O duelo entre o PS e o PSD, em Castelo Branco, é revelador dos estados de espírito dos respectivos militantes. De um lado, os socialistas, tristes e apagados, talvez demasiado convencidos que a vitória está no papo. Do outro lado, os social-democratas, apoiados por uma máquina profissional, demonstraram alegria, confiança e expectativa na inversão da tendência apontada pela generalidade das sondagens. Tal como era esperado, a vitória no debate televisivo permitiu a Santana Lopes partir para a campanha com uma nova dinâmica eleitoral. Só não vê quem não quer.
Na terra do candidato socialista, que ainda contou com o apoio de António Guterres, que já não consegue mobilizar as hostes socialistas, esperava-se mais, muito mais. Aliás, muitos estavam convencidos que o comício de Castelo Branco seria o arranque para a campanha da maioria absoluta. A realidade foi diferente. Tal como se apresentou em Castelo Branco, este é um PS acomodado, com uma liderança que não revelou ainda capacidade para arrancar uma onda de entusiasmo que lhe permita alcançar uma vitória clara, quiçá, uma maioria absoluta. A derrota no confronto de Castelo Branco pode ter sido apenas um percalço da máquina socialista, que, afinal, pode servir para a despertar para um esforço adicional, na recta final da campanha. Caso contrário, como tem referido Santana Lopes, as eleições estão longe de estar decididas e as legislativas podem ser discutidas até ao último dia.
segunda-feira, fevereiro 7
sábado, fevereiro 5
He’s back
Os últimos três dias podem ter feito a diferença para Pedro Santana Lopes recuperar uma nova dinâmica eleitoral. Na SIC e na 2, depois na TSF e ontem na RTP, com Judite de Sousa, o candidato a primeiro-ministro alcançou o pleno.
É impressionante, a todos os níveis, como um político que está na mira de todo o mundo, e nalguns casos justificadamente, tem a capacidade para manter a calma, recuperar o controlo e o conhecimento dos dossiers e ainda determinar a agenda política das próximas duas semanas.
Para quem tinha dúvidas, apesar das prestações anteriores, Santana Lopes surpreendeu ao apresentar o perfil do seu ministro das Finanças, se ganhar as eleições: Miguel Cadilhe. Das duas uma: ou é mais uma trapalhada do líder do PSD, e isso pode significar o seu fim, ou então, no caso de Cadilhe não vir a terreiro desmentir, está confirmada a tendência de recuperação de Santana Lopes, precisamente no dia em que começa, oficialmente, a campanha eleitoral.
Os anti-santanistas e os que odeiam o estilo do primeiro-ministro em funções, hoje, devem ter compreendido que se precipitaram ao anunciar a sua morte. Santana Lopes, politicamente, está vivo e bem vivo. Ao ponto de afirmar: vou ganhar as eleições.
Depois de um início para esquecer, agora, aparentemente, estão criadas as condições para uma campanha viva, renhida e, porventura, esclarecedora, com dois candidatos em condições de disputar a liderança do próximo Governo. É bom para a Democracia e é bom para Portugal.
É impressionante, a todos os níveis, como um político que está na mira de todo o mundo, e nalguns casos justificadamente, tem a capacidade para manter a calma, recuperar o controlo e o conhecimento dos dossiers e ainda determinar a agenda política das próximas duas semanas.
Para quem tinha dúvidas, apesar das prestações anteriores, Santana Lopes surpreendeu ao apresentar o perfil do seu ministro das Finanças, se ganhar as eleições: Miguel Cadilhe. Das duas uma: ou é mais uma trapalhada do líder do PSD, e isso pode significar o seu fim, ou então, no caso de Cadilhe não vir a terreiro desmentir, está confirmada a tendência de recuperação de Santana Lopes, precisamente no dia em que começa, oficialmente, a campanha eleitoral.
Os anti-santanistas e os que odeiam o estilo do primeiro-ministro em funções, hoje, devem ter compreendido que se precipitaram ao anunciar a sua morte. Santana Lopes, politicamente, está vivo e bem vivo. Ao ponto de afirmar: vou ganhar as eleições.
Depois de um início para esquecer, agora, aparentemente, estão criadas as condições para uma campanha viva, renhida e, porventura, esclarecedora, com dois candidatos em condições de disputar a liderança do próximo Governo. É bom para a Democracia e é bom para Portugal.
sexta-feira, fevereiro 4
Legislativas 2005 - Os cromos (35)
Santana Lopes recebe Durão Barroso, em São Bento, amanhã, às 12:00, para uma reunião de trabalho que, na realidade, poderá servir para apoiar o PSD na campanha para as legislativas.
Legislativas 2005 - Os cromos (34)
Pires de Lima, cabeça de lista do CDS/PP pelo Porto, depois de um almoço com o presidente do Futebol Clube do Porto, considerou que as dívidas dos clubes de futebol (Totonegócio) são uma questão jurídica.Em directo
A TSF antecipou-se a toda a concorrência, nomeadamente à Antena 1 e à Rádio Renascença, ao realizar uma série de entrevistas com os principais líderes políticos. Hoje, foi o dia de Santana Lopes, que revelou a intenção de avançar com um referendo sobre o aborto, no caso de vencer as eleições, uma notícia que está a marcar a agenda da campanha eleitoral.
Teresa Dias Mendes (editora de política) e António José Teixeira (comentador residente) têm feito uma dupla imparável, serena e competente. Agora, só falta a entrevista a José Sócrates, que vai para o ar na próxima quinta-feira, 10, às 10 da manhã.
Teresa Dias Mendes (editora de política) e António José Teixeira (comentador residente) têm feito uma dupla imparável, serena e competente. Agora, só falta a entrevista a José Sócrates, que vai para o ar na próxima quinta-feira, 10, às 10 da manhã.
Legislativas 2005 - Os cromos (33)
Paulo Portas manifestou-se contra a eventual realização de um referendo sobre o aborto, após Santana Lopes ter afirmado que, caso vença as eleições, defende um novo acordo com o CDS-PP sobre esta questão.
Sobe e Desce
O melhor instantâneo
Um diálogo gelado
A seguir
Depois do debate
Para esquecer
Nostalgias do passado
Um diálogo gelado
A seguir
Depois do debate
Para esquecer
Nostalgias do passado
O rescaldo
Paulo Portas e Cavaco Silva não devem estar nada contentes com o resultado do debate entre José Sócrates e Pedro Santana Lopes. A vitória do actual líder do PSD, - que se deverá traduzir numa nova dinâmica eleitoral -, é um obstáculo inesperado para o presidente do CDS-PP e para o ex-primeiro-ministro.
O crescimento do CDS-PP, que só pode ser alcançado à custa do eleitorado social-democrata, fica ainda mais difícil com Santana Lopes a recuperar terreno. A inversão da tendência, a acontecer, pode implicar que o voto útil continue a ser o que era, ou seja, no PSD, o único partido que está em condições de disputar as eleições e de impedir a maioria absoluta de José Sócrates.
Cavaco Silva também não tem razões para estar contente. Cavaco sabe que a sua aventura presidencial, a confirmar-se, só tem pernas para andar num cenário de esmagamento eleitoral de Santana Lopes e de uma maioria absoluta socialista. Um resultado semelhante ao de 2002, em que PS e PSD ficaram separados por uma pequena margem de votos, não interessa a um candidato presidencial com o perfil do ex-primeiro-ministro.
O crescimento do CDS-PP, que só pode ser alcançado à custa do eleitorado social-democrata, fica ainda mais difícil com Santana Lopes a recuperar terreno. A inversão da tendência, a acontecer, pode implicar que o voto útil continue a ser o que era, ou seja, no PSD, o único partido que está em condições de disputar as eleições e de impedir a maioria absoluta de José Sócrates.
Cavaco Silva também não tem razões para estar contente. Cavaco sabe que a sua aventura presidencial, a confirmar-se, só tem pernas para andar num cenário de esmagamento eleitoral de Santana Lopes e de uma maioria absoluta socialista. Um resultado semelhante ao de 2002, em que PS e PSD ficaram separados por uma pequena margem de votos, não interessa a um candidato presidencial com o perfil do ex-primeiro-ministro.
Legislativas 2005 - Os cromos (32)
Pedro Santana Lopes, na entrevista à TSF, disse que, caso vença as eleições de 20 de Fevereiro, terá de fazer um novo acordo de Governo com o CDS-PP para viabilizar um referendo sobre o aborto.
Legislativas 2005 - Os cromos (31)
Jerónimo de Sousa não viu o debate. Para o líder do PCP as grandes questões nacionais passaram ao lado de Santana Lopes e José Sócrates.
Legislativas 2005 - Os cromos (30)
Paulo Portas anunciou que o CDS- PP vai apresentar queixas contra a SIC na Comissão Nacional de Eleições e Alta Autoridade para a Comunicação Social pela não transmissão de resposta a acusações do Bloco de Esquerda.
Legislativas 2005 - Os cromos (29)
cabeça de lista do Partido da Nova Democracia (PND) por Aveiro, Jorge Ferreira, criticou a demissão do poder político face à destruição do sector pesqueiro.
quinta-feira, fevereiro 3
A vitória no último minuto
Pedro Santana Lopes ganhou.
Nas alegações finais, o primeiro-ministro foi mais profissional, olhando directamente cada um dos muitos milhões de portugueses que assistiram ao debate do ano, na SIC e na 2, para lhes dizer que também tem um sonho para Portugal.
O líder do PSD protagonizou uma mensagem mais clara e mais emocional, garantindo que os portugueses podem contar com ele. As suas últimas palavras são de humildade: eu atrevo-me a dizer que conto convosco.
José Sócrates esteve ao seu melhor nível.
Corajoso, afirmativo, seguro, capaz e determinado, - talvez um pouco arrogante -, o engenheiro obteve um atestado de credibilidade.
O que falhou?
