado mínimo"

Blogue sofre

Mais uma vez não consegui aguentar a palavra "clitóris" na versão final de um post
ENTRE ESPANHA E ISTAMBUL


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quinta-feira, setembro 1

Uma questão de fé

A TVI passou a ser uma verdadeira novela financeira, com actores de primeira linha:
Igreja Católica
Fundação Oriente
Media Capital
Prisa
RTL
LP Brothers
Igreja Maná

Os serviços de um partido?






José Sócrates deu posse ao novo director Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), Júlio Pereira. Na ocasião, o primeiro-ministro afirmou que os serviços de informações nacionais têm pela frente o desafio da credibilidade.
Será que para o chefe do governo, a credibilidade passa pela nomeação de simpatizantes do PS para as chefias do SIS e do SIED?

Após o «limiar da corrupção»...

Manuel Maria Carrilho exige explicações sobre o contrato entre a Câmara e a empresa «Street Park», afirmando que aquele documento coloca Carmona Rodrigues «no limiar da total irresponsabilidade».

Amarante sofre



O debate da SIC Notícias, que reuniu Armindo Ribeiro, Ferreira Torres e Luís Ramos, foi um exercício penoso para a democracia. O país ficou a ter uma ideia do que se vai passar em Amarante nos próximos quatro anos.
PS. Avelino ganhou o debate. Mas com aqueles dois, tudo é possível. Até o pior!

Cortina de fumo

Após o lançamento da candidatura de Mário Soares, problemas de som à parte, uma certa elite, normalmente remunerada a peso de ouro, à custa do Orçamento, pois claro, tem repetido até à exaustão que Mário Soares é o candidato certo para acabar com a onda de pessimismo.
Triste ilusão! Para acabar com a onda depressiva que existe em Portugal não basta um líder providencial. O que é necessário é falar verdade, acabar com o nepotismo, limitar os circuitos de corrupção e os grandes negócios do estado, que continuam à margem do escrutínio de tudo e de todos.

Pobre país

Órfão do pai político, que fugiu, pela segunda vez, agora rumo a um cargo internacional, aliás, com mérito e toda a legitimidade, o primeiro-ministro tenta, com visível desespero, agarrar-se a Mário Soares.
O medo de ficar isolado é tão grande que José Sócrates, esquecido da maioria que os portugueses lhe conferiram, afirma que Mário Soares é o único que pode unir os portugueses.

Opinião Pública

Mário Soares, no Diário Digital, de Filipe Rodrigues da Silva
Política séria, precisa-se, no DN, de Manuel Carvalho da Silva
Incêndios e incendiários, no DN, de Manuel Monteiro
O canto do Alegre, no DN, de Luís Delgado

Quinta, 1


Uma questão de idade

Mário Soares, o FMI e Pacheco Pereira

PALPITE PRESIDENCIAL

Vital Moreira continua imparável na sua "cruzada" primitiva, estilo "Vasco Graça Moura ao contrário"

apertar o cinto ?

O autismo do poder

Cavaco Silva e os liberais

Temos Rei

HÁ CORRUPÇÃO EM PORTUGAL?

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quarta-feira, agosto 31

Em forma



Mário Soares regressou com um discurso renovado.

Duas faces da mesma moeda



Mário Soares é candidato a Belém, enquanto Cavaco Silva continua a manter a fita.
A legitimidade de ambos os gestos, em termos formais, não tem contestação. Há quem lhe chame o normal jogo político. Outros preferem chamar-lhe farsa.
Depois de dizer Basta!, por duas vezes, aos cargos políticos e institucionais, no dia do seu último aniversário, alguns anteciparam o regresso do velho 'Barão', no seu melhor estilo, o da cambalhota política.
De facto, sem perfil para alimentar tabus politicamente insuportáveis, Mário Soares tem a única vantagem de assumir as suas fraquezas, de dar o dito por não dito, pois aos 'Notáveis' tudo tem sido permitido e perdoado.
Ao seu lado, como ao lado de Cavaco Silva, estarão os compagnons de route, os amigos e os oportunistas do costume. Uma parte da corte do regime vai estar lá, na primeira fila, não para defender os interesses do país, mas para defender os seus próprios interesses, bem como os dos verdadeiros poderosos que representam há muitos anos. Não é por acaso que Mário Soares, num raro lapso de sinceridade, deixou escapar que o eventual duelo com Cavaco Silva não seria ideológico.
A candidatura de Mário Soares e a putativa candidatura de Cavaco Silva são duas faces da moeda, de um sistema que ajudou a salvar o país das ditaturas, mas que o tem condenado, nos últimos 25 anos, a uma outra espécie de ditadura: a democracia de fachada.

