segunda-feira, março 14
sexta-feira, março 11
Jornalismo em debate
Alexandra Campos e Marisa Silva, da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes, fazem um resumo da intervenção Jorge Wemans, director de comunicação da Fundação Calouste Gulbenkian:
Os “mecanismos de domesticação” dos jornalistas
Os “mecanismos de domesticação” dos jornalistas
"Maus media, bons jornalistas?”
Foi com esta perplexidade que Jorge Wemans, director de comunicação da Fundação Calouste Gulbenkian, começou a sua intervenção na sessão de encerramento do ‘04 Encontro de Comunicação, referindo-se à diferença entre a mediocridade dos meios de comunicação e a credibilidade dos jornalistas.
O ex-director adjunto do Público incidiu o seu discurso sobre o jornalista, o papel que desempenha e, acima de tudo, aquele que deve desempenhar. Focou desde logo dois aspectos: a qualidade dos media em Portugal, em contraste com a qualidade que acredita terem os jornalistas nacionais, e o facto de o nosso país estar repleto de corporações. Realça que os jornalistas, mesmo sendo considerados um quarto poder, não estão organizados numa corporação “pois não têm como objectivo o interesse particular acima do geral”.
“Nos últimos vinte anos, a profissão de jornalista sofreu um forte choque tecnológico”, defendeu Jorge Wemans, realçando que o “exercício da profissão é um espaço de liberdade e de responsabilidade individual”.
Fixando o discurso na liberdade do jornalista, o orador sustentou que “não há mecanismos de aprisionamento, mas existem sim, mecanismos de domesticação”. Deu o exemplo da crescente valorização da obtenção de lucro por parte dos meios de comunicação, o facto de se seleccionar apenas um certo tipo de notícias, a dedicação às audiências e não ao público e, por fim, a escrita para agradar as fontes.
Perante uma audiência constituída, maioritariamente, por futuros profissionais de jornalismo, o director de comunicação da Fundação Gulbenkian, enunciou seis das qualidades fundamentais para o exercício de um bom jornalismo. Os “jornalistas devem ser pessoas curiosas”, ter conhecimento sobre as técnicas de redacção, da actualidade, dos assuntos que tratam, seguir “um correcto comportamento deontológico” e ter como segredo uma boa carteira com fontes credíveis. Concluindo que quem cultiva as referidas particularidades “tem futuro”, pois, “a comunicação social é um enorme mar, a informação é um copo de água e uma gota desse copo é o jornalismo”.
Finalizou o seu discurso focando dois grandes problemas do jornalismo, “a confusão na distinção entre público e audiência” e o “aumento considerável do poder e da sofisticação das fontes nos últimos quinze anos”.
O ex-director adjunto do Público incidiu o seu discurso sobre o jornalista, o papel que desempenha e, acima de tudo, aquele que deve desempenhar. Focou desde logo dois aspectos: a qualidade dos media em Portugal, em contraste com a qualidade que acredita terem os jornalistas nacionais, e o facto de o nosso país estar repleto de corporações. Realça que os jornalistas, mesmo sendo considerados um quarto poder, não estão organizados numa corporação “pois não têm como objectivo o interesse particular acima do geral”.
“Nos últimos vinte anos, a profissão de jornalista sofreu um forte choque tecnológico”, defendeu Jorge Wemans, realçando que o “exercício da profissão é um espaço de liberdade e de responsabilidade individual”.
Fixando o discurso na liberdade do jornalista, o orador sustentou que “não há mecanismos de aprisionamento, mas existem sim, mecanismos de domesticação”. Deu o exemplo da crescente valorização da obtenção de lucro por parte dos meios de comunicação, o facto de se seleccionar apenas um certo tipo de notícias, a dedicação às audiências e não ao público e, por fim, a escrita para agradar as fontes.
Perante uma audiência constituída, maioritariamente, por futuros profissionais de jornalismo, o director de comunicação da Fundação Gulbenkian, enunciou seis das qualidades fundamentais para o exercício de um bom jornalismo. Os “jornalistas devem ser pessoas curiosas”, ter conhecimento sobre as técnicas de redacção, da actualidade, dos assuntos que tratam, seguir “um correcto comportamento deontológico” e ter como segredo uma boa carteira com fontes credíveis. Concluindo que quem cultiva as referidas particularidades “tem futuro”, pois, “a comunicação social é um enorme mar, a informação é um copo de água e uma gota desse copo é o jornalismo”.
Finalizou o seu discurso focando dois grandes problemas do jornalismo, “a confusão na distinção entre público e audiência” e o “aumento considerável do poder e da sofisticação das fontes nos últimos quinze anos”.