As últimas palavras têm de ser olhos nos olhos, com os telespectadores, tal e qual como esteve com Santana Lopes, durante o debate, mesmo nos momentos mais difíceis, nomeadamente em relação aos boatos de que tem sido alvo.
Aliás, foi assim que o debate começou.
Maria Flor Pedroso, editora de política da RDP, colocou a pergunta certa para abrir o debate – a campanha de boatos e as polémicas declarações de Santana Lopes, em Famalicão, saltaram para cima da mesa.
Sócrates esteve magnífico. Passou ao ataque, sem medo de enfrentar a questão. Santana Lopes reagiu, apesar da condição desfavorável em que se encontrava, depois de ter sido duramente castigado pela generalidade da imprensa. Acontecia o primeiro empate do duelo.
O debate foi discutido taco-a-taco.
Em nenhum momento, apesar de uma ligeiríssima vantagem de Sócrates na primeira parte, houve um vencedor destacado.
O líder do PS bem tentou empurrar o debate para o campo da avaliação da governação Durão Barroso/Paulo Portas/Santana Lopes. Se não o conseguiu não foi por sua culpa. O modelo do debate, com perguntas pré-definidas, não permitiu esse caminho. Santana Lopes, habilmente, resistiu a replicar de forma a que os jornalistas fossem pela responsabilização da actual maioria.
Sócrates surgiu concentrado, atacando os resultados negativos das políticas aplicadas nas últimos três anos. Todavia, Santana Lopes também surgiu firme e com a lição estudada, clamando que está a ser julgado por apenas quatro meses de governação.
Os temas da primeira parte do debate, nomeadamente os impostos, as pensões, a pobreza, o aumentos dos funcionários públicos, as reformas e o desemprego, revelaram um líder do PS mais competente e agressivo, mas não permitiram um KO.
Na segunda parte, o debate começou com a co-incineração, que marcou um novo empate técnico entre os dois únicos candidatos a primeiro-ministro de Portugal.
O aborto, a clonagem, a adopção e o casamento entre homossexuais também não estabeleceram uma clara vantagem, apesar de confirmarem uma certa supremacia de José Sócrates.
Afinal, estes não são os temas principais da agenda política, como sublinhou o líder do PS. Mas, aqui, a contradição funcionou a favor de Santana Lopes. O líder do PS conferiu grande importância a estes temas, mas preferiu, e bem, apostar em assuntos realativos ao dia-a-dia dos portugueses. Santana Lopes não se deu como vencido e insistiu que estes são os temas da modernidade, que estão em cima da mesa na Europa.
A partir deste momento, tudo e todos esperavam por um clique, que permitisse eleger um claro vencedor. Mas, até neste momento, o empate permanceu.
Santana Lopes marcou pontos quando explorou o silêncio de Sócrates em relação a uma vitória do PS sem maioria absoluta. Por sua vez, o líder do PS ganhou crédito quando colocou Santana Lopes perante as trapalhadas dos últimos quatro meses, nomeadamente quando o invectivou a explicar por que razão não conseguiu governar com uma maioria no Parlamento.
Tudo se decidiu nos últimos oito minutos.
Santana Lopes conseguiu passar uma mensagem mais afectiva, assumindo-se, legitima ou ilegitimamente, como o campeão dos que enfrentam os poderosos, nomeadamente a banca.
José Sócrates, inexplicavelmente, evitou a câmara, o olhar de cada um dos portugueses, mas registou, racionalmente, uma a uma, as vulnerabilidades do seu opositor - o pior crescimento da economia, desde 1944; a subida do desemprego; a degradação das contas públicas; o sentido de Estado; a necessidade de mudar; e a vontade de fazer Portugal voltar a acreditar.
Em síntese, Santana Lopes ganhou no campo mediático, uma valência que não se pode ignorar.
José Sócrates podia ter ganho, pelo que fez durante o debate, mas cedeu no último momento, no momento crucial de uma intervenção televisiva, mas não comprometeu a sua esmagadora vantagem em relação ao seu principal e directo opositor, como comprovam as diversas sondagens
Nas alegações finais, o primeiro-ministro foi mais profissional, olhando directamente cada um dos muitos milhões de portugueses que assistiram ao debate do ano, na SIC e na 2, para lhes dizer que também tem um sonho para Portugal.
O líder do PSD protagonizou uma mensagem mais clara e mais emocional, garantindo que os portugueses podem contar com ele. As suas últimas palavras são de humildade: eu atrevo-me a dizer que conto convosco.
José Sócrates esteve ao seu melhor nível.
Corajoso, afirmativo, seguro, capaz e determinado, - talvez um pouco arrogante -, o engenheiro obteve um atestado de credibilidade.
O que falhou?
As últimas palavras têm de ser olhos nos olhos, com os telespectadores, tal e qual como esteve com Santana Lopes, durante o debate, mesmo nos momentos mais difíceis, nomeadamente em relação aos boatos de que tem sido alvo.
Aliás, foi assim que o debate começou.
Maria Flor Pedroso, editora de política da RDP, colocou a pergunta certa para abrir o debate – a campanha de boatos e as polémicas declarações de Santana Lopes, em Famalicão, saltaram para cima da mesa.
Sócrates esteve magnífico. Passou ao ataque, sem medo de enfrentar a questão. Santana Lopes reagiu, apesar da condição desfavorável em que se encontrava, depois de ter sido duramente castigado pela generalidade da imprensa. Acontecia o primeiro empate do duelo.
O debate foi discutido taco-a-taco.
Em nenhum momento, apesar de uma ligeiríssima vantagem de Sócrates na primeira parte, houve um vencedor destacado.
O líder do PS bem tentou empurrar o debate para o campo da avaliação da governação Durão Barroso/Paulo Portas/Santana Lopes. Se não o conseguiu não foi por sua culpa. O modelo do debate, com perguntas pré-definidas, não permitiu esse caminho. Santana Lopes, habilmente, resistiu a replicar de forma a que os jornalistas fossem pela responsabilização da actual maioria.
Sócrates surgiu concentrado, atacando os resultados negativos das políticas aplicadas nas últimos três anos. Todavia, Santana Lopes também surgiu firme e com a lição estudada, clamando que está a ser julgado por apenas quatro meses de governação.
Os temas da primeira parte do debate, nomeadamente os impostos, as pensões, a pobreza, o aumentos dos funcionários públicos, as reformas e o desemprego, revelaram um líder do PS mais competente e agressivo, mas não permitiram um KO.
Na segunda parte, o debate começou com a co-incineração, que marcou um novo empate técnico entre os dois únicos candidatos a primeiro-ministro de Portugal.
O aborto, a clonagem, a adopção e o casamento entre homossexuais também não estabeleceram uma clara vantagem, apesar de confirmarem uma certa supremacia de José Sócrates.
Afinal, estes não são os temas principais da agenda política, como sublinhou o líder do PS. Mas, aqui, a contradição funcionou a favor de Santana Lopes. O líder do PS conferiu grande importância a estes temas, mas preferiu, e bem, apostar em assuntos realativos ao dia-a-dia dos portugueses. Santana Lopes não se deu como vencido e insistiu que estes são os temas da modernidade, que estão em cima da mesa na Europa.
A partir deste momento, tudo e todos esperavam por um clique, que permitisse eleger um claro vencedor. Mas, até neste momento, o empate permanceu.
Santana Lopes marcou pontos quando explorou o silêncio de Sócrates em relação a uma vitória do PS sem maioria absoluta. Por sua vez, o líder do PS ganhou crédito quando colocou Santana Lopes perante as trapalhadas dos últimos quatro meses, nomeadamente quando o invectivou a explicar por que razão não conseguiu governar com uma maioria no Parlamento.
Tudo se decidiu nos últimos oito minutos.
Santana Lopes conseguiu passar uma mensagem mais afectiva, assumindo-se, legitima ou ilegitimamente, como o campeão dos que enfrentam os poderosos, nomeadamente a banca.
José Sócrates, inexplicavelmente, evitou a câmara, o olhar de cada um dos portugueses, mas registou, racionalmente, uma a uma, as vulnerabilidades do seu opositor - o pior crescimento da economia, desde 1944; a subida do desemprego; a degradação das contas públicas; o sentido de Estado; a necessidade de mudar; e a vontade de fazer Portugal voltar a acreditar.
Em síntese, Santana Lopes ganhou no campo mediático, uma valência que não se pode ignorar.
José Sócrates podia ter ganho, pelo que fez durante o debate, mas cedeu no último momento, no momento crucial de uma intervenção televisiva, mas não comprometeu a sua esmagadora vantagem em relação ao seu principal e directo opositor, como comprovam as diversas sondagens
Legislativas 2005 - Os cromos (28)
Legislativas 2005 - Os cromos (27)
A CDU acusou hoje PSD e CDS-PP de estarem a utilizar verbas da Câmara de Lisboa na campanha eleitoral para as legislativas de 20 de Fevereiro através de acções que estão a ser planeadas há meses.
Uma entrevista imperdível
O olhar de Alain Minc sobre a realidade portuguesa, publicado Aqui, tem a vantagem de nos despertar para novas perspectivas sobre o lugar de Portugal na Europa.
Legislativas 2005 - Os cromos (26)
Luís Nobre Guedes exorta a cidade dos estudantes a uma atitude ambiental: «Coimbra devia impedir Sócrates de entrar na cidade».Sobe e Desce
O melhor instantâneo
Rivalidades na blogosfera
A seguir
Ministro, qual Ministro?
Para esquecer
Uma grande azia
Rivalidades na blogosfera
A seguir
Ministro, qual Ministro?
Para esquecer
Uma grande azia
Legislativas 2005 - Os cromos (25)
Ilda Figueiredo lamentou que a pré-campanha esteja a servir para discutir 'fait divers' e não as dificuldades dos agricultores.
