quinta-feira, maio 5

Parabéns

Não gosto dele desde o episódio das meias brancas. Não gosto de algumas das suas análises. Não sou fã do Abrupto, mas reconheço que Pacheco Pereira é o primeiro. O mercado tem sempre razão.

05.05.05

O melhor
Globalização
A seguir
Compra agora, medalho-te depois
A esquecer
Mussolini e o desenvolvimento italiano

Um pragmatismo maior

Tony Blair está à beira de ganhar, pela terceira vez, as eleições no Reino Unido. Depois de tudo o que aconteceu, durante os seus dois mandatos, nomeadamente em relação ao Iraque, a razoável performance da economia britânica deve ser suficiente para os súbditos da Majestade deles renovarem a confiança no que resta do líder da Terceira Via. Felizmente, ainda há quem, de uma forma lúcida, analise o fenómeno e aponte um NOVO CAMINHO. O bloqueio dos sistemas maioritários deviam ser uma lição para os que pretendem, mais tarde ou mais cedo, rebentar com o sistema representativo e proporcional português.

Fugas da PGR

Começou o julgamento de Teresa Sousa, funcionária da Procuradoria-Geral da República, que está acusada de extorsão e corrupção. O juiz José Eduardo Martins determinou que as audiências serão realizadas à porta fechada, porque estão em causa documentos em segredo de justiça, relacionados com investigações num outro processo.
Pelo mesmo motivo, todas as pessoas presentes na sala de audiências ficam vinculadas ao segredo de justiça. Ou seja, à margem da decisão, o colectivo de juízes também entende que a actual lei do segredo de justiça não vincula os jornalistas.

Quem dá mais

A venda de passaportes portugueses em Macau continua a dar, sempre com as autoridades na peugada.

Opinião Pública

José Manuel Barroso, no DN, sobre o 25 de Novembro e o 25 de Abril.
Jorge Bacelar Gouveia, no DN, sobre as complicações constitucionais.
Luís Delgado, no DN, sobre Tony Blair.

A entrevista do dia

José Goulão, presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência, defende no DN que a legalização das drogas é inevitável.

quarta-feira, maio 4

04.05.05

O melhor
Quando forem cinco
O referendo sobre o aborto
O país lavadinho em lágrimas
A seguir
O voluntarioso Sampaio
O presidente em trânsito
Perpespectivas financeiras
A esquecer
Análises esvoaçantes
Provocações sem graça
Procissão na blogosfera

Este PS não tem emenda

Santos Silva, que tutela a pasta da Comunicação Social, rejeitou a ideia de haver concentração excessiva no sector de Media em Portugal. Uma declaração interessante, em plena fase de validação do negócio da Lusomundo. Mas Santos Silva foi mais longe. O ministro considera que há um défice técnico e deontológico no jornalismo, quiçá, uma primeira afirmação para preparar o país para a lei da rolha, com a chancela PS, que está para chegar. Obviamente, lá para o fim do ano.
Porventura, Santos Silva & Companhia gostariam mais de poder ditar os alinhamentos dos telejornais e as primeiras páginas da imprensa do alto dos seus cadeirões ministeriais, o que, eventualmente, em tão doutas opiniões, resolveria o défice técnico e deontológico do jornalismo.
Santos Silva também não gosta do jornalismo de investigação que se faz em Portugal. Nalguns casos, até pode ter razão. Mas Santos Silva está na posição ideal para dar um contributo que permita começar a inverter a situação. Bastava convencer o primeiro-ministro e os seus colegas do Governo a criar legislação rigorosa que obrigassem os seus gabinetes, a administração central e local, os institutos e departamentos públicos e as empresas controladas pelo Estado a desbloquearem a informação pública à comunicação social, de uma forma sistemática e transparente. Eis um grande passo para Santos Silva ganhar credibilidade para poder fazer juízos sobre o jornalismo em Portugal.

Efeitos


A circulação na A5 melhorou nos últimos três dias, sobretudo à noite. Há quem atribua esta evolução à realização da maior parte dos trabalhos que prejudicavam o trânsito. Ou será que foi só para Sampaio não ir ver?

Portas condecorado

Donald Rumsfeld, Secretário de Defesa norte-americano, condecora, hoje, o ex-ministro de Estado e da Defesa, em Washington, na sede do Pentágono, com a medalha dos serviços públicos distintos do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

Mais um regresso

O fundador do jornal Público, Vicente Jorge Silva, admitiu querer criar um novo jornal, de periodicidade semanal.

Um medida positiva

O Governo anunciou o alargamento das pulseiras electrónicas a todo o país. Aqui está uma medida simples e que tem efeitos.

Opinião Pública

Pedro Adão e Silva, na CAPITAL, sobre as eleições em Inglaterra.
António Costa, no DE, sobre a crise.
Francisco Azevedo e Silva, no DN, sobre o pragmatismo político.

terça-feira, maio 3

O disfarce

A presidência aberta sobre a sinistralidade rodoviária, como todas as outras que a precederam, tem momentos hilariantes. A recomendação presidencial para que os agentes das forças de segurança circulem nos carros da polícia à civil (tipo disfarçados de turistas) é um dos momentos altos do mandato de Jorge Sampaio. Pode ser que, até ao fim da magnífica viagem presidencial, Jorge Sampaio faça mais sugestões, se possível ainda um pouco mais coloridas.

Sampaio e o aborto

Palavras para quê. É um artista português

segunda-feira, maio 2

02.05.05

João Cravinho, no DN, sobre a necessidade de autenticidade política
Paula teixeira da Cruz, na CAPITAL, sobre as heranças.
Manuel Queiróz, no CM, sobre a candidatura de Isaltino Morais.

A melhor capa

Espectacular

Benfica, Sporting, Porto e Braga estão na corrida pelo título, depois de mais uma jornada empolgante.

Sampaio aperta

É bom sinal. A presidência aberta de Jorge Sampaio está a incomodar o Governo.
A sinistralidade rodoviária pode ser um bom tema para obrigar o Governo a governar.
Depois de aprovada a legislação, também compete às autoridades zelar pela qualidade e segurança das estradas e das auto-estradas. Jorge Sampaio ainda vai a tempo de ir ver com os seus próprios olhos o que se passa, diariamente, na A5, que liga Lisboa a Cascais. Isto se não for muito incómodo para a Brisa.