No reino do terror
Tony Blair, à custa do combate ao terrorismo, quer implementar uma lei extraordinária. O mais grave é que a aproximação das eleições, que ainda não estão marcadas, vai contribuir para um crescendo de populismo e de eleitoralismo em torno da questão da segurança.
Clarificação
A ser confirmada, a capa de O Independente, agora, compreende-se porque houve tanto segredo a formar o XVII Governo.
quinta-feira, março 10
A alternativa
No timing político exacto e pelas razões suficientes, que o levaram a abandonar a liderança da bancada parlamentar do PS, António José Seguro deu um sinal inequívoco de distanciamento em relação ao secretário-geral, José Sócrates.
Mais um negócio de última hora
Governo viabilizou construção em zona de montado a dias das eleições Aqui
Responsabilidade
Uns dias antes de começar a audição da Provedora da Casa Pia vieram a público severas críticas ao funcionamento dos colégios da instituição, veiculadas por um grupo de funcionários. Catalina Pestana garante que é um ataque concertado para desvalorizar o julgamento, mas hoje admite que ainda podem estar a ocorrer situações graves. É uma declaração que não deve escapar, obviamente, à apreciação do novo ministro da Segurança Social, Vieira da Silva.
Caso Moderna
O Supremo Tribunal de Justiça confirmou a pena fixada pelo Tribunal da Relação de Lisboa a José Braga Gonçalves: 7 anos e seis meses. Um dos reclusos mais mediáticos de Portugal cumpriu, ontem, exactamente, metade da pena de prisão confirmada pelo STJ.
terça-feira, março 8
O mistério dos três Antónios
Há algo de estranho no ar quando a mesma manchete ocupa as capas de dois jornais de referência - Público e DN. É ainda mais estranho quando o assunto em causa, uma deslocação oficial de uma alta individualidade - Kofi Annan -, que só pode ser confirmada ao mais alto nível, é desmentida no mesmo dia da sua publicação. Mas o mais inacreditável é que as notícias referem que o secretário-geral da ONU vinha a Lisboa para se encontrar com Jorge Sampaio e para fazer um último apelo - talvez mesmo o derradeiro - a António Vitorino, a António Guterres e a António Monteiro para aceitarem altos cargos nas Nações Unidas.
O que se terá passado?
O que se terá passado?
Nostálgicos
Magnífico
Consegui ver, por sorte, o Clube de Jornalistas, na Dois, que debateu o boato e as fontes anónimas. Gostei do profissionalismo de Estrela Serrano, que não hesitou em confrontar dois dos três jornalistas convidados – João Pedro Henriques e Pedro Castanheira – com questões delicadas relativas aos órgãos de informação onde trabalham, respectivamente, o Público e o Expresso.
A diferença entre um boato e a investigação do caso Freeport, a problemática das fontes e dos comentários anónimos na imprensa e na Internet e o caso Cavaco Silva, que agitou a campanha eleitoral, foram alguns temas abordados com grande maturidade.
A importância da Dois, o que nem sempre acontece, fica amplamente justificada com este tipo de programas. Um tema difícil e actual, com uma condução séria e capaz, pode transformar-se num momento de televisão vivo e esclarecedor.
A diferença entre um boato e a investigação do caso Freeport, a problemática das fontes e dos comentários anónimos na imprensa e na Internet e o caso Cavaco Silva, que agitou a campanha eleitoral, foram alguns temas abordados com grande maturidade.
A importância da Dois, o que nem sempre acontece, fica amplamente justificada com este tipo de programas. Um tema difícil e actual, com uma condução séria e capaz, pode transformar-se num momento de televisão vivo e esclarecedor.
segunda-feira, março 7
Uma questão de estrangeirados
Não conheço Fernando Albino, que faz parte do blog noquintodosimpérios.blogspot.com
A propósito de um post, a que respondi com um sobe e desce, apelidado de Estrangeirado, tive direito a uma réplica, entre o choradinho e o fado.
Fernando Albino respondeu-me, começando por citar Herman José: «É mais difícil ser humorista em Portugal porque os Portugueses têm pouca capacidade para rir de si próprios». Em primeiro lugar, não imagino pior início de resposta. Mas o mais grave ainda estava para vir a seguir. O ilustre polemista conclui que «há uma intrínseca falta de distanciamento da nossa própria realidade». Ora, meu caro Fernando, quem circula pela Internet já percebeu que a globalização, a que os portugueses não escaparam, felizmente, nos faz semelhantes a tantos outros povos que connosco partilham um espaço e uma cultura civilizacionais.