Legislativas 2005 - Os cromos (24)
grande contributo da JSD para uma campanha eleitoral esclarecedora continua imparável. Depois dos cartazes, chegou a hora do «manual da mentira».
A sondagem do dia
José Sócrates parte para o grande debate com Santana Lopes confortado por uma sondagem publicada no JN.
Portas sem margem
É uma entrevista magistral ao líder do CDS-PP, na RTP.
Judite Sousa revelou um político banal, distante do brilhantismo retórico de outros momentos.
Mérito da entrevistadora ou um falhanço do político?
Paulo Portas não está habituado a ser entrevistado por jornalistas que estudaram as suas posições políticas. Felizmente, para o esclarecimento da população, a ex-directora da RTP esteve à altura de um momento importante.
O início da entrevista foi decisivo. Portas esbarrou nas questões pertinentes e incisivas sobre o estado de guerrilha eleitoral entre o PSD e o CDS-PP. Nem os nervos de aço, uma das maiores qualidades de Portas, foram suficientes para salvar a situação.
Ao longo dos primeiros minutos, o político perdeu o controlo, não conseguindo disfarçar a irritação de ser confrontado com algumas das suas posições virtuais.
Num segundo momento, Portas teve de enfrentar uma pergunta ainda mais embaraçosa. Com serenidade e frontalidade, Judite Sousa colocou em cima da mesa uma acusação do Bloco de Esquerda, divulgada umas horas antes: Bagão Félix e Paulo Portas usaram os registos do Estado para enviar cartas de propaganda aos 400 mil ex-combatentes. Paulo Portas negou, mas adiantou que iria saber o que se tinha passado.
Encostado às cordas, o dirigente partidário percebeu que a entrevista já estava comprometida, pelo que optou por uma estratégia de limitação dos estragos.
Nervoso, e algo desconcentrado, o líder do CDS-PP ainda foi obrigado a entrar em terrenos minados, como a Justiça e as Finanças Públicas, afinal, duas pastas tuteladas por personalidades ligadas ao CDS-PP. Curiosamente, Portas invocou Bagão Félix, mas esqueceu-se de referir Celeste Cardona. O mais grave ainda estava para acontecer. O patrão do CDS-PP não conseguiu – ou não quis – distanciar-se do Governo de que faz parte, responsável por algumas das maiores trapalhadas de todos os tempos, nomeadamente em relação ao défice. Nesta matéria o derrapanço foi total.
A partir do meio da entrevista, a prestação de Portas foi confrangedora. Exige transparência a José Sócrates, mas recusa revelar se vai aprovar um orçamento do PS, bem como foge a identificar qual é o partido mais bem colocado para ganhar as eleições, por três vezes consecutivas. O desastre só não foi total porque conseguiu desconcentrar Judite Sousa com um slogan bem recuperado: Não há vencedores antecipados, pois os votos são dos eleitores, não são dos partidos.
No meio do massacre -, uma situação inédita, completamente inesperada -, Paulo Portas ainda teve tempo de levantar a cabeça, insistindo numa das vulnerabilidades de campanha de José Sócrates: Ele não debate comigo. Talvez, a única questão em que marcou um ponto positivo.
No fim da entrevista, a propósito da polémica que rebentou com as declarações de Santana Lopes, em Famalicão, Judite de Sousa ainda disparou uma última pergunta de actualidade:
- Está solidário com as afirmações de Pedro Santana Lopes?
- Não sou comentador dos problemas entre o PS e o PSD, respondeu.
Judite Sousa tem o mérito de ter estado brilhante.
Paulo Portas, que não esteve ao seu nível, falhou uma oportunidade de ouro para potenciar a campanha do CDS-PP.
Judite Sousa revelou um político banal, distante do brilhantismo retórico de outros momentos.
Mérito da entrevistadora ou um falhanço do político?
Paulo Portas não está habituado a ser entrevistado por jornalistas que estudaram as suas posições políticas. Felizmente, para o esclarecimento da população, a ex-directora da RTP esteve à altura de um momento importante.
O início da entrevista foi decisivo. Portas esbarrou nas questões pertinentes e incisivas sobre o estado de guerrilha eleitoral entre o PSD e o CDS-PP. Nem os nervos de aço, uma das maiores qualidades de Portas, foram suficientes para salvar a situação.
Ao longo dos primeiros minutos, o político perdeu o controlo, não conseguindo disfarçar a irritação de ser confrontado com algumas das suas posições virtuais.
Num segundo momento, Portas teve de enfrentar uma pergunta ainda mais embaraçosa. Com serenidade e frontalidade, Judite Sousa colocou em cima da mesa uma acusação do Bloco de Esquerda, divulgada umas horas antes: Bagão Félix e Paulo Portas usaram os registos do Estado para enviar cartas de propaganda aos 400 mil ex-combatentes. Paulo Portas negou, mas adiantou que iria saber o que se tinha passado.
Encostado às cordas, o dirigente partidário percebeu que a entrevista já estava comprometida, pelo que optou por uma estratégia de limitação dos estragos.
Nervoso, e algo desconcentrado, o líder do CDS-PP ainda foi obrigado a entrar em terrenos minados, como a Justiça e as Finanças Públicas, afinal, duas pastas tuteladas por personalidades ligadas ao CDS-PP. Curiosamente, Portas invocou Bagão Félix, mas esqueceu-se de referir Celeste Cardona. O mais grave ainda estava para acontecer. O patrão do CDS-PP não conseguiu – ou não quis – distanciar-se do Governo de que faz parte, responsável por algumas das maiores trapalhadas de todos os tempos, nomeadamente em relação ao défice. Nesta matéria o derrapanço foi total.
A partir do meio da entrevista, a prestação de Portas foi confrangedora. Exige transparência a José Sócrates, mas recusa revelar se vai aprovar um orçamento do PS, bem como foge a identificar qual é o partido mais bem colocado para ganhar as eleições, por três vezes consecutivas. O desastre só não foi total porque conseguiu desconcentrar Judite Sousa com um slogan bem recuperado: Não há vencedores antecipados, pois os votos são dos eleitores, não são dos partidos.
No meio do massacre -, uma situação inédita, completamente inesperada -, Paulo Portas ainda teve tempo de levantar a cabeça, insistindo numa das vulnerabilidades de campanha de José Sócrates: Ele não debate comigo. Talvez, a única questão em que marcou um ponto positivo.
No fim da entrevista, a propósito da polémica que rebentou com as declarações de Santana Lopes, em Famalicão, Judite de Sousa ainda disparou uma última pergunta de actualidade:
- Está solidário com as afirmações de Pedro Santana Lopes?
- Não sou comentador dos problemas entre o PS e o PSD, respondeu.
Judite Sousa tem o mérito de ter estado brilhante.
Paulo Portas, que não esteve ao seu nível, falhou uma oportunidade de ouro para potenciar a campanha do CDS-PP.
quarta-feira, fevereiro 2
A jovem Democracia
Os sinais de perversão das regras democráticas são mais visíveis, em períodos de campanha eleitoral.
O controlo do financiamento partidário, a verificação das despesas das campanhas eleitorais e o acesso dos partidos políticos aos meios de comunicação social, públicos e privados, deveriam ser escrupulosamente verificados e respeitados, mas, de facto, na prática, não o são.
O Tribunal Constitucional, sistematicamente, aponta irregularidades nas contas dos partidos. Aliás, é confrontado com a recusa de envio de pormenores relativos a movimentos bancários.
O responsável do organismo que deveria controlar os gastos dos partidos políticos em campanha eleitoral admitiu, recentemente, que não vai ter a possibilidade de fazer o seu trabalho porque foi empossado tardiamente e não tem os meios necessários.
Manuel Monteiro, na RTP, apontou o dedo aos critérios editoriais, acusando a estação pública de censura, com todas as letras, e em directo. Agora, chegou a vez da CDU criticar a SIC e a RTP por transmitirem o debate entre Santana Lopes e José Sócrates, quinta-feira, 3, considerando que a iniciativa discrimina os outros partidos.
Ano após ano, eleição após eleição, a repetição dos mesmos atropelos e a constatação da anarquia já nem suscitam grande atenção da parte da opinião pública.
É o regime do facto consumado, que se repete, sem cuidar da consolidação das mais elementares regras democráticas. Afinal, é a jovem Democracia portuguesa, que dá sinais de pretender continuar a ser imatura e descuidada com os princípios básicos, beneficiando do silêncio e da cumplicidade dos órgãos de soberania.
O controlo do financiamento partidário, a verificação das despesas das campanhas eleitorais e o acesso dos partidos políticos aos meios de comunicação social, públicos e privados, deveriam ser escrupulosamente verificados e respeitados, mas, de facto, na prática, não o são.
O Tribunal Constitucional, sistematicamente, aponta irregularidades nas contas dos partidos. Aliás, é confrontado com a recusa de envio de pormenores relativos a movimentos bancários.
O responsável do organismo que deveria controlar os gastos dos partidos políticos em campanha eleitoral admitiu, recentemente, que não vai ter a possibilidade de fazer o seu trabalho porque foi empossado tardiamente e não tem os meios necessários.
Manuel Monteiro, na RTP, apontou o dedo aos critérios editoriais, acusando a estação pública de censura, com todas as letras, e em directo. Agora, chegou a vez da CDU criticar a SIC e a RTP por transmitirem o debate entre Santana Lopes e José Sócrates, quinta-feira, 3, considerando que a iniciativa discrimina os outros partidos.
Ano após ano, eleição após eleição, a repetição dos mesmos atropelos e a constatação da anarquia já nem suscitam grande atenção da parte da opinião pública.
É o regime do facto consumado, que se repete, sem cuidar da consolidação das mais elementares regras democráticas. Afinal, é a jovem Democracia portuguesa, que dá sinais de pretender continuar a ser imatura e descuidada com os princípios básicos, beneficiando do silêncio e da cumplicidade dos órgãos de soberania.
