quinta-feira, fevereiro 3

Sobe e Desce

O melhor instantâneo
Rivalidades na blogosfera
A seguir
Ministro, qual Ministro?
Para esquecer
Uma grande azia

Legislativas 2005 - Os cromos (25)

Ilda Figueiredo lamentou que a pré-campanha esteja a servir para discutir 'fait divers' e não as dificuldades dos agricultores.

Legislativas 2005 - Os cromos (24)

grande contributo da JSD para uma campanha eleitoral esclarecedora continua imparável. Depois dos cartazes, chegou a hora do «manual da mentira».

A sondagem do dia

José Sócrates parte para o grande debate com Santana Lopes confortado por uma sondagem publicada no JN.

Decisivo

O debate entre José Sócrates e Pedro Santana Lopes, hoje, na SIC e na 2, às 20.30, vai decidir o vencedor das próximas eleições. Conheça tudo sobre o debate do ano Aqui.

Portas sem margem

É uma entrevista magistral ao líder do CDS-PP, na RTP.
Judite Sousa revelou um político banal, distante do brilhantismo retórico de outros momentos.
Mérito da entrevistadora ou um falhanço do político?
Paulo Portas não está habituado a ser entrevistado por jornalistas que estudaram as suas posições políticas. Felizmente, para o esclarecimento da população, a ex-directora da RTP esteve à altura de um momento importante.
O início da entrevista foi decisivo. Portas esbarrou nas questões pertinentes e incisivas sobre o estado de guerrilha eleitoral entre o PSD e o CDS-PP. Nem os nervos de aço, uma das maiores qualidades de Portas, foram suficientes para salvar a situação.
Ao longo dos primeiros minutos, o político perdeu o controlo, não conseguindo disfarçar a irritação de ser confrontado com algumas das suas posições virtuais.
Num segundo momento, Portas teve de enfrentar uma pergunta ainda mais embaraçosa. Com serenidade e frontalidade, Judite Sousa colocou em cima da mesa uma acusação do Bloco de Esquerda, divulgada umas horas antes: Bagão Félix e Paulo Portas usaram os registos do Estado para enviar cartas de propaganda aos 400 mil ex-combatentes. Paulo Portas negou, mas adiantou que iria saber o que se tinha passado.
Encostado às cordas, o dirigente partidário percebeu que a entrevista já estava comprometida, pelo que optou por uma estratégia de limitação dos estragos.
Nervoso, e algo desconcentrado, o líder do CDS-PP ainda foi obrigado a entrar em terrenos minados, como a Justiça e as Finanças Públicas, afinal, duas pastas tuteladas por personalidades ligadas ao CDS-PP. Curiosamente, Portas invocou Bagão Félix, mas esqueceu-se de referir Celeste Cardona. O mais grave ainda estava para acontecer. O patrão do CDS-PP não conseguiu – ou não quis – distanciar-se do Governo de que faz parte, responsável por algumas das maiores trapalhadas de todos os tempos, nomeadamente em relação ao défice. Nesta matéria o derrapanço foi total.
A partir do meio da entrevista, a prestação de Portas foi confrangedora. Exige transparência a José Sócrates, mas recusa revelar se vai aprovar um orçamento do PS, bem como foge a identificar qual é o partido mais bem colocado para ganhar as eleições, por três vezes consecutivas. O desastre só não foi total porque conseguiu desconcentrar Judite Sousa com um slogan bem recuperado: Não há vencedores antecipados, pois os votos são dos eleitores, não são dos partidos.
No meio do massacre -, uma situação inédita, completamente inesperada -, Paulo Portas ainda teve tempo de levantar a cabeça, insistindo numa das vulnerabilidades de campanha de José Sócrates: Ele não debate comigo. Talvez, a única questão em que marcou um ponto positivo.
No fim da entrevista, a propósito da polémica que rebentou com as declarações de Santana Lopes, em Famalicão, Judite de Sousa ainda disparou uma última pergunta de actualidade:
- Está solidário com as afirmações de Pedro Santana Lopes?
- Não sou comentador dos problemas entre o PS e o PSD, respondeu.
Judite Sousa tem o mérito de ter estado brilhante.
Paulo Portas, que não esteve ao seu nível, falhou uma oportunidade de ouro para potenciar a campanha do CDS-PP.

quarta-feira, fevereiro 2

A jovem Democracia

Os sinais de perversão das regras democráticas são mais visíveis, em períodos de campanha eleitoral.
O controlo do financiamento partidário, a verificação das despesas das campanhas eleitorais e o acesso dos partidos políticos aos meios de comunicação social, públicos e privados, deveriam ser escrupulosamente verificados e respeitados, mas, de facto, na prática, não o são.
O Tribunal Constitucional, sistematicamente, aponta irregularidades nas contas dos partidos. Aliás, é confrontado com a recusa de envio de pormenores relativos a movimentos bancários.
O responsável do organismo que deveria controlar os gastos dos partidos políticos em campanha eleitoral admitiu, recentemente, que não vai ter a possibilidade de fazer o seu trabalho porque foi empossado tardiamente e não tem os meios necessários.
Manuel Monteiro, na RTP, apontou o dedo aos critérios editoriais, acusando a estação pública de censura, com todas as letras, e em directo. Agora, chegou a vez da CDU criticar a SIC e a RTP por transmitirem o debate entre Santana Lopes e José Sócrates, quinta-feira, 3, considerando que a iniciativa discrimina os outros partidos.
Ano após ano, eleição após eleição, a repetição dos mesmos atropelos e a constatação da anarquia já nem suscitam grande atenção da parte da opinião pública.