Num segundo momento, Fernando Albino insurge-se contra as promessas demagógicas dos políticos portugueses (com uma referência expressa a Francisco Louçã). E atira esta pérola: (…) «as inconsequentes medidas demagógicas de um político de vão de escada que em qualquer lado da Europa ocidental não teria mais que um minuto de tempo de antena por ano (dois minutos vá)». Que dizer? Deduzi que vivia no estrangeiro, porventura erradamente, mas nunca imaginei que se tinha passado para Marte. Basta dar uma olhadela pelos principais jornais europeus, algo muito fácil para quem tem Internet, para perceber que esta afirmação não faz qualquer sentido. Goste-se ou não se goste das ideologias de cada um, todas as campanhas são marcadas por promessas e mais promessas.
Por último, talvez desgostado por lhe ter chamado Estrangeirado, - fica a saber que também o fui, por isso não me passa pela cabeça considerá-lo um insulto -, Fernando Albino deixa escapar uma afirmação ainda mais curiosa, que me obrigou a esta tréplica. «Como se a objectividade que advém do simples facto de se estar de fora incomodasse». Ora, caro companheiro de blogosfera, aqui está uma boa razão para lhe chamar Estrangeirado. O facto de se estar de fora não implica maior lucidez, nem tão pouco mais objectividade, como admitem as ciências sociais. A clarividência que o atacou, eventualmente, um perigo para quem está pelo menos um ano ausente da terra natal, é o pior sintoma de uma superioridade e condescendência insuportáveis.
A propósito de um post, a que respondi com um sobe e desce, apelidado de Estrangeirado, tive direito a uma réplica, entre o choradinho e o fado.
Fernando Albino respondeu-me, começando por citar Herman José: «É mais difícil ser humorista em Portugal porque os Portugueses têm pouca capacidade para rir de si próprios». Em primeiro lugar, não imagino pior início de resposta. Mas o mais grave ainda estava para vir a seguir. O ilustre polemista conclui que «há uma intrínseca falta de distanciamento da nossa própria realidade». Ora, meu caro Fernando, quem circula pela Internet já percebeu que a globalização, a que os portugueses não escaparam, felizmente, nos faz semelhantes a tantos outros povos que connosco partilham um espaço e uma cultura civilizacionais.
Num segundo momento, Fernando Albino insurge-se contra as promessas demagógicas dos políticos portugueses (com uma referência expressa a Francisco Louçã). E atira esta pérola: (…) «as inconsequentes medidas demagógicas de um político de vão de escada que em qualquer lado da Europa ocidental não teria mais que um minuto de tempo de antena por ano (dois minutos vá)». Que dizer? Deduzi que vivia no estrangeiro, porventura erradamente, mas nunca imaginei que se tinha passado para Marte. Basta dar uma olhadela pelos principais jornais europeus, algo muito fácil para quem tem Internet, para perceber que esta afirmação não faz qualquer sentido. Goste-se ou não se goste das ideologias de cada um, todas as campanhas são marcadas por promessas e mais promessas.
Por último, talvez desgostado por lhe ter chamado Estrangeirado, - fica a saber que também o fui, por isso não me passa pela cabeça considerá-lo um insulto -, Fernando Albino deixa escapar uma afirmação ainda mais curiosa, que me obrigou a esta tréplica. «Como se a objectividade que advém do simples facto de se estar de fora incomodasse». Ora, caro companheiro de blogosfera, aqui está uma boa razão para lhe chamar Estrangeirado. O facto de se estar de fora não implica maior lucidez, nem tão pouco mais objectividade, como admitem as ciências sociais. A clarividência que o atacou, eventualmente, um perigo para quem está pelo menos um ano ausente da terra natal, é o pior sintoma de uma superioridade e condescendência insuportáveis.
Em bolandas
Após o envio da foto de Diogo Freitas do Amaral para o PS, através dos CTT, tudo indica que os socialistas devolvam a dita-cuja à procedência. Ora, se tal acontecer, ninguém espera que Paulo Portas se fique, pelo que a encomenda, provavelmente registada e sem aviso de recepção, deve seguir novamente para a sede do partido liderado por José Sócrates. Quadro para cá, quadro para lá, definitivamente o caldo está entornado. A confirmar-se este vai-vem, entre o Largo do Caldas e o Largo do Rato, o ministro dos Negócios Estrangeiros ainda não tomou posse e já começou a viajar.
Aceitam-se apostas
A definição das competências de cada ministro ainda não está definida.