Sobe e Desce
O melhor instantâneo
O boato
A referência
A seguir
Desocupação, já
Para esquecer
O português do brasileiro
O boato
A referência
A seguir
Desocupação, já
Para esquecer
O português do brasileiro
Legislativas 2005 - Os cromos (23)
Santana Lopes ainda acredita na vitória. Mais de 30% de indecisos continuam a alimentar as esperanças do líder do PSD num bom resultado. Legislativas 2005 - Os cromos (22)
terça-feira, fevereiro 1
Brilhante, mas vazio
José Sócrates aproveitou. E muito bem. À boleia dos dislates oratórios de Santana Lopes, que parecem fruto de uma circunstância mas são resultado de um raciocínio frio e calculista, José Sócrates capitalizou e brilhou na RTP, durante a entrevista que concedeu a Judite de Sousa, menos agressiva do que é normal.
Apesar de mal maquilhado, a imagem passou: o líder do PS acelerou o discurso, sempre seguro, sorridente e simpático, para com a curiosidade e insistência normal da jornalista em relação a determinados aspectos da vida política portuguesa. O candidato a primeiro-ministro, que queria determinar a forma como os jornalistas se lhe deviam dirigir durante a campanha eleitoral, helàs, surgiu mais disponível, engolindo a insuportável arrogância que transborda quando fala, pelo menos durante cerca de uma hora.
José Sócrates passou, com distinção, a prova da entrevista política. Todavia, em termos de substância, tudo ficou na mesma. Continua vago, muito vago.
O projecto de Sócrates resumiu-se a um plano tecnológico incipiente, a algumas banalidades sobre a orgânica do Governo (como se já tivesse ganho as eleições), a duas ou três promessas avulsas em termos de economia e finanças e, infelizmente, a pouco mais. É aqui que reside o problema de José Sócrates. Por diversas vezes, o candidato a primeiro-ministro disse que não se queria comprometer, o que é inaceitável para quem se candidata à liderança do Governo. Tal como repetiu, noutras circunstâncias, Sócrates continua a alimentar um tabu em relação a um eventual cenário de vitória sem maioria absoluta. Não diz o que vai fazer. Aliás, é visível o esforço que faz para tentar disfarçar o incómodo por ter de responder a esta questão. Tudo, como se Sócrates sentisse uma espécie de direito divino a ganhar as próximas eleições, sem ter que dar explicações aos portugueses.
Com a entrevista a correr bem, José Sócrates ainda teve uma oportunidade de ouro, no final da entrevista. Como político arguto não a desperdiçou. Ao elogiar a decisão de Bagão Félix em avançar com a cobrança coerciva da dívida dos clubes de futebol, José Sócrates revelou autoridade, firmeza e determinação. Mas também demonstrou o seu instinto político, prometendo contribuir para vergar quem já não tem força e está fragilizado pelo arrastamento de sucessivos escândalos.
Apesar de mal maquilhado, a imagem passou: o líder do PS acelerou o discurso, sempre seguro, sorridente e simpático, para com a curiosidade e insistência normal da jornalista em relação a determinados aspectos da vida política portuguesa. O candidato a primeiro-ministro, que queria determinar a forma como os jornalistas se lhe deviam dirigir durante a campanha eleitoral, helàs, surgiu mais disponível, engolindo a insuportável arrogância que transborda quando fala, pelo menos durante cerca de uma hora.
José Sócrates passou, com distinção, a prova da entrevista política. Todavia, em termos de substância, tudo ficou na mesma. Continua vago, muito vago.
O projecto de Sócrates resumiu-se a um plano tecnológico incipiente, a algumas banalidades sobre a orgânica do Governo (como se já tivesse ganho as eleições), a duas ou três promessas avulsas em termos de economia e finanças e, infelizmente, a pouco mais. É aqui que reside o problema de José Sócrates. Por diversas vezes, o candidato a primeiro-ministro disse que não se queria comprometer, o que é inaceitável para quem se candidata à liderança do Governo. Tal como repetiu, noutras circunstâncias, Sócrates continua a alimentar um tabu em relação a um eventual cenário de vitória sem maioria absoluta. Não diz o que vai fazer. Aliás, é visível o esforço que faz para tentar disfarçar o incómodo por ter de responder a esta questão. Tudo, como se Sócrates sentisse uma espécie de direito divino a ganhar as próximas eleições, sem ter que dar explicações aos portugueses.
Com a entrevista a correr bem, José Sócrates ainda teve uma oportunidade de ouro, no final da entrevista. Como político arguto não a desperdiçou. Ao elogiar a decisão de Bagão Félix em avançar com a cobrança coerciva da dívida dos clubes de futebol, José Sócrates revelou autoridade, firmeza e determinação. Mas também demonstrou o seu instinto político, prometendo contribuir para vergar quem já não tem força e está fragilizado pelo arrastamento de sucessivos escândalos.
Em directo
Manuel Monteiro protagonizou um dos momentos mais intensos da cobertura eleitoral da RTP. Inconformado com o tratamento desigual que está a ser dado aos partidos com representação parlamentar e aos outros pequenos partidos, o líder do PND abandonou o estúdio da RTPN, quando a emissão estava no ar, deixando severas críticas aos critérios editoriais da estação pública.
Sobe e Desce
O melhor instantâneo
A verdade não mora aqui
A seguir
A reserva da Nação
Para esquecer
As galinhices
A verdade não mora aqui
A seguir
A reserva da Nação
Para esquecer
As galinhices
A notícia do dia
Paula Torres de Carvalho assina Aqui um excelente artigo, que permite atestar o ponto a que chegou a nossa Democracia. Vai ser interessante saber qual dos partidos políticos com representação parlamentar vai reagir. Ou será que o pacto de silêncio vai ser mais forte?
segunda-feira, janeiro 31
Sobe e Desce
O melhor instantâneo
As contas à moda do Iraque
As pressões que valem a pena
A seguir
A campanha eléctrica
15 dias de pesadelo
Para esquecer
16 milhões a voar
As contas à moda do Iraque
As pressões que valem a pena
A seguir
A campanha eléctrica
15 dias de pesadelo
Para esquecer
16 milhões a voar
A mentira não vence
As eleições no Iraque provocaram uma série de declarações entusiasmadas dos defensores da invasão norte-americana. Para eles, uma vitória é uma vitória. A lei do vale tudo, até da mentira, é defendida às claras por todos aqueles que não perdem uma oportunidade para apelar aos valores.
É este pragmatismo medíocre e exibicionista, sempre respeitador e venerando em relação aos mais fortes e poderosos, que caracteriza uma parte do discurso político, em Portugal. Na hora da verdade, fazem-se as contas, obtém-se um saldo entre os prejuízos e os benefícios e, com um grande sorriso, se for preciso, defende-se o indefensável: até a eficácia da mentira.
Os que celebram o novo Iraque escondem o preço desta liberdade, conseguida à custa da ocupação e das armas. A vida do povo iraquiano não se resume a um dia, a uma montra protegida por um gigantesco exército, durante 24 horas. O futuro do Iraque é muito mais. É a divisão interna, o fundamentalismo religioso e o reforço das redes terroristas que continuam a dominar o país. Não há mentira nem vitória política que consiga esconder a verdade, a actual realidade do povo iraquiano.
É este pragmatismo medíocre e exibicionista, sempre respeitador e venerando em relação aos mais fortes e poderosos, que caracteriza uma parte do discurso político, em Portugal. Na hora da verdade, fazem-se as contas, obtém-se um saldo entre os prejuízos e os benefícios e, com um grande sorriso, se for preciso, defende-se o indefensável: até a eficácia da mentira.
Os que celebram o novo Iraque escondem o preço desta liberdade, conseguida à custa da ocupação e das armas. A vida do povo iraquiano não se resume a um dia, a uma montra protegida por um gigantesco exército, durante 24 horas. O futuro do Iraque é muito mais. É a divisão interna, o fundamentalismo religioso e o reforço das redes terroristas que continuam a dominar o país. Não há mentira nem vitória política que consiga esconder a verdade, a actual realidade do povo iraquiano.
domingo, janeiro 30
60 Minutos
O programa da CBS NEWS, que a SIC Notícias passa em Portugal, pela mão de Mário Crespo, é um regalo para todos os que acreditam num jornalismo de qualidade e de investigação, que não se confunde com uma deriva pidesca.
sábado, janeiro 29
Está a mexer
A venda da Lusomundo continua a agitar os meios empresariais portugueses. Hoje, o Expresso dá a notícia do interesse de Luís Delgado, actual administrador-delegado, que é apresentado aos portugueses como o líder de um MBO.
O apetite desenfreado por uma fatia importante da comunicação social começa a ter contornos surrealistas, sobretudo em pleno período de campanha eleitoral. E revela, afinal, que o sector está de boa saúde.
Para além das questões da concentração, que estão definidas na Lei, felizmente, a venda da Lusomundo vai ser decisiva para avaliar se é possível levar a cabo uma operação financeira com transparência, ao contrário do que aconteceu, em diversos casos, durante os consulados de Cavaco, Guterres, Durão, Santana e Portas.
O apetite desenfreado por uma fatia importante da comunicação social começa a ter contornos surrealistas, sobretudo em pleno período de campanha eleitoral. E revela, afinal, que o sector está de boa saúde.
Para além das questões da concentração, que estão definidas na Lei, felizmente, a venda da Lusomundo vai ser decisiva para avaliar se é possível levar a cabo uma operação financeira com transparência, ao contrário do que aconteceu, em diversos casos, durante os consulados de Cavaco, Guterres, Durão, Santana e Portas.
sexta-feira, janeiro 28
Legislativas 2005 - Os cromos (20)


Sobe e Desce
O melhor instantâneo
Ninguém está a salvo
Luís Delgadoooooooo
A seguir
A lógica da batata
O chachachá dos anos 50
Para esquecer
A tese do bom-senso
Ninguém está a salvo
Luís Delgadoooooooo
A seguir
A lógica da batata
O chachachá dos anos 50
Para esquecer
A tese do bom-senso
Legislativas 2005 - Os cromos (19)
Legislativas 2005 - Os cromos (18)
A parada não pára de subir. Depois do voto útil, do CDS-PP, chegou a vez do voto a dobrar, do PCP.