Não há campanha de imagem que resista

O Le Figaro, um jornal diário francês de grande circulação e influência, colocou a Portugal na lista de 30 países com companhias e aviões a evitar por falta de segurança.
Não é só nesta matéria que Portugal surge 'acompanhado' de países como a Albânia, o Mali, a Bielorússia, o Burkina Faso, o Cambodja, a Papuásia-Nova Guiné, a Rússia, a Guiana, o Samoa, o Togo, o Tonga e o Vanuatu, entre outros. Basta dar uma vista de olhos pelo ranking internacional das nossas obras públicas.
O que mais impressiona, independentemente da validade da notícia, que já foi desmentida pelo Instituto Nacional da Aviação Civil, é que o jornalista do 'Le Fígaro' escreve que algumas administrações das empresas referidas seriam «inexistentes, e por vezes, enfraquecidas, termo politicamente correcto para evitar evocar a corrupção».
No momento em que está em cima da mesa a construção de um novo aeroporto, que só tem sido escrutinado e discutido em espaços de inteira liberdade como a blogosfera, não deixa de ser irónica a existência de notícias que colocam em causa a qualidade e a segurança de uma empresa pública de transporte aéreo.

Opinião Pública

O discurso do pântano, no Diário Digital, de Filipe Rodrigues da Silva
E à direita, ninguém se mexe?, no DE, de Domingos Amaral

Quarta, 31


Petróleo...

SOARES

Triste espectáculo republicano

Coisas que nos fazem pensar

É a Hora!

Telegrama

Queres conversa, ainda agora chegaste e queres conversa?

Presidenciais: As minhas expectativas revisitadas

Um resumo

The torture never stops

A VANGUARDA

EPITÁFIO POLÍTICO QUE NÃO DE POLÍCIA (PARA A POSTERIDADE)

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terça-feira, agosto 30

O Alegre de sempre

É um socialista.
É uma referência intelectual.

É um homem livre, com ideias e ideais,
mas nunca foi um líder.

Nunca teve a coragem de assumir a ruptura.
É mais um militante,
de um PS velho.

Por muito que ainda possa pesar
e por muitas ameaças,
de uma candidatura presidencial.

Salvou-se, porventura, o jantar, em Viseu.

Está tudo dito



«É uma matéria mais política do que de polícia»,
Paulo Morais à saída do DCIAP

Se for como em 2003...

A primeira estimativa da área consumida pelo incêndios aponta para 240 mil hectares. Se for tão rigorosa como a primeira estimativa de 2003, vamos ter um ataque de nervos quando se publicarem os números definitivos de 2005.

Portugal continua a arder - 17H12 - terça, 30

Sete fogos estão por circunscrever em cinco distritos.

Um dia cheio

Ao princípio da tarde, o vice-presidente de Rui Rio vai ao DIAP, no Porto, contar tudo o que sabe sobre os negócios escuros da política.
Um par de horas depois, em Viseu, Manuel Alegre promete contar tudo sobre o apoio do PS a Mário Soares.

Portugal continua a arder - 7H45 - Terça, 30

Um incêndio em Cabeceiras de Basto, distrito de Braga, continua por controlar.