O sector da comunicação social ainda não está distribuído. Segundo a agência Lusa, o primeiro-ministro ainda não decidiu se vai entregar esta pasta ao ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira (para quem não sabe, foi o porta-voz de José Sócrates) ou ao titular da pasta dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva. Para quem tenha dúvidas, recomenda-se a leitura do artigo 'Fragmentos pré-socráticos', de Eduardo Cintra Torres.
O sector da comunicação social ainda não está distribuído. Segundo a agência Lusa, o primeiro-ministro ainda não decidiu se vai entregar esta pasta ao ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira (para quem não sabe, foi o porta-voz de José Sócrates) ou ao titular da pasta dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva. Para quem tenha dúvidas, recomenda-se a leitura do artigo 'Fragmentos pré-socráticos', de Eduardo Cintra Torres.
Com ou sem Sócrates?
Jorge Sampaio, perante uma plateia de especialistas, entre os quais três ministros, pediu 10 anos para concretizar uma série de medidas estruturantes.
Cavaco lá fora (II)
O ex-primeiro-ministro, à boleia da viagem a Luanda, não pára de surpreender. Depois de ter admitido que vai avançar paras as presidenciais, agora, chegou a vez de provocar a contestação da UNITA.
A primeira dor de cabeça
José Sócrates tem um mês para explicar a Bruxelas como vai cumprir o Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC). Campos e Cunha já deu a receita: aumentar os impostos. Será que o primeiro-ministro está de acordo? Para além de se começar a perceber se há sintonia entre ambos, ainda antes de tomarem posse, o orçamento rectificativo vai ser a primeira prova de fogo.
Tensão à americana
O actual momento das relações internacionais está a ser determinado por mais uma posição imperial dos Estados Unidos da América. Mas, para já, as contradições são evidentes.
Paulo Portas
Foi odiado enquanto jornalista.
Como ministro, apesar de todas as trapalhadas, bastou uma pose de Estado para passar a ser idolatrado.
Agora, na oposição, ao mínimo deslize, e que deslize, tudo volta a ser como dantes.
Como ministro, apesar de todas as trapalhadas, bastou uma pose de Estado para passar a ser idolatrado.
Agora, na oposição, ao mínimo deslize, e que deslize, tudo volta a ser como dantes.
domingo, março 6
Olh'ó balão
Manuel Pinho ainda não começou a trabalhar e o país já está em estado de choque fiscal com as declarações do seu colega das Finanças
sábado, março 5
Analise eleitoral
Um estudo do sociólogo André Freire confirma:
1. As interrupções da campanha eleitoral foram fatais para o PSD;
2. Mais de 10% dos eleitores decidiram o voto à boca das urnas;
3. Duas semanas antes do dia das eleições milhões de portugueses ainda não tinham decidido o voto.
1. As interrupções da campanha eleitoral foram fatais para o PSD;
2. Mais de 10% dos eleitores decidiram o voto à boca das urnas;
3. Duas semanas antes do dia das eleições milhões de portugueses ainda não tinham decidido o voto.
Azia
A presença de Diogo Freitas do Amaral no governo socialista está a enlouquecer os dirigentes do CDS-PP. Paulo Portas já começou a falar do retrato do novo ministro dos Negócios Estrangeiros na sede do partido, no Largo do Caldas. Esta direita não tem emenda.
Aguentem-se!
O aumento de importos faz da parte da primeira declaração de Luís Campos e Cunha ainda antes de tomar posse.
sexta-feira, março 4
XVII Governo Constitucional - Ministro da Cultura
Isabel Pires de Lima.
A quarta surpresa.
Uma académica, do Porto.
A quarta surpresa.
Uma académica, do Porto.
XVII Governo Constitucional - Ministro do Ambiente
Francisco Nunes Correia.
A terceira supresa.
Um académico.
A terceira supresa.
Um académico.
XVII Governo Constitucional - Ministro da Educação
Maria de Lurdes Rodrigues.
Uma das únicas surpresas.
Uma das únicas surpresas.
XVII Governo Constitucional - Ministro das Obras Públicas
Mário Lino.
Um amigo pessoal de José Sócrates.
Um amigo pessoal de José Sócrates.
XVII Governo Constitucional - Ministro dos Assuntos Parlamentares
Augusto Santos Silva.
Troca a Educação pelos Assuntos Parlamentares, o que configura uma despromoção.
É mais um rosto do guterrismo.
Troca a Educação pelos Assuntos Parlamentares, o que configura uma despromoção.
É mais um rosto do guterrismo.
XVII Governo Constitucional - Ministro da Presidência
Pedro Silva Pereira.
Uma escolha por todos antecipada.
É o primeiro boy do Executivo.
