quinta-feira, agosto 11

Está tudo explicado!

O ministro da Administração Interna revelou agora, no Parlamento, que o primeiro-ministro lhe telefonou duas vezes a perguntar se devia interromper as férias por causa da vaga de incêndios. António Costa disse-lhe que não. Assim sim, começa a ser mais fácil perceber o filme dos últimos acontecimentos.

Onde estão os outros?

A Ota já deu origem a 71 estudos.
Hoje, através de Mário Lino, ficou-se a saber que um é de impacto ambiental, elaborado em 1999.
Onde estão os outros 70?
Quem os fez?
Quanto custaram?
Para que serviram?
Por que razão continua o Governo a esconder os estudos sobre o aeroporto da Ota, recusando a sua publicitação na Internet?

Os blogs do momento

Para saber tudo sobre o super quarteto irlandês de Dublin que está a chegar a Lisboa Aqui e Aqui

Este ministro promete

Mário Lino avança uma série afirmações vagas no artigo de opinião publicado no Diário Económico. Curiosamente, agora, o ministro desenterrou um velho estudo da gaveta. O mais hilariante, para não dizer mais, é que o governo responsável por esconder a informação sobre o aeroporto da Ota obriga um ministro a expor-se ao ridículo de afirmar que «Falta de informação sobre Ota e TGV é mentira descarada». Se não falta informação para que são os novos estudos anunciados lá para Outubro?

Haja decoro

Um ministro faz a capa de um diário com um artigo de opinião.

Opinião Pública

Vara não valia isto, no Diário Digital, de Clara Ferreira Alves.

Quinta, 11

quarta-feira, agosto 10

Opinião Pública

As consequências do caso da CGD, no DE, de Pedro Marques Pereira.
A criar ilusões não se apagam fogos, no DN, de Francisco Azevedo e Silva.

Bloco diferente

Francisco Louçã entregou dois requerimentos dirigidos aos ministros das Obras Públicas, Transportes e Comunicações e Justiça, pedindo esclarecimentos sobre o conhecimento do Executivo sobre o alegado envolvimento de empresas em que o Estado é o principal accionista no escândalo do “mensalão”, no Brasil.
Curiosamente, nem Louça nem o candidato do Bloco à Câmara de Lisboa, Sá Fernandes, tomaram posição pública sobre o outro 'mensalão, o de Lisboa, que envolveu atentativa de Carmona Rodrigues comprar o apoio eleitoral de um pequeno partido.

Quarta, 10

terça-feira, agosto 9

A fama que vem de longe

Sem emenda


O La Repubblica revelou uma parte da transcrição de escutas telefónicas que associam o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi e o genro do ex-primeiro-ministro espanhol José María Aznar a uma tentativa para tomar o controlo do grupo de comunicação italiano RCS-Rizzoli Corriere della Sera.
A resposta não podia ser mais clara: Berlusconi anunciou uma lei para evitar a todo o custo a divulgação de escutas telefónicas.

Quem dá má imagem a quem?

O BES pediu explicações sobre uma história idiota que o News of the World publicou na semana passada, em que Cristiano Ronaldo aparece vestido de mulher e com saltos altos. Será que o jogador do Manchester também pediu algumas explicações a propósito das notícias que envolvem o seu patrocinador em alguns dos maiores escândalos financeiros nacionais e internacionais?

Opinião Pública

Os incêndios em Portugal, no DE, de Martim Avillez Figueiredo.
O Estado e a rede, no DN, de Adriano Moreira.
Portugal debaixo de fogo, no DN, de Joana Amaral Dias.
O respeitável centrão luso, no DN, de António Ribeiro Ferreira.

Terça, 9

segunda-feira, agosto 8

Um exemplo


Morreu Robin Cook, o político britânico que não teve receio de criticar a política externa de Blair. A sua demissão, em protesto contra a posição governamental de invadir o Iraque, que foi a reboque da Administração Bush e de falsos pretextos, fica como um testemunho da razão e da ética em política.

Uma questão de coerência

Bastou uma simples viagem Lisboa/Porto, no último fim-de-semana, para ter uma pequena ideia do sofrimento e do terror que milhares de portugueses estão a viver diariamente. A impunidade dos responsáveis pela prevenção e combate aos incêndios não pode continuar indefinidamente. Um governo que exige, e muito bem, o escrutínio das decisões dos juízes, de forma a evitar as grosserias e os riscos de corrupção e de tráfico de influências nas magistraturas, devia ter o mesmo critério em relação ao exercíco de cargos governativos e na administração pública.

Muito mais do que uma efeméride




Sessenta anos depois de Hiroxima e de Nagásaqui, que custaram milhares e milhares de vidas, as armas nucleares continuam a constituir uma ameaça para toda a Humanidade. Dislates à parte de Vasco Pulido Valente sobre a questão, no passado sábado (pois é, também tem dias), como é possível ainda ter de assistir a disputas sobre a supremacia nuclear, como revelam os últimos incidentes entre o Irão e os Estados Unidos da América?

Opinião Pública

Três peças de Verão, no DN, de Luís Delgado.