É o regime do facto consumado, que se repete, sem cuidar da consolidação das mais elementares regras democráticas. Afinal, é a jovem Democracia portuguesa, que dá sinais de pretender continuar a ser imatura e descuidada com os princípios básicos, beneficiando do silêncio e da cumplicidade dos órgãos de soberania.

Sobe e Desce

O melhor instantâneo
O boato
A referência
A seguir
Desocupação, já
Para esquecer
O português do brasileiro

Legislativas 2005 - Os cromos (23)


Santana Lopes ainda acredita na vitória. Mais de 30% de indecisos continuam a alimentar as esperanças do líder do PSD num bom resultado.

Legislativas 2005 - Os cromos (22)

Paulo Portas prometeu uma campanha inovadora. O líder do CDS-PP garantiu que fará uma campanha pela positiva, virada para o futuro, determinada, mas muito tranquila.



terça-feira, fevereiro 1

Brilhante, mas vazio

José Sócrates aproveitou. E muito bem. À boleia dos dislates oratórios de Santana Lopes, que parecem fruto de uma circunstância mas são resultado de um raciocínio frio e calculista, José Sócrates capitalizou e brilhou na RTP, durante a entrevista que concedeu a Judite de Sousa, menos agressiva do que é normal.
Apesar de mal maquilhado, a imagem passou: o líder do PS acelerou o discurso, sempre seguro, sorridente e simpático, para com a curiosidade e insistência normal da jornalista em relação a determinados aspectos da vida política portuguesa. O candidato a primeiro-ministro, que queria determinar a forma como os jornalistas se lhe deviam dirigir durante a campanha eleitoral, helàs, surgiu mais disponível, engolindo a insuportável arrogância que transborda quando fala, pelo menos durante cerca de uma hora.
José Sócrates passou, com distinção, a prova da entrevista política. Todavia, em termos de substância, tudo ficou na mesma. Continua vago, muito vago.
O projecto de Sócrates resumiu-se a um plano tecnológico incipiente, a algumas banalidades sobre a orgânica do Governo (como se já tivesse ganho as eleições), a duas ou três promessas avulsas em termos de economia e finanças e, infelizmente, a pouco mais. É aqui que reside o problema de José Sócrates. Por diversas vezes, o candidato a primeiro-ministro disse que não se queria comprometer, o que é inaceitável para quem se candidata à liderança do Governo. Tal como repetiu, noutras circunstâncias, Sócrates continua a alimentar um tabu em relação a um eventual cenário de vitória sem maioria absoluta. Não diz o que vai fazer. Aliás, é visível o esforço que faz para tentar disfarçar o incómodo por ter de responder a esta questão. Tudo, como se Sócrates sentisse uma espécie de direito divino a ganhar as próximas eleições, sem ter que dar explicações aos portugueses.
Com a entrevista a correr bem, José Sócrates ainda teve uma oportunidade de ouro, no final da entrevista. Como político arguto não a desperdiçou. Ao elogiar a decisão de Bagão Félix em avançar com a cobrança coerciva da dívida dos clubes de futebol, José Sócrates revelou autoridade, firmeza e determinação. Mas também demonstrou o seu instinto político, prometendo contribuir para vergar quem já não tem força e está fragilizado pelo arrastamento de sucessivos escândalos
.

Legislativas 2005 - Os cromos (21)

Santana Lopes garantiu que não quis fazer insinuações sobre a vida privada de José Sócrates.


Em directo

Manuel Monteiro protagonizou um dos momentos mais intensos da cobertura eleitoral da RTP. Inconformado com o tratamento desigual que está a ser dado aos partidos com representação parlamentar e aos outros pequenos partidos, o líder do PND abandonou o estúdio da RTPN, quando a emissão estava no ar, deixando severas críticas aos critérios editoriais da estação pública.

Sobe e Desce

O melhor instantâneo
A verdade não mora aqui
A seguir
A reserva da Nação
Para esquecer
As galinhices

A notícia do dia

Paula Torres de Carvalho assina Aqui um excelente artigo, que permite atestar o ponto a que chegou a nossa Democracia. Vai ser interessante saber qual dos partidos políticos com representação parlamentar vai reagir. Ou será que o pacto de silêncio vai ser mais forte?

segunda-feira, janeiro 31

Sobe e Desce

O melhor instantâneo
As contas à moda do Iraque
As pressões que valem a pena
A seguir
A campanha eléctrica
15 dias de pesadelo
Para esquecer
16 milhões a voar