Uma oportunidade perdida
Santana Lopes subiu o tom da ameça, ainda antes do início formal da campanha eleitoral.O primeiro-minstro está acossado, cada vez mais isolado, e está a reagir como um animal ferido, face a uma campanha eleitoral que se vislumbra adversa e difícil.
Na mira do líder do PPD-PSD estão as empresas de sondagens. Primeiro usou-as, quando lhe deu jeito. Agora, num tom inusitado, que fere a credibilidade do discurso, Santana Lopes brandiu processos judicias q.b. se os resultados eleitorais fossem diferentes dos publicitados pelas diversas sondagens. Independentemente do tom infeliz, que merece uma tolerância excepcional, pelas razões já aduzidas, melhor faria o candidato a primeiro-ministro de Portugal se dedicasse um capítulo - ou até uma única palavra - do seu programa político às sondagens, em Portugal.
De facto, a actual situação tem de acabar. É urgente criar uma instituição, que funcione, e que verifique, com rigor, o funcionamento das empresas de sondagens, sejam elas quais forem, privadas ou dependentes de instituições universitárias.
Santana Lopes perdeu uma grande oportunidade para passar uma mensagem serena, em abono de mais trasnparência no funcionamento da Democracia.
Na mira do líder do PPD-PSD estão as empresas de sondagens. Primeiro usou-as, quando lhe deu jeito. Agora, num tom inusitado, que fere a credibilidade do discurso, Santana Lopes brandiu processos judicias q.b. se os resultados eleitorais fossem diferentes dos publicitados pelas diversas sondagens. Independentemente do tom infeliz, que merece uma tolerância excepcional, pelas razões já aduzidas, melhor faria o candidato a primeiro-ministro de Portugal se dedicasse um capítulo - ou até uma única palavra - do seu programa político às sondagens, em Portugal.
De facto, a actual situação tem de acabar. É urgente criar uma instituição, que funcione, e que verifique, com rigor, o funcionamento das empresas de sondagens, sejam elas quais forem, privadas ou dependentes de instituições universitárias.
Santana Lopes perdeu uma grande oportunidade para passar uma mensagem serena, em abono de mais trasnparência no funcionamento da Democracia.
No seu melhor
Vicente Jorge Silva, Aqui, faz uma radiografia dos movimentos partidários em prol da recuperação do Bloco Central
A desmistificação essencial
Luís Nobre Guedes, num tom cada vez mais comum a uma velha geração de políticos, que pretende passar por uma nova geração chegada ao universo do poder, tem direito a uma resposta exemplar de Eduardo Dâmaso, Aqui
A fotografia do voto
quinta-feira, janeiro 27
Mais uma história de pressões
O jornalista Alfredo Barbosa apontou o dedo ao presidente da Câmara do Porto [Rui Rio] e ao seu chefe de gabinete [Manuel Teixeira ], por exercerem pressões sobre o administrador da Rádio Festival [Luís Montez] com vista ao seu despedimento. A versão do jornalista é contrariada pelos visados, mas Rui Rio surge, mais uma vez, como um dos protagonistas de uma história triste que envolve a comunicação social.
Dois ministros, duas posições
Álvaro Barreto e Luís Nobre Guedes, dois ministros do governo de gestão, têm entendimentos diferentes sobre o alcance dos seus poderes ministeriais.
Álvaro Barreto entendeu, e muito bem, que uma decisão sobre o futuro do sector energético português devia ser tomada pelo próximo governo, legitimado pelas eleições de 20 de Fevereiro.
Por sua vez, Luís Nobre Guedes, e muito mal, decidiu avançar, em conferência de imprensa, que Portugal não vai ter co-incineração.
É curioso, para não dizer mais, atestar a diferença de entendimentos de ambos os ministros em relação aos poderes de um governo de gestão.
Pedro Santana Lopes deve uma explicação ao país, como primeiro-ministro. Afinal, em período de campanha eleitoral, é preciso e urgente saber o que se está a passar no seio do Governo?
Álvaro Barreto entendeu, e muito bem, que uma decisão sobre o futuro do sector energético português devia ser tomada pelo próximo governo, legitimado pelas eleições de 20 de Fevereiro.
Por sua vez, Luís Nobre Guedes, e muito mal, decidiu avançar, em conferência de imprensa, que Portugal não vai ter co-incineração.
É curioso, para não dizer mais, atestar a diferença de entendimentos de ambos os ministros em relação aos poderes de um governo de gestão.
Pedro Santana Lopes deve uma explicação ao país, como primeiro-ministro. Afinal, em período de campanha eleitoral, é preciso e urgente saber o que se está a passar no seio do Governo?
Legislativas 2005 - Os cromos (17)
líder do PND desafiou o CDS-PP a esclarecer se está ou não disposto a viabilizar propostas legislativas e orçamentais de um eventual governo minoritário do PS. Legislativas 2005 - Os cromos (16)
Legislativas 2005 - Os cromos (15)
Luís Nobre Guedes alerta para o perigo do regresso do Bloco Central, desta vez sem o CDS-PP.
Um dia sem luz
Há momentos de azar.
Ontem, quarta-feira, 26, estive todo o dia em casa - mais um - a curar uma gripe. A única luz ao fundo do túnel era o jogo entre o Benfica e o Sporting. A perspectiva de mais uma grande exibição dos leões tinha a capacidade de restaurar o meu ânimo.
Estava tudo a postos. O Cortigripe estava tomado. A temperatura da casa estava adequada. O jantar frugal estava preparado. Eis que, quando menos esperava, a luz foi abaixo. Num primeiro momento, quis acreditar que era um corte passageiro. Vinte minutos depois, com quatro golos marcados, dois para cada lado, o desespero começou a tomar conta de mim. Vou não vou, ainda comecei a pensar sair para ir ver o jogo a outro lado, mas o estado febril era mais forte.
Ao intervalo, uma voz amiga deu-me conta do resultado. O Sporting estava a esmagar. Fiquei mais confortado. De um momento para o outro, uma espécie de relâmpago entrou pela casa dentro. A luz parecia voltar, mas era um falso alarme. Ao flash de luz voltou a seguir-se um enorme…escuro, só quebrado pela luz das velas, o que me dava a possibilidade de deambular pela casa à espera de um milagre, que me permitisse pelo menos, ver a segunda parte do derby.
Entretanto, outra voz amiga telefonou para saber se eu estava melhor. Dei conta da minha indignação, por não ter energia para poder acompanhar o jogo que, por estar adoentado, não fui ver ao estádio da Luz, passe a ironia.
Às 21.31, cada vez mais arrasado, decidi ligar o telemóvel 3G, recentemente comprado, com desconto de 50%, uma generosidade da Vodafone para os jornalistas, para saber o resultado. Estava tudo na mesma: 2 – 2.
De alguma forma, talvez para compensar a maçada de não ter podido ver o jogo, algo me animou. Se calhar ainda vou ver o golo da vitória do Sporting. Uau! Voltei a despertar, como se a impossibilidade de assistir à partida fosse uma espécie de preço a pagar pela vitória do meu clube.
21.50. A luz voltou. Eureka! A EDP voltou a cumprir o contrato que estabeleceu comigo, mas não se livrou dos insultos que, sistematicamente, lancei contra todos os seus trabalhadores, do presidente ao mais humilde dos funcionários.
O mais grave é que ainda fui obrigado a esperar uns minutos para ter o sinal da TV Cabo, que só chegou pelas 21.56, estavam decorridos cerca de 94 minutos de jogo.
A partir daqui a história passa a ser igual, a tantos e tantos outros jogos entre o Benfica e o Sporting. Aos 101 minutos de jogo, Hugo Viana é expulso, escandalosamente. Oito minutos depois, os meus vizinhos ficaram a saber que o Paíto marcou um grande golo. Aos 115 minutos, os sportinguistas confirmaram que falta um guarda-redes em Alvalade.
Na hora dos penalties, o Benfica teve mais sorte. Parabéns!
Ontem, quarta-feira, 26, estive todo o dia em casa - mais um - a curar uma gripe. A única luz ao fundo do túnel era o jogo entre o Benfica e o Sporting. A perspectiva de mais uma grande exibição dos leões tinha a capacidade de restaurar o meu ânimo.
Estava tudo a postos. O Cortigripe estava tomado. A temperatura da casa estava adequada. O jantar frugal estava preparado. Eis que, quando menos esperava, a luz foi abaixo. Num primeiro momento, quis acreditar que era um corte passageiro. Vinte minutos depois, com quatro golos marcados, dois para cada lado, o desespero começou a tomar conta de mim. Vou não vou, ainda comecei a pensar sair para ir ver o jogo a outro lado, mas o estado febril era mais forte.
Ao intervalo, uma voz amiga deu-me conta do resultado. O Sporting estava a esmagar. Fiquei mais confortado. De um momento para o outro, uma espécie de relâmpago entrou pela casa dentro. A luz parecia voltar, mas era um falso alarme. Ao flash de luz voltou a seguir-se um enorme…escuro, só quebrado pela luz das velas, o que me dava a possibilidade de deambular pela casa à espera de um milagre, que me permitisse pelo menos, ver a segunda parte do derby.
Entretanto, outra voz amiga telefonou para saber se eu estava melhor. Dei conta da minha indignação, por não ter energia para poder acompanhar o jogo que, por estar adoentado, não fui ver ao estádio da Luz, passe a ironia.