Uma escolha por todos antecipada.
É o primeiro boy do Executivo.
XVII Governo Constitucional - Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
Mariano Gago.
Mais um rosto do guterrismo.
Mais um rosto do guterrismo.
XVII Governo Constitucional - Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e das Pescas
Jaime Silva.
A segunda surpresa.
Um desconhecido político.
A segunda surpresa.
Um desconhecido político.
XVII Governo Constitucional - Ministro da Saúde
Correia de Campos.
Mais um rosto do guterrismo.
Ocupa a mesma pasta que deixou nos tempos de António Guterres, com fortes críticas de descontrolo financeiro no sector.
Volta do grupo José de Mello novamente para o Governo.
Mais um rosto do guterrismo.
Ocupa a mesma pasta que deixou nos tempos de António Guterres, com fortes críticas de descontrolo financeiro no sector.
Volta do grupo José de Mello novamente para o Governo.
XVII Governo Constitucional - Ministro da Justiça
Alberto Costa.
Um nome por todos antecipado.
Mais um rosto do guterrismo que deixou poucas saudades quando abandonou a pasta da Administração Interna.
Um nome por todos antecipado.
Mais um rosto do guterrismo que deixou poucas saudades quando abandonou a pasta da Administração Interna.
XVII Governo Constitucional - Ministro do Trabalho e da Segurança Social
Vieira da Silva.
Uma escolha previsível.
Mais um rosto do guterrismo.
Uma escolha previsível.
Mais um rosto do guterrismo.
XVII Governo Constitucional - Ministro da Economia
Manuel Pinho.
Uma escolha esperada.
DO BES para o Governo.
Uma escolha esperada.
DO BES para o Governo.
XVII Governo Constitucional - Ministro da Defesa
Luís Amado.
De secretário de Estado de Jaime Gama, nos Negócios Estrangeiros, para a Defesa, uma das pastas que Jaime Gama melhor conhece.
De secretário de Estado de Jaime Gama, nos Negócios Estrangeiros, para a Defesa, uma das pastas que Jaime Gama melhor conhece.
XVII Governo Constitucional - Ministro de Estado e da Administração Interna
António Costa
É uma escolha esperada e já anunciada na imprensa e televisão.
É um rosto do guterrismo
É uma escolha esperada e já anunciada na imprensa e televisão.
É um rosto do guterrismo
XVII Governo Constitucional - Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros
Freitas do Amaral.
É uma escolha esperada e já anunciada na imprensa e na televisão.
É a primeira machadada no aparelho do PS.
É uma escolha esperada e já anunciada na imprensa e na televisão.
É a primeira machadada no aparelho do PS.
XVII Governo - Ministro de Estado e das Finanças
Luís Campos e Cunha
Vítor Constâncio era a primeira escolha.
Um ministro sem peso político.
Vítor Constâncio era a primeira escolha.
Um ministro sem peso político.
Palácio de Belém - Oficial
José Sócrates reúne-se hoje com o Presidente da República às 19.00. A audiência foi solicitada pelo primeiro-ministro indigitado.
Não dá para acreditar
Miguel Reis, advogado de Manuel de Melo, candidato socialista ao lugar de deputado pelo círculo da Europa, anunciou que desistiu do recurso para o Tribunal Constitucional exigindo a recontagem dos votos, apesar das barbaridades registadas. Tudo para não atrasar os prazos estabelecidos para a tomada de posse do XVII Governo Constitucional. É a grande marcha da Democracia no seu melhor.
Uma forma hábil de governar
O poder político e as empresas de construção e obras públicas têm uma velha aliança, que é transversal a todos os partidos, a todas as lideranças e à generalidade dos governos.
A classe dirigente, em geral, e os jovens políticos, em particular, descobriram a chave do sucesso, pelo menos de curto prazo, ao perceberem que os grandes empreendimentos e os grandes eventos têm a vantagem de casar o desenvolvimento, os lucros empresariais, os votos e a projecção internacional. O problema é que depois da festa, sempre próxima de períodos eleitorais, alguém tem de assumir a factura da despesa.
A Expo'98, o Euro 2004 e o Polis, - para não falar de outros casos mais antigos, como o Centro Cultural de Belém e a Ponte Vasco da Gama -, são exemplos que deviam ser devidamente analisados, para não se repetirem os verdadeiros festins despesistas que não se podem confundir com investimentos estruturais e estruturantes. Basta verificar o crescimento do défice para perceber os atentados que se têm perpetrado, impunemente, nos últimos anos.