A mentira não vence

As eleições no Iraque provocaram uma série de declarações entusiasmadas dos defensores da invasão norte-americana. Para eles, uma vitória é uma vitória. A lei do vale tudo, até da mentira, é defendida às claras por todos aqueles que não perdem uma oportunidade para apelar aos valores.
É este pragmatismo medíocre e exibicionista, sempre respeitador e venerando em relação aos mais fortes e poderosos, que caracteriza uma parte do discurso político, em Portugal. Na hora da verdade, fazem-se as contas, obtém-se um saldo entre os prejuízos e os benefícios e, com um grande sorriso, se for preciso, defende-se o indefensável: até a eficácia da mentira.
Os que celebram o novo Iraque escondem o preço desta liberdade, conseguida à custa da ocupação e das armas. A vida do povo iraquiano não se resume a um dia, a uma montra protegida por um gigantesco exército, durante 24 horas. O futuro do Iraque é muito mais. É a divisão interna, o fundamentalismo religioso e o reforço das redes terroristas que continuam a dominar o país. Não há mentira nem vitória política que consiga esconder a verdade, a actual realidade do povo iraquiano.

domingo, janeiro 30

60 Minutos

O programa da CBS NEWS, que a SIC Notícias passa em Portugal, pela mão de Mário Crespo, é um regalo para todos os que acreditam num jornalismo de qualidade e de investigação, que não se confunde com uma deriva pidesca.

Uma Democracia surrealista

Hoje, é dia de eleições no Iraque.

sábado, janeiro 29

Está a mexer

A venda da Lusomundo continua a agitar os meios empresariais portugueses. Hoje, o Expresso dá a notícia do interesse de Luís Delgado, actual administrador-delegado, que é apresentado aos portugueses como o líder de um MBO.
O apetite desenfreado por uma fatia importante da comunicação social começa a ter contornos surrealistas, sobretudo em pleno período de campanha eleitoral. E revela, afinal, que o sector está de boa saúde.
Para além das questões da concentração, que estão definidas na Lei, felizmente, a venda da Lusomundo vai ser decisiva para avaliar se é possível levar a cabo uma operação financeira com transparência, ao contrário do que aconteceu, em diversos casos, durante os consulados de Cavaco, Guterres, Durão, Santana e Portas.






sexta-feira, janeiro 28

Legislativas 2005 - Os cromos (20)

Bagão Félix, que faz parte da equipa governamental do CDS-PP, está ao mais alto nível das promessas eleitorais: quer um défice zero, em 2009, sem aumentar impostos, e com redução da despesa pública em três por cento até ao final da legislatura.

Sobe e Desce

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Ninguém está a salvo
Luís Delgadoooooooo
A seguir
A lógica da batata
O chachachá dos anos 50
Para esquecer
A tese do bom-senso

Legislativas 2005 - Os cromos (19)

engenheiro tomou-lhe o gosto. Vai reaparecer ao lado de José Sócrates no comício do PS, em Castelo Branco, no próximo dia 6.

Memória

Há textos simples que encerram mensagens profundas Aqui

Legislativas 2005 - Os cromos (18)

A parada não pára de subir. Depois do voto útil, do CDS-PP, chegou a vez do voto a dobrar, do PCP.

Uma oportunidade perdida

Santana Lopes subiu o tom da ameça, ainda antes do início formal da campanha eleitoral.O primeiro-minstro está acossado, cada vez mais isolado, e está a reagir como um animal ferido, face a uma campanha eleitoral que se vislumbra adversa e difícil.
Na mira do líder do PPD-PSD estão as empresas de sondagens. Primeiro usou-as, quando lhe deu jeito. Agora, num tom inusitado, que fere a credibilidade do discurso, Santana Lopes brandiu processos judicias q.b. se os resultados eleitorais fossem diferentes dos publicitados pelas diversas sondagens. Independentemente do tom infeliz, que merece uma tolerância excepcional, pelas razões já aduzidas, melhor faria o candidato a primeiro-ministro de Portugal se dedicasse um capítulo - ou até uma única palavra - do seu programa político às sondagens, em Portugal.
De facto, a actual situação tem de acabar. É urgente criar uma instituição, que funcione, e que verifique, com rigor, o funcionamento das empresas de sondagens, sejam elas quais forem, privadas ou dependentes de instituições universitárias.
Santana Lopes perdeu uma grande oportunidade para passar uma mensagem serena, em abono de mais trasnparência no funcionamento da Democracia.

No seu melhor

Vicente Jorge Silva, Aqui, faz uma radiografia dos movimentos partidários em prol da recuperação do Bloco Central

A desmistificação essencial

Luís Nobre Guedes, num tom cada vez mais comum a uma velha geração de políticos, que pretende passar por uma nova geração chegada ao universo do poder, tem direito a uma resposta exemplar de Eduardo Dâmaso, Aqui

A fotografia do voto

As sondagens inundaram os jornais diários. Merecem particular atenção as sondagens publicadas Aqui e Aqui.

quinta-feira, janeiro 27

Mais uma história de pressões

O jornalista Alfredo Barbosa apontou o dedo ao presidente da Câmara do Porto [Rui Rio] e ao seu chefe de gabinete [Manuel Teixeira ], por exercerem pressões sobre o administrador da Rádio Festival [Luís Montez] com vista ao seu despedimento. A versão do jornalista é contrariada pelos visados, mas Rui Rio surge, mais uma vez, como um dos protagonistas de uma história triste que envolve a comunicação social.