Às 21.31, cada vez mais arrasado, decidi ligar o telemóvel 3G, recentemente comprado, com desconto de 50%, uma generosidade da Vodafone para os jornalistas, para saber o resultado. Estava tudo na mesma: 2 – 2.
De alguma forma, talvez para compensar a maçada de não ter podido ver o jogo, algo me animou. Se calhar ainda vou ver o golo da vitória do Sporting. Uau! Voltei a despertar, como se a impossibilidade de assistir à partida fosse uma espécie de preço a pagar pela vitória do meu clube.
21.50. A luz voltou. Eureka! A EDP voltou a cumprir o contrato que estabeleceu comigo, mas não se livrou dos insultos que, sistematicamente, lancei contra todos os seus trabalhadores, do presidente ao mais humilde dos funcionários.
O mais grave é que ainda fui obrigado a esperar uns minutos para ter o sinal da TV Cabo, que só chegou pelas 21.56, estavam decorridos cerca de 94 minutos de jogo.
A partir daqui a história passa a ser igual, a tantos e tantos outros jogos entre o Benfica e o Sporting. Aos 101 minutos de jogo, Hugo Viana é expulso, escandalosamente. Oito minutos depois, os meus vizinhos ficaram a saber que o Paíto marcou um grande golo. Aos 115 minutos, os sportinguistas confirmaram que falta um guarda-redes em Alvalade.
Na hora dos penalties, o Benfica teve mais sorte. Parabéns!
segunda-feira, janeiro 24
Legislativas 2005 - Os cromos (14)
O líder do CDS-PP não responde às críticas do PSD. O eleitorado de direita nunca mais lhe perdoaria. Paulo Portas é suficientemente inteligente para nunca responder, directamente, às críticas que o seu parceiro de coligação vai passando às claras para a comunicação social. Ainda se fossem umas críticas veladas...
Insuportável
Joaquim Fortunato, em entrevista ao DN, faz a seguinte declaração: «Ou há pacto de regime ou há revolução para que entre uma nova classe política». Perante esta afirmação, a propósito das grandes obras públicas, nomeadamente o novo aeroporto da OTA e o TGV, urge perguntar: quem é Joaquim Fortunato para ameaçar, desta maneira, o governo de Portugal? A resposta é simples. É o presidente da Associação de Empresas de Construção e Obras públicas (AECOPS). Está tudo dito. Quem pode, pode, mas que é insuportável, lá isso é.
Legislativas 2005 - Os cromos (13)
Marcelo Rebelo de Sousa voltou aos comentários. E não perdeu tempo. sexta-feira, janeiro 21
Convincente
O primeiro-ministro provou que está, politicamente, vivo e bem vivo.Na entrevista que concedeu à SIC, Santana Lopes, com segurança e serenidade, conseguiu passar a mensagem - o Programa de Governo do PSD.
Ainda fortemente marcado pelo abundante coro de críticas, a maior parte delas totalmente justificadas, Santana Lopes retomou o fôlego e passou à ofensiva, puxando pelos últimos erros monumentais do seu principal adversário, José Sócrates.
Sem deixar cair o discurso da vitimização, o líder do PSD mostrou que continua empenhado na vitória, e enviou um sinal claro para dentro e para fora do partido: têm de contar com ele para disputar as eleições legislativas até ao último dia.
Ainda fortemente marcado pelo abundante coro de críticas, a maior parte delas totalmente justificadas, Santana Lopes retomou o fôlego e passou à ofensiva, puxando pelos últimos erros monumentais do seu principal adversário, José Sócrates.
Sem deixar cair o discurso da vitimização, o líder do PSD mostrou que continua empenhado na vitória, e enviou um sinal claro para dentro e para fora do partido: têm de contar com ele para disputar as eleições legislativas até ao último dia.
A questão
É normal ouvir, repetidamente, alguns dos principais empresários afirmar que o negócio da comunicação social é complexo, arriscado e pouco atractivo do ponto de vista dos lucros. Certamente, especular na bolsa deve dar mais dinheiro do que investir na comunicação social, na indústria e nos serviços. Todavia, o desfile de candidatos à compra de uma fatia da Lusomundo devia fazer pensar o mais distraído e comum dos cidadãos. Por que razão, em pleno período eleitoral, tantos e tão bons empresários e gestores, se têm perfilado, diariamente, como candidatos a candidatos à compra do grupo controlado pela Portugal Telecom?
Sobe e Desce
O melhor instantâneo
Que rica identidade
A seguir
Santana Versus Portas
Ainda o incómodo da pergunta incómoda
Para esquecer
Uma opinião de cada vez, entenda-se
Que rica identidade
A seguir
Santana Versus Portas
Ainda o incómodo da pergunta incómoda
Para esquecer
Uma opinião de cada vez, entenda-se
quinta-feira, janeiro 20
Debate - Legislativas 2005 (1)
O debate entre Paulo Portas e Francisco Louçã, na SIC Notícias, revelou duas dimensões da política: a verdade e o discurso de Estado.
Francisco Louçã esmagou o líder do CDS-PP, que não conseguiu despir a capa de um ministro da Defesa, que se revelou, sistematicamente, à defesa, por causa do constrangimento do passado governativo.
Em relação ao Iraque, à Europa, ao défice, às OGMA, ao desemprego, à venda de armas, aos benefícios fiscais, à toxicodependência, à tributação fiscal da banca (infelizmente, interrompida por João Adelino Faria) e ao aborto, o líder do Bloco de Esquerda encostou Paulo Portas, por diversas vezes, às cordas.
Só não foi um verdadeiro KO porque Francisco Louça hesitou, sem se perceber por que razão, em relação à questão da participação de Portugal na NATO e ao apoio estatal aos estabelecimentos fabris das Forças Armadas e aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.
De facto, o Bloco de Esquerda pode afirmar um determinado discurso político porque nunca esteve no Governo. Mas, após o debate de hoje, na SIC Notícias, ficou claro que não basta alinhar um coro para a fotografia, muito afinado, repleto de uma série de personalidades, para fazer acreditar que há uma alternativa de Governo. Em síntese, o cinismo não pode prevalecer sobre a verdade, nem que seja por razões de Estado.
Francisco Louçã esmagou o líder do CDS-PP, que não conseguiu despir a capa de um ministro da Defesa, que se revelou, sistematicamente, à defesa, por causa do constrangimento do passado governativo.
Em relação ao Iraque, à Europa, ao défice, às OGMA, ao desemprego, à venda de armas, aos benefícios fiscais, à toxicodependência, à tributação fiscal da banca (infelizmente, interrompida por João Adelino Faria) e ao aborto, o líder do Bloco de Esquerda encostou Paulo Portas, por diversas vezes, às cordas.
Só não foi um verdadeiro KO porque Francisco Louça hesitou, sem se perceber por que razão, em relação à questão da participação de Portugal na NATO e ao apoio estatal aos estabelecimentos fabris das Forças Armadas e aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.
De facto, o Bloco de Esquerda pode afirmar um determinado discurso político porque nunca esteve no Governo. Mas, após o debate de hoje, na SIC Notícias, ficou claro que não basta alinhar um coro para a fotografia, muito afinado, repleto de uma série de personalidades, para fazer acreditar que há uma alternativa de Governo. Em síntese, o cinismo não pode prevalecer sobre a verdade, nem que seja por razões de Estado.
Sobe e Desce
O melhor instantâneo
Oportunidades
A seguir
O mistério do cartaz do PSD
Para esquecer
Post sem graça
Oportunidades
A seguir
O mistério do cartaz do PSD
Para esquecer
Post sem graça
Legislativas 2005 - Os cromos (12)
Um sinal dos tempos
Nuno Cardoso é arguido num inquérito judicial. Não está em causa, aqui, avaliar o grau de culpabilidade ou de inocência do ex-presidente da Câmara do Porto. Certamente, Nuno Cardodo terá todos os meios de defesa ao seu alcance, pelo que se deve acompanhar e escrutinar o curso normal da Justiça. Todavia, não se devem ignorar as acusações, - uma verdadeira pedrada no charco -, que o ex-presidente da Câmara Municipal do Porto lançou sobre os sistemas judicial e político, que são notícia na imprensa de referência
Os factos são indesmentíveis.
A primeira notícia sobre o negócio dos terrenos entre a Câmara do Porto, o Futebol Clube do Porto e um particular é de 1999 (no semanário Independente). Seis anos depois, precisamente no calor da luta partidária, surge um processo que já fez correr rios de tinta, nos mais diversos meios de comunicação social.
Nuno Cardoso entendeu dever afirmar, sem margem para dúvidas, que o processo é destapado no momento em que surge na linha da frente dos favoritos para ganhar a Câmara da segunda cidade do país. Mas os seus adversários, os políticos e os outros, também poderiam dizer que o processo só não avançou mais depressa porque o PS esteve no poder, em 1999, 2000, 2001 e 2002.
É aqui que a questão se deve centrar: há processos que avançam consoante quem está no poder?
Neste clima de ping-pong de insinuações e contra-acusações, resta uma conclusão: o sistema judical não pode estar à mercê destes hipotéticos condicionalismos. É urgente dotar a Justiça de todos os meios legais e operacionais para estar acima de qualquer supeita de uma eventual pressão política. Aliás, obviamente, não basta constituir arguidos, no mesmo dia, dois políticos de cores diferentes. É preciso muito mais.
Os factos são indesmentíveis.
A primeira notícia sobre o negócio dos terrenos entre a Câmara do Porto, o Futebol Clube do Porto e um particular é de 1999 (no semanário Independente). Seis anos depois, precisamente no calor da luta partidária, surge um processo que já fez correr rios de tinta, nos mais diversos meios de comunicação social.