A imagem da devastação

Opinião Pública

Os professores sem alunos, no Diário Digital, de Filipe Rodrigues da Silva
Uma indústria próspera, no DN, de António Ribeiro Ferreira
O novo Mário Soares, no DN, de José Medeiros Ferreira
Uma história de derrota, no DN, de Joana Amaral Dias

Terça, 30


UMA ALEGRE CHATICE -2

Última Hora!

Liberen a los prisioneros políticos cubanos
Isto só pode ser obra dos apoiantes do Le Pen

lapsus linguae ou lapsus scripti

PORTUGAL EM CHAMAS


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segunda-feira, agosto 29

Uma cena triste, um divertimento patético


Sessenta e três pessoas ficaram feridas, duas das quais com gravidade, numa largada de touros em San Sebastián de los Reyes, em Espanha, na qual participaram mais de sete mil pessoas.
Perante esta imagem, não consigo imaginar divertimento mais surrealista.
Não gosto de touradas, nem das imagens de 'matadores' colhidos nas arenas.
Só me admira que, em nome de uma qualquer tradição, se continue a promover e a estimular um tal espectáculo, que coloca em perigo a vida de jovens e menos jovens.

Os blogs e os jornalistas

Há um estudo que revela a importância dos blogs para o exercício do jornalismo.

Portugal volta a arder - 16.28 horas - Segunda, 29

Três incêndios florestais deflagraram nos distritos de Bragança, Guarda e Viseu.

Força, Alegre!






















Manuel Alegre vai romper o silêncio sobre a sua eventual candidatura a Belém, amanhã, durante um jantar com apoiantes, em Viseu.

Saleroso

O El Pais fez um suplemento 'fresquinho' sobre Portugal.

Velhos ... são os trapos

















Os Rollintg Stones
deslumbraram, no Canadá

Katrina

Opinião Pública

Urbanismo e política, no CN, de Manuel Queiróz
Lançar os dados, no DN, de Luís Delgado

Segunda, 29


O paraíso do Tacho!

Um post pessimista

UMA ALEGRE CHATICE

Pôr as cartas sobre a mesa

A luz ao fundo...do túnel !!!

cock suckers ball

Esta é a semana em que a lagartagem anda a cantar de galo

Olha, pá, nisso estamos de acordo

Transparência? Ingenuidade política? Descaramento? Tudo menos hipocrisia?


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sexta-feira, agosto 26

A notícia do dia

Luís Nobre Guedes assume um desafio que merece destaque.

Obsessão ou estratégia?

O filme não se pode repetir depois das denúncias de Paulo Morais, a propósito da relação entre os apoios financeiros aos partidos e a aprovação dos grandes projectos imobiliários.
Tal como já ocorreu, por diversas vezes, nas mais variadas ocasiões, depois de declarações bombásticas, os seus autores vão ao Ministério Público fazer declarações pífias e vagas sobre os assuntos que assumiram, publicamente, ter um conhecimento preciso e detalhado.
E, já agora, para que não façam dos portugueses parvos, é preciso ir mais longe do que as autarquias. Ou será que toda a eventual corrupção existente, em Portugal, tem sempre de passar pelas autarquias deste país?

Um sonho de férias

Opinião Pública

O rumo do Brasil, no CM, de Manuel Queiroz
Nada é seguro, no Público, de Vasco Pulido Valente (link indisponível)

Sexta, 26


"Vírus do Orkut" rouba informações bancárias dos internautas

Presidenciais

Mas nós temos estádios muito melhores... (e dentro de pouco tempo, grandes aeroportos e comboios de alta velocidade...)

O pequeno almoço do senhor Costa
Vinte por cento

Cunhas e rodriguinhos

Post das 4 da matina

Três capas completamente, completamente abruptas

Uma Opinião

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quinta-feira, agosto 25

Greve às escutas



Os 1.200 funcionários de apoio da Polícia Judiciária, cerca de metade dos efectivos da instituição, vão realizar uma greve contra a sua exclusão dos serviços sociais do Ministério da Justiça
O Laboratório de Polícia Científica, o Departamento de Perícia Financeira e Contabilística e o Departamento de Telecomunicações e Informática - intercepções e escutas - são constituídos por pessoal de apoio.