Sobe e Desce

O melhor instantâneo
A meta aspiracional
A seguir
É um facto
Para esquecer
Uma vitória moral

Dois ministros, duas posições

Álvaro Barreto e Luís Nobre Guedes, dois ministros do governo de gestão, têm entendimentos diferentes sobre o alcance dos seus poderes ministeriais.
Álvaro Barreto entendeu, e muito bem, que uma decisão sobre o futuro do sector energético português devia ser tomada pelo próximo governo, legitimado pelas eleições de 20 de Fevereiro.
Por sua vez, Luís Nobre Guedes, e muito mal, decidiu avançar, em conferência de imprensa, que Portugal não vai ter co-incineração.
É curioso, para não dizer mais, atestar a diferença de entendimentos de ambos os ministros em relação aos poderes de um governo de gestão.
Pedro Santana Lopes deve uma explicação ao país, como primeiro-ministro. Afinal, em período de campanha eleitoral, é preciso e urgente saber o que se está a passar no seio do Governo?

Legislativas 2005 - Os cromos (17)

líder do PND desafiou o CDS-PP a esclarecer se está ou não disposto a viabilizar propostas legislativas e orçamentais de um eventual governo minoritário do PS. Esta é uma questão fulcral, porque estarmos a votar num peixe e depois no prato aparecer-nos outro, acrescentou.

Legislativas 2005 - Os cromos (16)

José Sócrates está a recuperar a lucidez. Em dois momentos diferentes acertou na mouche: não vai haver outro grande evento internacional (tipo jogos olímpicos ou campeonato mundial de futebol) e não vai haver o discurso da tanga(II).


A opinião no DN

Jorge Coelho assina um artigo de opinião, Aqui, que merece uma leitura atenta.

Legislativas 2005 - Os cromos (15)

Luís Nobre Guedes alerta para o perigo do regresso do Bloco Central, desta vez sem o CDS-PP.

Um dia sem luz

Há momentos de azar.
Ontem, quarta-feira, 26, estive todo o dia em casa - mais um - a curar uma gripe. A única luz ao fundo do túnel era o jogo entre o Benfica e o Sporting. A perspectiva de mais uma grande exibição dos leões tinha a capacidade de restaurar o meu ânimo.
Estava tudo a postos. O Cortigripe estava tomado. A temperatura da casa estava adequada. O jantar frugal estava preparado. Eis que, quando menos esperava, a luz foi abaixo. Num primeiro momento, quis acreditar que era um corte passageiro. Vinte minutos depois, com quatro golos marcados, dois para cada lado, o desespero começou a tomar conta de mim. Vou não vou, ainda comecei a pensar sair para ir ver o jogo a outro lado, mas o estado febril era mais forte.
Ao intervalo, uma voz amiga deu-me conta do resultado. O Sporting estava a esmagar. Fiquei mais confortado. De um momento para o outro, uma espécie de relâmpago entrou pela casa dentro. A luz parecia voltar, mas era um falso alarme. Ao flash de luz voltou a seguir-se um enorme…escuro, só quebrado pela luz das velas, o que me dava a possibilidade de deambular pela casa à espera de um milagre, que me permitisse pelo menos, ver a segunda parte do derby.

Entretanto, outra voz amiga telefonou para saber se eu estava melhor. Dei conta da minha indignação, por não ter energia para poder acompanhar o jogo que, por estar adoentado, não fui ver ao estádio da Luz, passe a ironia.
Às 21.31, cada vez mais arrasado, decidi ligar o telemóvel 3G, recentemente comprado, com desconto de 50%, uma generosidade da Vodafone para os jornalistas, para saber o resultado. Estava tudo na mesma: 2 – 2.
De alguma forma, talvez para compensar a maçada de não ter podido ver o jogo, algo me animou. Se calhar ainda vou ver o golo da vitória do Sporting. Uau! Voltei a despertar, como se a impossibilidade de assistir à partida fosse uma espécie de preço a pagar pela vitória do meu clube.
21.50. A luz voltou. Eureka! A EDP voltou a cumprir o contrato que estabeleceu comigo, mas não se livrou dos insultos que, sistematicamente, lancei contra todos os seus trabalhadores, do presidente ao mais humilde dos funcionários.

O mais grave é que ainda fui obrigado a esperar uns minutos para ter o sinal da TV Cabo, que só chegou pelas 21.56, estavam decorridos cerca de 94 minutos de jogo.
A partir daqui a história passa a ser igual, a tantos e tantos outros jogos entre o Benfica e o Sporting. Aos 101 minutos de jogo, Hugo Viana é expulso, escandalosamente. Oito minutos depois, os meus vizinhos ficaram a saber que o Paíto marcou um grande golo. Aos 115 minutos, os sportinguistas confirmaram que falta um guarda-redes em Alvalade.
Na hora dos penalties, o Benfica teve mais sorte. Parabéns!