Com a chegada do novo Executivo, liderado por um jovem político, a bolsa dá sinais de animação, pelo segundo dia consecutivo, em relação à Mota-Engil. É um sinal ainda fraco, mas revela, no mínimo, uma grande expectatativa em relação aos mega-projectos: OTA, TGV e SCUT's.
Quem já se esqueceu das palavras inaceitáveis de Jooquim Fortunato, presidente da AECOP's?
A classe dirigente, em geral, e os jovens políticos, em particular, descobriram a chave do sucesso, pelo menos de curto prazo, ao perceberem que os grandes empreendimentos e os grandes eventos têm a vantagem de casar o desenvolvimento, os lucros empresariais, os votos e a projecção internacional. O problema é que depois da festa, sempre próxima de períodos eleitorais, alguém tem de assumir a factura da despesa.
A Expo'98, o Euro 2004 e o Polis, - para não falar de outros casos mais antigos, como o Centro Cultural de Belém e a Ponte Vasco da Gama -, são exemplos que deviam ser devidamente analisados, para não se repetirem os verdadeiros festins despesistas que não se podem confundir com investimentos estruturais e estruturantes. Basta verificar o crescimento do défice para perceber os atentados que se têm perpetrado, impunemente, nos últimos anos.
Com a chegada do novo Executivo, liderado por um jovem político, a bolsa dá sinais de animação, pelo segundo dia consecutivo, em relação à Mota-Engil. É um sinal ainda fraco, mas revela, no mínimo, uma grande expectatativa em relação aos mega-projectos: OTA, TGV e SCUT's.
Quem já se esqueceu das palavras inaceitáveis de Jooquim Fortunato, presidente da AECOP's?
O melhor jornalismo
D. Manuel Clemente, Bispo Auxiliar de Lisboa, só surpreendeu, na Grande Entrevista, na RTP1, ontem, quem não o conhecia. Judite Sousa, apesar de uma prestação profissional, acabou por se deixar vencer pela simplicidade, naturalidade e erudição do discurso de D. Manuel Clemente, que respondeu a todas as questões sobre a substituição do Papa João Paulo II.
É nestes momentos que se percebe a verdadeira dimensão da polémica a propósito das palavras do Padre Serras Pereira.
É nestes momentos que se percebe a verdadeira dimensão da polémica a propósito das palavras do Padre Serras Pereira.
quinta-feira, março 3
Portas na corrida a Belém
Um artigo de Rui Moreira sobre as presidenciais. Análise, informação privilegiada ou desejo?
Deprimente
É comum, entre nós, ouvir muitas e boas declarações pias deste ou daquele barão partidário quando está à beira de assumir um tacho governamental ou a administração de uma grande empresa pública. Normalmente, invocam o serviço de missão e o grande sacrifício pessoal.
Curiosamente, nos momentos mais difíceis, em que não há benesses para ninguém, e em que mais se justifica a nobreza dos que se dedicam desinteressadamente à causa pública, é vê-los escapulirem-se, em passo acelerado, tentando que ninguém se lembre deles.
Hoje, com os dois principais partidos da direita derrotados e órfãos, é triste constatar que as principais personalidades da direita, do alto dos seus magníficos cadeirões, públicos ou privados, se limitam a empurrar os pequenos e os grandes ambiciosos para uma longa travessia do deserto.
É pena!
A maioria absoluta do PS e a inexperiência do primeiro-ministro indigitado mereciam uma outra atitude das principais referências do PSD e do CDS. Nunca uma oposição credível e competente foi tão necessária, em Portugal.
Curiosamente, nos momentos mais difíceis, em que não há benesses para ninguém, e em que mais se justifica a nobreza dos que se dedicam desinteressadamente à causa pública, é vê-los escapulirem-se, em passo acelerado, tentando que ninguém se lembre deles.
Hoje, com os dois principais partidos da direita derrotados e órfãos, é triste constatar que as principais personalidades da direita, do alto dos seus magníficos cadeirões, públicos ou privados, se limitam a empurrar os pequenos e os grandes ambiciosos para uma longa travessia do deserto.
É pena!
A maioria absoluta do PS e a inexperiência do primeiro-ministro indigitado mereciam uma outra atitude das principais referências do PSD e do CDS. Nunca uma oposição credível e competente foi tão necessária, em Portugal.
Sobe e Desce
O melhor instantâneo
Jorge Luis Borges
Tratamento milagroso
A seguir
Aprender com os erros
Finalmente
Para esquecer
Privados=Vale tudo
É só água
Jorge Luis Borges
Tratamento milagroso
A seguir
Aprender com os erros
Finalmente
Para esquecer
Privados=Vale tudo
É só água
O que era certo ...