Critérios

O Ministério Público anunciou que vai apurar a eventual existência de ilícitos criminais suscitados por declarações do vereador do Urbanismo da Câmara do Porto, Paulo Morais, que acusa autarquias de cederem a pressões para aprovar projectos imobiliários.
Por que razão Souto Moura não usa o mesmo critério em relação à confissão de Carmona Rodrigues em relação à tentativa de comprar apoios eleitorais à custa do cofres das empresas municipais?
Manuel Maria Carrilho, do PS, vai ficar calado?
Ruben de Carvalho, do PCP, vai ficar calado?
Maria José Nogueira Pinto, do CDS, vai ficar calada?
Sá Fernandes, do Bloco, vai ficar calado?
E, já agora, o Presidente da República, vai ficar calado?

Para esquecer

O seleccionador nacional engoliu a vergonhosa imposição de Pinto da Costa em relação à utilização de Nuno valente. A culpa não é só de Scolari. É tambem de Fernando Madail, uma espécie de figura com ramificações políticas que continua à frente da federação.O mais impressionante é que o Benfica e o Sporting, e os restantes clubes, ainda não disseram nada. O que esperam para exigir as mesmas condições de utilização dos seus jogadores que são chamados à selecção nacional?

7 anos, 4 meses e 11 dias depois


Continua o tabu de Cavaco Silva
sobre as próximas eleições presidenciais

Novas funções?

Portugal continua a arder - 14h30 - Quinta, 25

Sete incêndios continuam por controlar.

Serviço público



Sejam quais forem as motivações, os silêncios e as contradições, Paulo Morais prestou um serviço público de alto significado. A entrevista está Aqui. Agora, só falta Souto Moura fazer o trabalho que lhe compete e para que é pago.

Opinião Pública

Abençoada clarividência, no CM, de Rui Hortelão
Portugal não pode esperar por 2009 , no DE, de António Costa
Marcar Terreno, no DE, de João Paulo Guerra
Aviões e incêndios, no DN, de J.A.Sousa Monteiro
Medo dos investidores?, no Jornal de Negócios, de Paulo Ferreira
Os fogos marcam, no Jornal de Negócios, de Luísa Bessa

Quinta, 25


Depois do mensalão e do lisboetão, chega a vez do portão, como poderíamos falar do oeirão, do cascalão, do amadorão, do sintrão, do matosinhão, do bragão, do felgueirão, do gondomarão, etc

Mesmo que não queiramos, acabamos por vezes sermos repetitivos

SAIBA COMO RECONHECER OS CANDIDATOS ÀS AUTÁRQUICAS

O Dr. Branquinho diz que «não percebe», o Dr. Branquinho espanta-se, o Dr. Branquinho indigna-se

Mário Soares porá termo à farsa da "reflexão" já na próxima semana

A medida governamental sobre a limpeza coerciva das matas é neste momento uma típica manobra de desresponsabilização do estado

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quarta-feira, agosto 24

Só me faltava esta

O gozo é tal ... que até o compadre e as gracinhas. Mas ninguém tira o sentido de humor a um sportinguista. Nem mesmo os adeptos das papoilas saltitantes

Exemplo da lógica assassina do mercado



A implementação desenfreada da lógica economicista no transporte aéreo, garantida por gestores sem escrúpulos, devia ser tratada como um vulgar crime público.
É uma constatação que vem a propósito das sucessivas tragédias aéreas, durante o mês de Agosto, nomeadamente a que envolveu o MD-80 da companhia aérea colombiana West Caribean, com 152 pessoas a bordo, sobretudo de nacionalidade francesa, que se despenhou na Serra Perijã, a noroeste da Venezuela, no passado dia 16.
Basta dar uma olhadela a um dos artigos publicados pelo Liberation para ter a noção da incúria de quem deve zelar pela segurança dos aparelhos.
O tema ultrapassa a questão da gestão, já que as pequenas companhias de aviação, que asseguram os voos «low cost», são criadas pelas grandes companhias para, precisamente, fugir o mais possível às indemnizações às vítimas.
Por um lado, vende-se a ideia que se pode fazer um voo a um preço inferior ao de uma viagem de carro ou de comboio. Por outro, constata-se que os aparelhos caiem como tordos.
Como em tudo, há sempre uma conclusão: A Comissão Europeia está convicta de que apenas quatro ou cinco transportadoras aéreas vão sobreviver na União Europeia.