I'm back

Depois de uns dias em casa, com uma forte gripalhada, estou de volta à blogosfera.

segunda-feira, janeiro 24

Legislativas 2005 - Os cromos (14)

O líder do CDS-PP não responde às críticas do PSD. O eleitorado de direita nunca mais lhe perdoaria. Paulo Portas é suficientemente inteligente para nunca responder, directamente, às críticas que o seu parceiro de coligação vai passando às claras para a comunicação social. Ainda se fossem umas críticas veladas...

Insuportável

Joaquim Fortunato, em entrevista ao DN, faz a seguinte declaração: «Ou há pacto de regime ou há revolução para que entre uma nova classe política». Perante esta afirmação, a propósito das grandes obras públicas, nomeadamente o novo aeroporto da OTA e o TGV, urge perguntar: quem é Joaquim Fortunato para ameaçar, desta maneira, o governo de Portugal? A resposta é simples. É o presidente da Associação de Empresas de Construção e Obras públicas (AECOPS). Está tudo dito. Quem pode, pode, mas que é insuportável, lá isso é.

Legislativas 2005 - Os cromos (13)

Marcelo Rebelo de Sousa voltou aos comentários. E não perdeu tempo. José Sócrates é um digno representante do guterrismo de segunda categoria. Ou melhor de segunda classe.

sexta-feira, janeiro 21

Convincente

O primeiro-ministro provou que está, politicamente, vivo e bem vivo.Na entrevista que concedeu à SIC, Santana Lopes, com segurança e serenidade, conseguiu passar a mensagem - o Programa de Governo do PSD.
Ainda fortemente marcado pelo abundante coro de críticas, a maior parte delas totalmente justificadas, Santana Lopes retomou o fôlego e passou à ofensiva, puxando pelos últimos erros monumentais do seu principal adversário, José Sócrates.
Sem deixar cair o discurso da vitimização, o líder do PSD mostrou que continua empenhado na vitória, e enviou um sinal claro para dentro e para fora do partido: têm de contar com ele para disputar as eleições legislativas até ao último dia.

A questão

É normal ouvir, repetidamente, alguns dos principais empresários afirmar que o negócio da comunicação social é complexo, arriscado e pouco atractivo do ponto de vista dos lucros. Certamente, especular na bolsa deve dar mais dinheiro do que investir na comunicação social, na indústria e nos serviços. Todavia, o desfile de candidatos à compra de uma fatia da Lusomundo devia fazer pensar o mais distraído e comum dos cidadãos. Por que razão, em pleno período eleitoral, tantos e tão bons empresários e gestores, se têm perfilado, diariamente, como candidatos a candidatos à compra do grupo controlado pela Portugal Telecom?

Os pareceres e o Estado

Como é um assunto que não pode passar em claro, de sublinhar a opinião de Eduardo Dâmaso, Aqui

Sobe e Desce

O melhor instantâneo
Que rica identidade
A seguir
Santana Versus Portas
Ainda o incómodo da pergunta incómoda
Para esquecer
Uma opinião de cada vez, entenda-se

quinta-feira, janeiro 20

Debate - Legislativas 2005 (1)

O debate entre Paulo Portas e Francisco Louçã, na SIC Notícias, revelou duas dimensões da política: a verdade e o discurso de Estado.
Francisco Louçã esmagou o líder do CDS-PP, que não conseguiu despir a capa de um ministro da Defesa, que se revelou, sistematicamente, à defesa, por causa do constrangimento do passado governativo.
Em relação ao Iraque, à Europa, ao défice, às OGMA, ao desemprego, à venda de armas, aos benefícios fiscais, à toxicodependência, à tributação fiscal da banca (infelizmente, interrompida por João Adelino Faria) e ao aborto, o líder do Bloco de Esquerda encostou Paulo Portas, por diversas vezes, às cordas.
Só não foi um verdadeiro KO porque Francisco Louça hesitou, sem se perceber por que razão, em relação à questão da participação de Portugal na NATO e ao apoio estatal aos estabelecimentos fabris das Forças Armadas e aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.
De facto, o Bloco de Esquerda pode afirmar um determinado discurso político porque nunca esteve no Governo. Mas, após o debate de hoje, na SIC Notícias, ficou claro que não basta alinhar um coro para a fotografia, muito afinado, repleto de uma série de personalidades, para fazer acreditar que há uma alternativa de Governo. Em síntese, o cinismo não pode prevalecer sobre a verdade, nem que seja por razões de Estado.



Sobe e Desce

O melhor instantâneo
Oportunidades
A seguir
O mistério do cartaz do PSD
Para esquecer
Post sem graça

Legislativas 2005 - Os cromos (12)

Nuno Melo, cabeça de lista do CDS-PP, em Braga, afirmou que o adversário do seu partido é o PS.