... acabou por sair errado. O juiz José Moura Nunes da Cruz foi eleito presidente do Supremo Tribunal de Justiça, com 37 votos, mais dois que o outro candidato, o juiz Noronha do Nascimento.
Uma segurança das Arábias
José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, custa uma fortuna aos contribuintes portugueses.
quarta-feira, março 2
Uma operação opaca e atípica
Joaquim Oliveira ganhou a Lusomundo.
Há reuniões, antes de eleições, com o presidente da PT, Horta e Costa, que dizem tudo, aliás, que deviam dizer tudo, o que se sabe, o que não se sabe e o que, eventualmente, nunca se vai saber.
Ainda antes da tomada de posse do XVII Governo, tem particular interesse a afirmação de Juan Luis Cebrián, administrador-delegado do grupo espanhol Prisa: o processo de venda da Lusomundo Serviços foi opaco, sem regras definidas e atípico dentro das normas seguidas por empresas cotadas.
Há reuniões, antes de eleições, com o presidente da PT, Horta e Costa, que dizem tudo, aliás, que deviam dizer tudo, o que se sabe, o que não se sabe e o que, eventualmente, nunca se vai saber.
Ainda antes da tomada de posse do XVII Governo, tem particular interesse a afirmação de Juan Luis Cebrián, administrador-delegado do grupo espanhol Prisa: o processo de venda da Lusomundo Serviços foi opaco, sem regras definidas e atípico dentro das normas seguidas por empresas cotadas.
Dos blogs para o infinito
O Diário Digital faz notícia com a oposição interna a José Sócrates. São cerca de 20, os deputados que podem fazer a vida negra ao próximo primeiro-ministro, ou melhor, retirar a maioria absoluta ao PS. Os nomes estão todos lá: Manuel Alegre, João Soares, José Vera Jardim, Vítor Ramalho, Alberto Costa, Osvaldo Castro, João Cravinho, Teresa Portugal, Alberto Martins, Isabel Pires de Lima, Jorge Strecht Ribeiro, Marques Júnior, Jorge Lacão, José Magalhães e Rui Cunha. A notícia não é grande novidade. No passado dia 21, Aqui, já se alertava para a força do alegrismo. Mas faz pensar. Mais tarde ou mais cedo, alguma da arrogância reinante no Largo do Rato vai ter de ser moderada.
Expectativa
O primeiro tabu do XVII Governo constitucional começou ainda antes da sua tomada de posse.
O secretismo que está a envolver a formação do novo Executivo merece especial atenção.
Ou José Sócrates está aflito para convencer alguns barões do PS ou então está tudo a decorrer sobre rodas, não se justificando o manto de silêncio sobre os principais nomes do elenco governamental que vai liderar os destinos do país até 2009.
Com a curiosidade a aumentar, a cada dia que passa, o novo primeiro-ministro arrisca-se a revelar um Governo que não vai satisfazer tanta expectativa criada artificialmente.
É caso para dizer: aguentem-se!
O secretismo que está a envolver a formação do novo Executivo merece especial atenção.
Ou José Sócrates está aflito para convencer alguns barões do PS ou então está tudo a decorrer sobre rodas, não se justificando o manto de silêncio sobre os principais nomes do elenco governamental que vai liderar os destinos do país até 2009.
Com a curiosidade a aumentar, a cada dia que passa, o novo primeiro-ministro arrisca-se a revelar um Governo que não vai satisfazer tanta expectativa criada artificialmente.
É caso para dizer: aguentem-se!
Cavaco lá fora
«Os antigos líderes não se devem envolver na escolha de novas lideranças»
Cavaco Silva, em Luanda
Cavaco Silva, em Luanda
terça-feira, março 1
Ele há cada uma
O artigo de opinião de Vital Moreira é tão bom que se espera que nunca mais volte a ser escrito.
Déjà vu
Marcelo Rebelo de Sousa, aos domingos, na RTP1.
Marcelo Rebelo de Sousa, às terças, no DN.
A única diferença é a desastrosa presença de Ana Sousa Dias.
Marcelo Rebelo de Sousa, às terças, no DN.
A única diferença é a desastrosa presença de Ana Sousa Dias.
'Million Dollar Baby'
António Ribeiro Ferreira no seu melhor Aqui
Vale a pena ler tudo até ao último paragráfo.
Vale a pena ler tudo até ao último paragráfo.
Um processo escaldante
Autarcas processam Saldenha Sanches, titula o DN.
É um processo pelo qual vale a pena esperar.