Nuno Cardoso entendeu dever afirmar, sem margem para dúvidas, que o processo é destapado no momento em que surge na linha da frente dos favoritos para ganhar a Câmara da segunda cidade do país. Mas os seus adversários, os políticos e os outros, também poderiam dizer que o processo só não avançou mais depressa porque o PS esteve no poder, em 1999, 2000, 2001 e 2002.
É aqui que a questão se deve centrar: há processos que avançam consoante quem está no poder?
Neste clima de ping-pong de insinuações e contra-acusações, resta uma conclusão: o sistema judical não pode estar à mercê destes hipotéticos condicionalismos. É urgente dotar a Justiça de todos os meios legais e operacionais para estar acima de qualquer supeita de uma eventual pressão política. Aliás, obviamente, não basta constituir arguidos, no mesmo dia, dois políticos de cores diferentes. É preciso muito mais.
O balanço (I)
A distribuição das visitas do quando-o-blog-Bate-Mais-Forte, à beira das 10.000:
Portugal
7061 - 73.32%
Desconhecido
1252 - 13.00%
Rede
1074 - 11.15%
Comercial
74 - 0.76%
Singapura
22 - 0.22%
Educacional
17 - 0.17%
Brasil
16 - 0.16%
Organizações
15 - 0.15%
Dinamarca
12 - 0.12%
Internacional
11 - 0.11%
Canadá
9 - 0.09%
Reino Unido
9 - 0.09%
França
7 - 0.07%
Governo
4 - 0.04%
Holanda
4 - 0.04%
Espanha
4 - 0.04%
Finlândia
3 - 0.03%
Itália
3 - 0.03%
Suíça
3 - 0.03%
Alemanha
3 - 0.03%
Moçambique
3 - 0.03%
Bélgica
3 - 0.03%
México
3 - 0.03%
Malásia
2 - 0.02%
Japão
2 - 0.02%
Austrália
2 - 0.02%
Suécia
1 - 0.01%
Luxemburgo
1 - 0.01%
República Checa
1 - 0.01%
Islândia
1 - 0.01%
Taiwan
1 - 0.01%
Estados Unidos
1 - 0.01%
Áustria
1 - 0.01%
Polónia
1 - 0.01%
Rússia
1 - 0.01%
Hungria
1 - 0.01%
Guatemala
1 - 0.01%
Nova Zelândia
1 - 0.01%
Nota: O cibernauta Nova Zelândia tem direito a prémio.
Portugal
7061 - 73.32%
Desconhecido
1252 - 13.00%
Rede
1074 - 11.15%
Comercial
74 - 0.76%
Singapura
22 - 0.22%
Educacional
17 - 0.17%
Brasil
16 - 0.16%
Organizações
15 - 0.15%
Dinamarca
12 - 0.12%
Internacional
11 - 0.11%
Canadá
9 - 0.09%
Reino Unido
9 - 0.09%
França
7 - 0.07%
Governo
4 - 0.04%
Holanda
4 - 0.04%
Espanha
4 - 0.04%
Finlândia
3 - 0.03%
Itália
3 - 0.03%
Suíça
3 - 0.03%
Alemanha
3 - 0.03%
Moçambique
3 - 0.03%
Bélgica
3 - 0.03%
México
3 - 0.03%
Malásia
2 - 0.02%
Japão
2 - 0.02%
Austrália
2 - 0.02%
Suécia
1 - 0.01%
Luxemburgo
1 - 0.01%
República Checa
1 - 0.01%
Islândia
1 - 0.01%
Taiwan
1 - 0.01%
Estados Unidos
1 - 0.01%
Áustria
1 - 0.01%
Polónia
1 - 0.01%
Rússia
1 - 0.01%
Hungria
1 - 0.01%
Guatemala
1 - 0.01%
Nova Zelândia
1 - 0.01%
Nota: O cibernauta Nova Zelândia tem direito a prémio.
quarta-feira, janeiro 19
A não perder
Acabei de ver, mais uma vez, um dos programas mais notáveis da SIC Notícias: a quadratura do círculo. Quem pretende perceber como funciona o sistema partidário deve seguir, atentamente, este debate semanal, um verdadeiro programa de serviço público. Propaganda encapotada à parte, a quadratura do círculo revela, em todo o seu esplendor, o actual regime político.
Legislativas 2005 - Os cromos (11)
O líder do PSD, Santana Lopes, considera que a dissolução do Parlamento foi um embuste político.
Sobe e Desce
O melhor instantâneo
A exigência de uma maioria absoluta (I)
A exigência de uma maioria absoluta (II)
A seguir
Um debate sobre o liberalismo
Para esquecer
Os hinos dos partidos
A exigência de uma maioria absoluta (I)
A exigência de uma maioria absoluta (II)
A seguir
Um debate sobre o liberalismo
Para esquecer
Os hinos dos partidos
Contra factos...
Os reformados que recebem pensões do Estado de velhice e invalidez têm actualmente um poder de compra inferior a 1997 porque os aumentos têm sido inferiores à inflação, conforme revela o Jornal de Negócios. Afinal, os bons e os maus políticos não são assim tão diferentes.
Legislativas 2005 - Os cromos (14)
líder do PSD acusou hoje o Jorge Sampaio de falta de coerência. Afinal, segundo santana Lopes, o Presidente mostrou preocupação com a interrupção da intervenção de um comentador político [Marcelo Rebelo de Sousa] na TVI, mas mantém o silêncio em relação à recusa de José Sócrates participar em mais que um debate com o seu principal opositor.
Legislativas 2005 - Os cromos (10)
regresso do Bloco Central está confirmado. Paulo Portas quer um entendimento com o PSD e o PS contra o clientelismo partidário.
Legislativas 2005 - Os cromos (9)
Paulo Portas critica a SEDES por acentuar a depressão do país. E afirma: quem anda a pedir maioria absoluta está longe de ter o mérito necessário para a poder alcançar.
Será que se está a referir a Santana Lopes?
terça-feira, janeiro 18
Legislativas 2005 - Os cromos (8)
António Mexia anunciou que a linha ferroviária de alta velocidade entre Lisboa e Porto custará 3,8 mil milhões de euros.
ministro anunciou também que o TGV terá paragens em Leiria, Coimbra e Aveiro.
Legislativas 2005 - Os cromos (7)
presidente da região autónoma da Madeira, Alberto João Jardim, defende uma nova legislação para privilegiar o investimento, apelando à coragem política de detectar as despesas públicas que mais estão a onerar o Orçamento de Estado.
Uma oportunidade perdida
Jorge Sampaio não convive bem com as críticas. Aliás, por vezes, o Presidente até parece que se julga acima de qualquer escrutínio, tal é tom de enfado das suas respostas, ao mínimo sinal de reparo.
A propósito da visita presidencial à China, um sindicato alertou, e bem, para um dos grandes problemas das economias europeias: a deslocalização. Independentemente do tom do comunicado do sindicato, Jorge Sampaio podia ter aproveitado esta oportunidade para relançar o debate sobre a deslocalização das grandes empresas e das multinacionais, uma das bizarrias da globalização, ou melhor, de um determinado tipo de globalização selvagem, que serve uma divisão internacional do trabalho que não olha a meios, do trabalho infantil à mais vil exploração. O certo é que Jorge Sampaio não aproveitou a oportunidade para retomar este debate, que está em cima da mesa na União Europeia. Um país que depende de uma única empresa, como é o caso de Portugal, com a AutoEuropa, não deve ignorar as consequências das deslocalizações selvagens. O que aconteceria se a AutoEuropa se transferisse para a China?
Mais uma vez, o Presidente preferiu subir o tom de voz, elevar-se ao nível do Olimpo (!?) e, porque não lhe apetece, em vez de enfrentar a questão optou por recordar o seu trabalho em prol da internacionalização da economia portuguesa.
É pena! É muito pouco!
Fica Portugal a perder e, sobretudo, fica a Democracia mais pobre, crispada e intolerante.
A propósito da visita presidencial à China, um sindicato alertou, e bem, para um dos grandes problemas das economias europeias: a deslocalização. Independentemente do tom do comunicado do sindicato, Jorge Sampaio podia ter aproveitado esta oportunidade para relançar o debate sobre a deslocalização das grandes empresas e das multinacionais, uma das bizarrias da globalização, ou melhor, de um determinado tipo de globalização selvagem, que serve uma divisão internacional do trabalho que não olha a meios, do trabalho infantil à mais vil exploração. O certo é que Jorge Sampaio não aproveitou a oportunidade para retomar este debate, que está em cima da mesa na União Europeia. Um país que depende de uma única empresa, como é o caso de Portugal, com a AutoEuropa, não deve ignorar as consequências das deslocalizações selvagens. O que aconteceria se a AutoEuropa se transferisse para a China?
Mais uma vez, o Presidente preferiu subir o tom de voz, elevar-se ao nível do Olimpo (!?) e, porque não lhe apetece, em vez de enfrentar a questão optou por recordar o seu trabalho em prol da internacionalização da economia portuguesa.
É pena! É muito pouco!
Fica Portugal a perder e, sobretudo, fica a Democracia mais pobre, crispada e intolerante.
Legislativas 2005 - Os cromos (6)
cabeça de lista do PS por Aveiro, uma espécie de guru financeiro do BES e de José Sócrates, considera uma irresponsabilidade prometer baixar os impostos, defendendo que o ajustamento das Finanças Públicas deve ser feito do lado da despesa.
Sobe e Desce
O melhor instantâneo
Um benefício aceitável
O melhor estilo de governação
A seguir
Tema incómodo (I)
Para esquecer
Um susto televisivo
Um benefício aceitável
O melhor estilo de governação
A seguir
Tema incómodo (I)
Para esquecer
Um susto televisivo
Legislativas 2005 - Os cromos (5)
Legislativas 2005 - Os cromos (4)
líder do CS-PP vai apostar na «marca CDS», com base na obra feita pelos XV e XVI Governos, o que vai constituir uma grande desafio à sua criatividade. O tiro de partida está dado: a promessa de uma descida de impostos, em período pré-eleitoral.