Um sinal dos tempos

Nuno Cardoso é arguido num inquérito judicial. Não está em causa, aqui, avaliar o grau de culpabilidade ou de inocência do ex-presidente da Câmara do Porto. Certamente, Nuno Cardodo terá todos os meios de defesa ao seu alcance, pelo que se deve acompanhar e escrutinar o curso normal da Justiça. Todavia, não se devem ignorar as acusações, - uma verdadeira pedrada no charco -, que o ex-presidente da Câmara Municipal do Porto lançou sobre os sistemas judicial e político, que são notícia na imprensa de referência
Os factos são indesmentíveis.
A primeira notícia sobre o negócio dos terrenos entre a Câmara do Porto, o Futebol Clube do Porto e um particular é de 1999 (no semanário Independente). Seis anos depois, precisamente no calor da luta partidária, surge um processo que já fez correr rios de tinta, nos mais diversos meios de comunicação social.
Nuno Cardoso entendeu dever afirmar, sem margem para dúvidas, que o processo é destapado no momento em que surge na linha da frente dos favoritos para ganhar a Câmara da segunda cidade do país. Mas os seus adversários, os políticos e os outros, também poderiam dizer que o processo só não avançou mais depressa porque o PS esteve no poder, em 1999, 2000, 2001 e 2002.
É aqui que a questão se deve centrar: há processos que avançam consoante quem está no poder?
Neste clima de ping-pong de insinuações e contra-acusações, resta uma conclusão: o sistema judical não pode estar à mercê destes hipotéticos condicionalismos. É urgente dotar a Justiça de todos os meios legais e operacionais para estar acima de qualquer supeita de uma eventual pressão política. Aliás, obviamente, não basta constituir arguidos, no mesmo dia, dois políticos de cores diferentes. É preciso muito mais.

O balanço (I)

A distribuição das visitas do quando-o-blog-Bate-Mais-Forte, à beira das 10.000:

Portugal
7061 -
73.32%

Desconhecido
1252 -
13.00%

Rede
1074 -
11.15%

Comercial
74 - 0.76%

Singapura
22 - 0.22%

Educacional
17 - 0.17%

Brasil
16 - 0.16%

Organizações
15 - 0.15%

Dinamarca
12 - 0.12%

Internacional
11 - 0.11%

Canadá
9 - 0.09%

Reino Unido
9 - 0.09%

França
7 - 0.07%

Governo
4 - 0.04%

Holanda
4 - 0.04%

Espanha
4 - 0.04%

Finlândia
3 - 0.03%

Itália
3 - 0.03%

Suíça
3 - 0.03%

Alemanha
3 - 0.03%

Moçambique
3 - 0.03%

Bélgica
3 - 0.03%

México
3 - 0.03%

Malásia
2 - 0.02%

Japão
2 - 0.02%

Austrália
2 - 0.02%

Suécia
1 - 0.01%

Luxemburgo
1 - 0.01%

República Checa
1 - 0.01%

Islândia
1 - 0.01%

Taiwan
1 - 0.01%

Estados Unidos
1 - 0.01%

Áustria
1 - 0.01%

Polónia
1 - 0.01%

Rússia
1 - 0.01%

Hungria
1 - 0.01%

Guatemala
1 - 0.01%

Nova Zelândia
1 - 0.01%


Nota: O cibernauta Nova Zelândia tem direito a prémio.

quarta-feira, janeiro 19

A não perder

Acabei de ver, mais uma vez, um dos programas mais notáveis da SIC Notícias: a quadratura do círculo. Quem pretende perceber como funciona o sistema partidário deve seguir, atentamente, este debate semanal, um verdadeiro programa de serviço público. Propaganda encapotada à parte, a quadratura do círculo revela, em todo o seu esplendor, o actual regime político.

Legislativas 2005 - Os cromos (11)

O líder do PSD, Santana Lopes, considera que a dissolução do Parlamento foi um embuste político.

Sobe e Desce

O melhor instantâneo
A exigência de uma maioria absoluta (I)
A exigência de uma maioria absoluta (II)
A seguir
Um debate sobre o liberalismo
Para esquecer
Os hinos dos partidos

Contra factos...

Os reformados que recebem pensões do Estado de velhice e invalidez têm actualmente um poder de compra inferior a 1997 porque os aumentos têm sido inferiores à inflação, conforme revela o Jornal de Negócios. Afinal, os bons e os maus políticos não são assim tão diferentes.

Legislativas 2005 - Os cromos (14)

líder do PSD acusou hoje o Jorge Sampaio de falta de coerência. Afinal, segundo santana Lopes, o Presidente mostrou preocupação com a interrupção da intervenção de um comentador político [Marcelo Rebelo de Sousa] na TVI, mas mantém o silêncio em relação à recusa de José Sócrates participar em mais que um debate com o seu principal opositor.

Legislativas 2005 - Os cromos (10)

regresso do Bloco Central está confirmado. Paulo Portas quer um entendimento com o PSD e o PS contra o clientelismo partidário.

Legislativas 2005 - Os cromos (9)

Paulo Portas critica a SEDES por acentuar a depressão do país. E afirma: quem anda a pedir maioria absoluta está longe de ter o mérito necessário para a poder alcançar. Será que se está a referir a Santana Lopes?

terça-feira, janeiro 18

Legislativas 2005 - Os cromos (8)

António Mexia anunciou que a linha ferroviária de alta velocidade entre Lisboa e Porto custará 3,8 mil milhões de euros.
ministro anunciou também que o TGV terá paragens em Leiria, Coimbra e Aveiro.

Legislativas 2005 - Os cromos (7)

presidente da região autónoma da Madeira, Alberto João Jardim, defende uma nova legislação para privilegiar o investimento, apelando à coragem política de detectar as despesas públicas que mais estão a onerar o Orçamento de Estado.