A lista
Os acidentes com mais de 100 mortos nos últimos cinco anos no mundo:

31 de Outubro - ESTADOS UNIDOS - Um Boeing 767 da companhia Egyptair desaparece na costa leste dos Estados Unidos com 217 pessoas a bordo. Não houve sobreviventes.

31 de Janeiro - COSTA DO MARFIM - Um airbus da Kenya Airways cai no mar pouco depois de decolar em Abdjan: 169 mortos.

19 de abril - FILIPINAS - Um 737-200 da Air Filipinas cai na ilha de Samal, ao sul do país: 131 mortos.
9 de Julho - COLÔMBIA - 113 mortos na queda de um avião DC-4 da companhia Coral que se acidentou pouco depois de decolar em Villavicencio (sudeste de Bogotá).

25 de Julho - FRANÇA - Um Concorde da Air France com destino a Nova York cai sobre a área de um hotel próximo ao aeroporto parisiense de Roissy deixando 113 mortos.

3 de Julho - RÚSSIA - 145 pessoas morrem próximo à cidade de Irkutsk (Sibéria Oriental) na queda de um TU-154 da companhia VladivostokAvia.

8 de Outubro - ITÁLIA - Um MD 87 da companhia SAS, com 104 passageiros e seis membros da tripulação, cai sobre um depósito de equipamentos após ter se chocado com um pequeno avião privado alemão com quatro pessoas a bordo no aeroporto de Milão-Linate (norte): 118 mortos.

12 de Novembro - ESTADOS UNIDOS - Um Airbus A-300 da American Airlines cai sobre o bairro do Queens, em Nova York, e deixa 265 mortos.

12 de Fevereiro - IRÃO - Um Tupolev-154 de uma companhia nacional iraniana cai no sudoeste do país deixando 119 mortos.

15 de Abril - CORÉIA DO SUL - Um Boeing 767 da Air China cai em uma área residencial próxima de Gimhae, na Coréia do Sul, e 129 pessoas morrem no acidente.

7 de Maio - CHINA - Um MD-82 pertencente à China Northern cai no mar no nordeste da China, deixando 112 mortos.

25 de Maio - TAIWAN - Um Boeing 747-200 pertencente à companhia taiwanesa China Airlines cai durante uma viagem a Hong Kong, com um total de 225 mortos.

8 de maio - REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO - Cerca de 200 passageiros morrem, segundo as autoridades do aeroporto, quando a porta traseira de um avião Ilyushin-76, pertencente ao Ministério da Defesa ucraniano, se abriu em pleno voo sobre a República Democrática do Congo.

8 de Julho - SUDÃO - Um avião de uma companhia sudanesa com destino a Cartum. Apenas um dos 115 passageiros e tripulantes conseguiu se salvar.

25 de Dezembro - BENIN - Um avião pertencente à companhia UTA, com sede na Guiné, cai no mar próximo a Benin no Natal. Morreram 139 pessoas, em sua maioria libanesas.

3 de Janeiro - EGITO - Um Boeing 737 da companhia de vôo charter egípcia Flahs Airlines cai no Mar Vermelho após sua decolagem na estação balneária de Sharm el-Sheik, deixando 148 mortos, entre eles 135 turistas franceses.

Udinese - Sporting

Um ladrão - Árbitro Terje Hauge
Um frangueiro - Ricardo
Um incompetente - Peseiro
Para saber mais sobre a história do jogo, ler a segunda versão da picareta falante

Portugal continua a arder - 13 h - quarta, 24

Cinco incêndios continuam por controlar.