É um processo pelo qual vale a pena esperar.
domingo, fevereiro 27
A não perder
A New Age chegou a Portugal.
A nova vaga de religiosidade, inspirada pela realidade norte-americana, em que tudo se defende e se discute, até a doutrina e os dogmas, está na berra por toda a União Europeia.
A RTP passa na segunda-feira, 28, às 22.30, o programa OS MISTÉRIOS DA FÉ, conduzido por Marcia Rodrigues.
A nova vaga de religiosidade, inspirada pela realidade norte-americana, em que tudo se defende e se discute, até a doutrina e os dogmas, está na berra por toda a União Europeia.
A RTP passa na segunda-feira, 28, às 22.30, o programa OS MISTÉRIOS DA FÉ, conduzido por Marcia Rodrigues.
77ª Gala dos Óscares
É uma noite especial.
Anualmente, no Kodak Theater de Los Angeles, desfilam os génios da criatividade e da ficção cienematográfica, que são vistos por centenas de milhões de pessoas através do sinal enviado para todo o mundo pela estação de televisão norte-americana ABC.
O Aviador, de Martin Scorsese, com onze nomeações, é o grande favorito. O filme sobre o magnata Howard Hughes só pode ser beliscado por Million Dollar Baby, de Clint Eastwood.
Hotel Ruanda, um outsider na corrida aos Óscares, já é um dos ganhadores por ter chamado à atenção para mais um genocídio em África. O filme espanhol, Mar adentro, de Alejandro Amenábar, um chileno radicado em Espanha, é outro dos grandes vencedores por ter reaberto o debate sobre a eutanásia, contando a história de Ramón Sampedro, um tetraplégico que lutou pelo direito a morrer.
A única certeza é a escolha surpreendente do actor cómico Chris Rock - o novo apresentador dos Óscares da Academia, que sucede ao magnífico Billy Cristal.
Anualmente, no Kodak Theater de Los Angeles, desfilam os génios da criatividade e da ficção cienematográfica, que são vistos por centenas de milhões de pessoas através do sinal enviado para todo o mundo pela estação de televisão norte-americana ABC.
O Aviador, de Martin Scorsese, com onze nomeações, é o grande favorito. O filme sobre o magnata Howard Hughes só pode ser beliscado por Million Dollar Baby, de Clint Eastwood.
Hotel Ruanda, um outsider na corrida aos Óscares, já é um dos ganhadores por ter chamado à atenção para mais um genocídio em África. O filme espanhol, Mar adentro, de Alejandro Amenábar, um chileno radicado em Espanha, é outro dos grandes vencedores por ter reaberto o debate sobre a eutanásia, contando a história de Ramón Sampedro, um tetraplégico que lutou pelo direito a morrer.
A única certeza é a escolha surpreendente do actor cómico Chris Rock - o novo apresentador dos Óscares da Academia, que sucede ao magnífico Billy Cristal.
sábado, fevereiro 26
Coincidências
Os russos e os portugueses estão in love. No futebol e no automobilismo, muitos compatriotas estão a rumar para o outro lado da Europa. Os contratos milionários também já chegaram à Fórmula 1, com Tiago Monteiro a ocupar um dos volantes da equipa Jordan, agora propriedade de um russo.
Polémica
O estado de saúde do Papa está a relançar o debate sobre um dos temas que a Igreja sempre detestou abordar: a possibilidade de o chefe da Igreja abdicar.
Visivelmente debilitado e incapacitado fisicamente para liderar os destinos da Igreja e do Vaticano, a discussão está na agenda, com muitas vozes a defenderem, discretamente, a substituição de um Papa que marcou a hiostória do século XX.
Visivelmente debilitado e incapacitado fisicamente para liderar os destinos da Igreja e do Vaticano, a discussão está na agenda, com muitas vozes a defenderem, discretamente, a substituição de um Papa que marcou a hiostória do século XX.
Quem diria
Até o campeonato, na óptica dos três grandes, dá sinais de necessidade de um pacto. O Braga lidera a superliga.
Deve ser mentira
Vou tentar ver o Expresso da Meia-Noite de ontem, que a SIC Notícias costuma repetir. Dizem-me que houve um apelo a um pacto de responsabilidade entre os órgãos de comunicação social, apontados como os responsáveis pelo pessismo que varre Portugal. É estranho. Mas o mais curioso é que a ideia não partiu de Jorge Sampaio, que não fez parte dos convidados do programa de Ricardo Costa e Nicolau Santos.
Ainda há esperança
José Sócrates não deve chamar muitos dos rostos dos Governos de António Guterres. A notícia do dia está Aqui
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Um batimento irresistível