Uma oportunidade perdida

Jorge Sampaio não convive bem com as críticas. Aliás, por vezes, o Presidente até parece que se julga acima de qualquer escrutínio, tal é tom de enfado das suas respostas, ao mínimo sinal de reparo.
A propósito da visita presidencial à China, um sindicato alertou, e bem, para um dos grandes problemas das economias europeias: a deslocalização. Independentemente do tom do comunicado do sindicato, Jorge Sampaio podia ter aproveitado esta oportunidade para relançar o debate sobre a deslocalização das grandes empresas e das multinacionais, uma das bizarrias da globalização, ou melhor, de um determinado tipo de globalização selvagem, que serve uma divisão internacional do trabalho que não olha a meios, do trabalho infantil à mais vil exploração. O certo é que Jorge Sampaio não aproveitou a oportunidade para retomar este debate, que está em cima da mesa na União Europeia. Um país que depende de uma única empresa, como é o caso de Portugal, com a AutoEuropa, não deve ignorar as consequências das deslocalizações selvagens. O que aconteceria se a AutoEuropa se transferisse para a China?
Mais uma vez, o Presidente preferiu subir o tom de voz, elevar-se ao nível do Olimpo (!?) e, porque não lhe apetece, em vez de enfrentar a questão optou por recordar o seu trabalho em prol da internacionalização da economia portuguesa.
É pena! É muito pouco!
Fica Portugal a perder e, sobretudo, fica a Democracia mais pobre, crispada e intolerante.

Legislativas 2005 - Os cromos (6)

cabeça de lista do PS por Aveiro, uma espécie de guru financeiro do BES e de José Sócrates, considera uma irresponsabilidade prometer baixar os impostos, defendendo que o ajustamento das Finanças Públicas deve ser feito do lado da despesa.

Sobe e Desce

O melhor instantâneo
Um benefício aceitável
O melhor estilo de governação
A seguir
Tema incómodo (I)
Para esquecer
Um susto televisivo

Legislativas 2005 - Os cromos (5)

líder do PSD não vai aumentar os impostos. Contrariamente ao que promete o seu parceiro de coligação, Santana Lopes vai manter as taxas do IRC e do IVA. A anunciada novidade fiscal é, afinal, um apelo ao casamento, pois o PSD, se for Governo, não irá privilegiar a união de facto.

Legislativas 2005 - Os cromos (4)

líder do CS-PP vai apostar na «marca CDS», com base na obra feita pelos XV e XVI Governos, o que vai constituir uma grande desafio à sua criatividade. O tiro de partida está dado: a promessa de uma descida de impostos, em período pré-eleitoral.

Um número terrível

No final de Dezembro, estavam inscritos nos Centros de Emprego do Continente e Regiões Autónomas 468.852 indivíduos.

Dá que pensar

Os custos estimados para a cerimónia da tomada de posse de George W. Bush são da ordem do 17 milhões de euros. A notícia está Aqui

segunda-feira, janeiro 17

Legislativas 2005 - Os cromos (3)


cabeça de lista do PSD pelo círculo de Braga, Luís Filipe Menezes, quer mudar a Lei das Finanças Locais, para beneficiar as autarquias. O presidente da Câmara Municipal de Gaia considera que tal é possível sem aumento do défice.

Sobe e Desce

O melhor instantâneo
Uma imagem vale mil fantasias
A seguir
«Trapos, Trapalhada, Trapalhão e Atrapalhados»
Para esquecer
Um post justiceiro

Importa-se de repetir?

«O país não deve parar».
«Não posso ser primeiro-ministro só para o trabalho de gestão e não para assinalar os actos que resultam do trabalho desenvolvido».
«Sou primeiro-ministro para tudo».
«Temos de puxar o que há de bom em nós. Moralizar-nos a nós próprios. Dar força às energias positivas».
Pedro Santana Lopes, in Lusa


sexta-feira, janeiro 14

Sobe e Desce

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Um post Independente
A seguir
O silêncio na China
Para esquecer
Tese da carochinha

Legislativas 2005 - Os cromos (2)

relato do pequeno-almoço de José Sócrates com alguns jornalistas, escolhidos pelo PS, que se realizou no Hotel Altis, hoje, é hilariante. Não perca Aqui


A abstenção

8,84 milhões de eleitores recenseados podem votar a 20 de Fevereiro de 2005. Resta saber quantos vão optar pela abstenção, a verdadeira incógnita das próximas eleições legislativas.

A notícia do dia

Os gastos eleitorais continuam sem controlo, como revela, em primeira mão, o Público.