Opinião Pública

Soares e o PSD, no DE, de Domingos Amaral
Ainda há optimistas, no Jornal de Negócios, de Sérgio Figueiredo
Governo que arde, no DN, de Luís Delgado
Deixar andar, no DN, de Sarsfield Cabral

Quarta, 24


A rentrée

D. Maria vence o primeiro round

O candidato que a Direita precisava

NÃO SEI, TALVEZ A EXPLICAçÃO SEJA ESTA...

Quando a opção sexual é um crime !!!

MATEM-NO, EM NOME DE DEUS!

Perdi 24 horas...

Em actualização permanente

terça-feira, agosto 23

Portugal continua a arder - 23 horas - Terça, 23

13 incêndios continuam por controlar

'Lisboão', by imprensa internacional


É o reverso da medalha.
Portugal importa o 'Mensalão' e exporta o 'Lisboão'.
Está tudo na Folha de São Paulo, o maior e mais influente diário brasileiro

Eleição em Lisboa utiliza termo da crise brasileira
Lisboa

O "mensalão", que há dois meses monopoliza as atenções no Brasil, definitivamente, fez escala em Portugal. Agora, além da suspeita de que grandes empresas do país, como a Portugal Telecom e o Banco Espírito Santo, teriam negociado com o publicitário Marcos Valério, o termo ""mensalão" acaba de ser incorporado à pré-campanha da eleição municipal em Lisboa.
O pré-candidato a presidente da Câmara (correspondente a prefeito) de Lisboa Carmona Rodrigues, que tem o apoio do PSD, foi acusado de oferecer um cargo em uma empresa municipal ao dirigente do pequeno Partido Nova Democracia (PND), Jorge Ferreira, como contrapartida para um acordo eleitoral.
O próprio Jorge Ferreira tornou pública a oferta e comparou o episódio ao ""mensalão" brasileiro. O pré-candidato do Partido Socialista, Manuel Maria Carilho, também associou o episódio ao ""mensalão", e cobrou explicações de Carmona Rodrigues, que não passou recibo e recusou-se a responder à denúncia do dirigente do PND.
Até agora, as lideranças políticas portuguesas não se manifestaram sobre os indícios de aproximação de Marcos Valério, ou de tentativas de negociação, com grandes empresas do país com negócios no Brasil.
"Ainda não estão claros os contornos da ação de Marcos Valério em Portugal. Por isso, nem o governo, nem os políticos acham que devem falar sobre o caso", afirmou à Folha o diretor da pré-campanha do candidato do PS à eleição de Lisboa, Luiz Bernardo.

Zelig
A imprensa portuguesa demonstra surpresa com as informações sobre Valério e sua proximidade, ou tentativas de aproximação, com algumas das maiores empresas do país. Ele está sendo comparado ao personagem Zelig, ""que nunca esteve em nenhum momento histórico, mas, vendo bem, sempre apareceu em todos eles", escreveu o "Expresso".
A ""conexão portuguesa" do ""mensalão" veio à tona com a informação do deputado Roberto Jefferson, de que o publicitário teria viajado a Lisboa, em companhia do tesoureiro do PTB, para buscar solução para saldar dívidas do PT e do partido trabalhista.
O segundo ponto de contato de Valério em Portugal foi o ex-ministro de Obras Públicas, Antonio Mexia, que o recebeu, em outubro de 2004, em companhia do presidente da Portugal Telecom, Miguel Horta.
O presidente do Banco Espírito Santo, Ricardo Salgado, recebeu Marcos Valério naquele mesmo mês. Supostamente, o publicitário foi apresentar os serviços de suas agências de publicidade, e teria sido orientado a tratar do caso diretamente com o presidente do BESI (braço de investimentos do Banco Espírito Santo) no Brasil, Ricardo Espírito Santo.