Um número terrível
No final de Dezembro, estavam inscritos nos Centros de Emprego do Continente e Regiões Autónomas 468.852 indivíduos.
Dá que pensar
Os custos estimados para a cerimónia da tomada de posse de George W. Bush são da ordem do 17 milhões de euros. A notícia está Aqui
segunda-feira, janeiro 17
Legislativas 2005 - Os cromos (3)
cabeça de lista do PSD pelo círculo de Braga, Luís Filipe Menezes, quer mudar a Lei das Finanças Locais, para beneficiar as autarquias. O presidente da Câmara Municipal de Gaia considera que tal é possível sem aumento do défice.
Sobe e Desce
O melhor instantâneo
Uma imagem vale mil fantasias
A seguir
«Trapos, Trapalhada, Trapalhão e Atrapalhados»
Para esquecer
Um post justiceiro
Uma imagem vale mil fantasias
A seguir
«Trapos, Trapalhada, Trapalhão e Atrapalhados»
Para esquecer
Um post justiceiro
Importa-se de repetir?
«O país não deve parar».
«Não posso ser primeiro-ministro só para o trabalho de gestão e não para assinalar os actos que resultam do trabalho desenvolvido».
«Sou primeiro-ministro para tudo».
«Temos de puxar o que há de bom em nós. Moralizar-nos a nós próprios. Dar força às energias positivas».
Pedro Santana Lopes, in Lusa
«Não posso ser primeiro-ministro só para o trabalho de gestão e não para assinalar os actos que resultam do trabalho desenvolvido».
«Sou primeiro-ministro para tudo».
«Temos de puxar o que há de bom em nós. Moralizar-nos a nós próprios. Dar força às energias positivas».
Pedro Santana Lopes, in Lusa
sexta-feira, janeiro 14
Sobe e Desce
O melhor instantâneo
Um post Independente
A seguir
O silêncio na China
Para esquecer
Tese da carochinha
Um post Independente
A seguir
O silêncio na China
Para esquecer
Tese da carochinha
Legislativas 2005 - Os cromos (2)
relato do pequeno-almoço de José Sócrates com alguns jornalistas, escolhidos pelo PS, que se realizou no Hotel Altis, hoje, é hilariante. Não perca Aqui
A abstenção
8,84 milhões de eleitores recenseados podem votar a 20 de Fevereiro de 2005. Resta saber quantos vão optar pela abstenção, a verdadeira incógnita das próximas eleições legislativas.
Uma espécie de auto-estrada
O princípio do pagador-utilizador é uma figura de estilo na auto-estrada que liga Lisboa a Cascais. De facto, os automobilistas pagam as portagens, mas há grandes troços que não têm nada de auto-estrada. Muito pelo contrário. São pedaços de estradas perigosos, muito perigosos, apesar de sinalizados.
A concessionária Brisa tem razões para estar satisfeita. O investimento que está a realizar no alargamento da A5 está a ser financiado pelos próprios automobilistas, pois continua a cobrar o mesmo preço por uma espécie de auto-estrada cheia de obras, desvios, sinais de perigo, obras e limitação de velocidade.
A concessionária Brisa tem razões para estar satisfeita. O investimento que está a realizar no alargamento da A5 está a ser financiado pelos próprios automobilistas, pois continua a cobrar o mesmo preço por uma espécie de auto-estrada cheia de obras, desvios, sinais de perigo, obras e limitação de velocidade.
quinta-feira, janeiro 13
Legislativas 2005 - Os cromos (1)
E o próximo é...
A RTP e António Barreto celebraram contrato para produção de documentário sobre as principais mudanças verificadas na sociedade portuguesa ao longo dos últimos 40 anos.
Será que o próximo contrato é com Marcelo Rebelo de Sousa?
Será que o próximo contrato é com Marcelo Rebelo de Sousa?
Por uma cultura de transparência
O país começa a compreender, lentamente, que as megalomanias têm custos incalculáveis a longo prazo. Sobretudo, se as reformas estruturantes - educação, função pública, justiça e saúde - são atiradas para as calendas.
Os portugueses estão a despertar para uma nova realidade, depois de terem vivido o óasis cavaquista, a euforia guterrista e a tanga barrosista.
Não é por acaso que, agora, os líderes partidários não prometem mundos e fundos. O que está a dar é prometer sacrifícios, quanto mais dolorosos melhor. A vida política bateu de tal maneira no fundo que a propaganda positiva está a ser substituída pela propaganda depressiva. Basta dar uma espreitadela rápida pelos meios de comunicação social para perceber que a criatividade do marketing político não tem limites. Como se fosse possivel exigir aos portugueses, em três ou quatro anos, o que não lhes foi pedido nas duas últimas décadas.
A campanha já não se faz com os slogans de mais paz, pão, habitação, saúde e educação. A quimera é outra: a recuperação do atraso em relação aos países da União Europeia, com base numa espécie de receita tipo pudim instantâneo.
O paradoxo está à vista. Antigamente, os portugueses eram bombardeados com as promessas douradas para se convencerem que faziam parte do clube dos ricos. Agora, chegou a vez de os massacrar com as promessas negras para os iludir que ainda é possível alcançar, ali, mesmo ao virar da esquina, os países mais desenvolvidos.
O grande problema é que a credibilidade da mensagem política, aparentemente, já nem lá vai com o estafado sofisma da maioria absoluta (ver o magnífico artigo in A Praia), nem com o truque do apelo patrioteiro. Como sempre aconteceu, por culpa da classe dirigente, que se habituou a ser politicamente inimputável, a retoma económica, em Portugal, está condicionada pelo ciclo de crescimento europeu e mundial, dependendo de outros ventos e marés, independentemente de quem vai ser o vencedor das próximas eleições.
O discurso de verdade é outro, e não pode escamotear a realidade: a resolução da crise das finanças públicas e a terapia necessária para acabar com os estrangulamentos do modelo de desenvolvimento são uma tarefa hercúlea, que não depende apenas de uma geração.
Num país que está cheio de brilhantes tecnocratas e de candidatos ao papel de salvador nacional, o que faz falta é uma cultura de transparência, é a consciencialização colectiva de que somos um país sem recursos, que tem de trabalhar mais e melhor para recuperar o tempo perdido, em suma, é uma mobilização sã e realista, que não se confunde com as fantasias imperiais do passado.
Os portugueses estão a despertar para uma nova realidade, depois de terem vivido o óasis cavaquista, a euforia guterrista e a tanga barrosista.
Não é por acaso que, agora, os líderes partidários não prometem mundos e fundos. O que está a dar é prometer sacrifícios, quanto mais dolorosos melhor. A vida política bateu de tal maneira no fundo que a propaganda positiva está a ser substituída pela propaganda depressiva. Basta dar uma espreitadela rápida pelos meios de comunicação social para perceber que a criatividade do marketing político não tem limites. Como se fosse possivel exigir aos portugueses, em três ou quatro anos, o que não lhes foi pedido nas duas últimas décadas.
A campanha já não se faz com os slogans de mais paz, pão, habitação, saúde e educação. A quimera é outra: a recuperação do atraso em relação aos países da União Europeia, com base numa espécie de receita tipo pudim instantâneo.
O paradoxo está à vista. Antigamente, os portugueses eram bombardeados com as promessas douradas para se convencerem que faziam parte do clube dos ricos. Agora, chegou a vez de os massacrar com as promessas negras para os iludir que ainda é possível alcançar, ali, mesmo ao virar da esquina, os países mais desenvolvidos.
O grande problema é que a credibilidade da mensagem política, aparentemente, já nem lá vai com o estafado sofisma da maioria absoluta (ver o magnífico artigo in A Praia), nem com o truque do apelo patrioteiro. Como sempre aconteceu, por culpa da classe dirigente, que se habituou a ser politicamente inimputável, a retoma económica, em Portugal, está condicionada pelo ciclo de crescimento europeu e mundial, dependendo de outros ventos e marés, independentemente de quem vai ser o vencedor das próximas eleições.
O discurso de verdade é outro, e não pode escamotear a realidade: a resolução da crise das finanças públicas e a terapia necessária para acabar com os estrangulamentos do modelo de desenvolvimento são uma tarefa hercúlea, que não depende apenas de uma geração.
Num país que está cheio de brilhantes tecnocratas e de candidatos ao papel de salvador nacional, o que faz falta é uma cultura de transparência, é a consciencialização colectiva de que somos um país sem recursos, que tem de trabalhar mais e melhor para recuperar o tempo perdido, em suma, é uma mobilização sã e realista, que não se confunde com as fantasias imperiais do passado.
quarta-feira, janeiro 12
terça-feira, janeiro 11
Um caso de Justiça
Não é surpresa, mas vale a pena recordar mais esta pérola, Aqui, que caracteriza o ponto a que a Justiça portuguesa chegou.
Já não há pachorra
A viagem de Morais Sarmento, a São Tomé e Príncipe, já fez correr rios de tinta, justificadamente. Todavia, a histeria em volta da viagem do ministro começa a ser demais, pois só serve para distrair o país das questões fundamentais. Chegado a Lisboa, hoje, Morais Sarmento decidiu realizar uma conferência de imprensa-relâmpago, pelas 22.30. O ministro de Estado, da Presidência e dos Assuntos Parlamentares entendeu convidar os jornalistas para lhes dizer que colocou o lugar à disposição do primeiro-ministro, e que este lhe renovou a confiança.
É demais! Já chega de fait divers!
É demais! Já chega de fait divers!
Sobe e Desce
O melhor instantâneo
A comparação das sondagens
A seguir
Para mais tarde recordar
Para esquecer
Mais um desmentido
A comparação das sondagens
A seguir
Para mais tarde recordar
Para esquecer
Mais um desmentido
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Um batimento irresistível