Elvira Lobato / Folha de S. Paulo

A propósito do 'Lisboão', by blogosfera


















Começou a barafunda

No meio da maior confusão, em que as populações clamam por ajuda e pela intervenção dos bombeiros, que por vezes não chegam a tempo, a direcção e o comando dos Bombeiros Voluntários do Porto lamentam a escassa solicitação dos seus efectivos para combate a fogos florestais, enquanto se mobilizam corporações de voluntários das regiões autónomas.
Notícia Lusa
Em comunicado, a Direcção dos Bombeiros Voluntários do Porto refere que aquele corpo de bombeiros só foi solicitado duas vezes, na presente época de fogos, para colaborar no combate a incêndios florestais - uma para Amarante e outra para Gondomar.
“Tal não seria de espantar se não tivéssemos conhecimento da participação de corpos de bombeiros provenientes da Madeira e Açores, constatando mesmo a possibilidade de serem pedidos reforços a canadianos e franceses”, afirma o comunicado dos BVP.
“Face ao exposto - observam - ficámos chocados com as imagens que vemos todos os dias e sublinhamos a impotência que sentimos por não poderemos ajudar as populações desesperadas”.
Contactado pela Lusa, o comandante da corporação, Carlos Bessa, disse ter sido chamado a explicar-se, ante a Direcção, sobre as razões por que os BVP não estavam a colaborar no ataque aos fogos florestais.
“Os próprios bombeiros me questionam, mas a verdade é que não posso avançar sem receber ordens nesse sentido por parte do CDOS 1/8Centro Distrital de Operações de Socorro 3/8”, lamentou o comandante, garantindo que tem manifestado, reiteradamente, a disponibilidade dos BVP para essas missões.
Carlos Bessa disse que o seu corpo de bombeiros, o mais antigo do Norte de Portugal, pode disponibilizar 20 homens e duas viaturas para os fogos florestais “sem pôr em causa a sua missão no combate a eventuais sinistros urbanos”.
O comandante sublinhou que embora os BVP sejam um corpo de bombeiros urbano, os seus efectivos “estão preparados” para fogos florestais, o que decorre da experiência adquirida em anos anteriores, quando colaboraram assiduamente em missões desse tipo.
“São homens que andaram muitos anos a combater fogos no interior do distrito”, garantiu.
Contactado pela Lusa, o coordenador distrital das Operações de Socorro do Porto (CDOS), Carlos Pereira, remeteu quaisquer esclarecimentos para o comandante do Batalhão de Sapadores Bombeiros do Porto, Luís Nobre, que coordena os corpos de bombeiros da cidade.
Tal não foi possível em tempo útil.
Também o presidente dos Bombeiros Voluntários de Amarante, Ilídio Pinto, responsabilizou o coordenador distrital das Operações de Socorro do Porto pela “tardia” mobilização de meios para um incêndio que lavrou, há cerca de duas semanas, em sete freguesias daquele concelho e que destruiu 550 hectares de floresta.
Ilídio Pinto, que é também presidente da Junta de Carvalho Rei, acrescentou que escreveu ao Governo Civil do Porto e ao Governo a “pedir responsabilidades” sobre o sucedido.
“Não lhe reconheço competência técnica para avaliar a mobilização de meios. Se se sente prejudicado, que participe, alguém irá investigar”, respondeu o coordenador distrital do CDOS, Carlos Pereira.
Considerou ainda que a posição de Ilídio Pinto surge na sequência de um diferendo que os opõem a propósito do novo comandante dos Bombeiros Voluntários de Amarante, Jorge Pinto.
“Ele nomeou e deu posse a um comandante que eu não posso homologar porque, ao arrepio do que manda a lei, não frequentou, com aproveitamento, um curso na Escola Nacional de Bombeiros”, afirmou o coordenador distrital.
JGJ.
Lusa/fim

É já a seguir

Jorge Ferreira do Tomar Partido já regressou de férias.
A reacção ao 'Lisboão', na primeira pessoa, é o mínimo que se espera na blogosfera.