Uma espécie de auto-estrada

O princípio do pagador-utilizador é uma figura de estilo na auto-estrada que liga Lisboa a Cascais. De facto, os automobilistas pagam as portagens, mas há grandes troços que não têm nada de auto-estrada. Muito pelo contrário. São pedaços de estradas perigosos, muito perigosos, apesar de sinalizados.
A concessionária Brisa tem razões para estar satisfeita. O investimento que está a realizar no alargamento da A5 está a ser financiado pelos próprios automobilistas, pois continua a cobrar o mesmo preço por uma espécie de auto-estrada cheia de obras, desvios, sinais de perigo, obras e limitação de velocidade.

quinta-feira, janeiro 13

Sobe e Desce

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O voto
A seguir

A avaliação
Para esquecer
A indignação

Legislativas 2005 - Os cromos (1)


s portugueses devem marcar, imediatamente, nas suas agendas pessoais, as datas em que José Sócrates está disponível para fazer os debates: 24 de Janeiro e 2 de Fevereiro. É que podem não ter outra oportunidade para assistir ao líder do PS em confronto directo com os seus opositores.

E o próximo é...

A RTP e António Barreto celebraram contrato para produção de documentário sobre as principais mudanças verificadas na sociedade portuguesa ao longo dos últimos 40 anos.
Será que o próximo contrato é com Marcelo Rebelo de Sousa?

Por uma cultura de transparência

O país começa a compreender, lentamente, que as megalomanias têm custos incalculáveis a longo prazo. Sobretudo, se as reformas estruturantes - educação, função pública, justiça e saúde - são atiradas para as calendas.
Os portugueses estão a despertar para uma nova realidade, depois de terem vivido o óasis cavaquista, a euforia guterrista e a tanga barrosista.
Não é por acaso que, agora, os líderes partidários não prometem mundos e fundos. O que está a dar é prometer sacrifícios, quanto mais dolorosos melhor. A vida política bateu de tal maneira no fundo que a propaganda positiva está a ser substituída pela propaganda depressiva. Basta dar uma espreitadela rápida pelos meios de comunicação social para perceber que a criatividade do marketing político não tem limites. Como se fosse possivel exigir aos portugueses, em três ou quatro anos, o que não lhes foi pedido nas duas últimas décadas.
A campanha já não se faz com os slogans de mais paz, pão, habitação, saúde e educação. A quimera é outra: a recuperação do atraso em relação aos países da União Europeia, com base numa espécie de receita tipo pudim instantâneo.
O paradoxo está à vista. Antigamente, os portugueses eram bombardeados com as promessas douradas para se convencerem que faziam parte do clube dos ricos. Agora, chegou a vez de os massacrar com as promessas negras para os iludir que ainda é possível alcançar, ali, mesmo ao virar da esquina, os países mais desenvolvidos.
O grande problema é que a credibilidade da mensagem política, aparentemente, já nem lá vai com o estafado sofisma da maioria absoluta (ver o magnífico artigo in A Praia), nem com o truque do apelo patrioteiro. Como sempre aconteceu, por culpa da classe dirigente, que se habituou a ser politicamente inimputável, a retoma económica, em Portugal, está condicionada pelo ciclo de crescimento europeu e mundial, dependendo de outros ventos e marés, independentemente de quem vai ser o vencedor das próximas eleições.
O discurso de verdade é outro, e não pode escamotear a realidade: a resolução da crise das finanças públicas e a terapia necessária para acabar com os estrangulamentos do modelo de desenvolvimento são uma tarefa hercúlea, que não depende apenas de uma geração.
Num país que está cheio de brilhantes tecnocratas e de candidatos ao papel de salvador nacional, o que faz falta é uma cultura de transparência, é a consciencialização colectiva de que somos um país sem recursos, que tem de trabalhar mais e melhor para recuperar o tempo perdido, em suma, é uma mobilização sã e realista, que não se confunde com as fantasias imperiais do passado.



terça-feira, janeiro 11

Um caso de Justiça

Não é surpresa, mas vale a pena recordar mais esta pérola, Aqui, que caracteriza o ponto a que a Justiça portuguesa chegou.

Já não há pachorra

A viagem de Morais Sarmento, a São Tomé e Príncipe, já fez correr rios de tinta, justificadamente. Todavia, a histeria em volta da viagem do ministro começa a ser demais, pois só serve para distrair o país das questões fundamentais. Chegado a Lisboa, hoje, Morais Sarmento decidiu realizar uma conferência de imprensa-relâmpago, pelas 22.30. O ministro de Estado, da Presidência e dos Assuntos Parlamentares entendeu convidar os jornalistas para lhes dizer que colocou o lugar à disposição do primeiro-ministro, e que este lhe renovou a confiança.
É demais! Já chega de fait divers!



Sobe e Desce

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A comparação das sondagens
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Para mais tarde recordar
Para esquecer
Mais um desmentido

Mais um caso

Mais uma vez, começa a ser demasiado repetitivo, a administração de um órgão de comunicação social é acusada de fazer pressão e censura sobre um jornalista. A notícia é publicada Aqui. A ser verdade, e a confirmar-se a notícia, na íntegra, estamos perante mais um escândalo, que não deve nem pode ser desvalorizado. Alfredo Barroso, que não conheço, pessoalmente, merece tanta consideração e respeito como um qualquer militante partidário, convertido em comentador político.

sábado, janeiro 8

Manobras no JN

Após uma consulta do GF, fiquei a saber que o Conselho de Redacção do JN vetou o nome de José Leite Pereira para director do JN, um dos diários mais importantes do país. Aliás, a notícia é publicada na edição de hoje do jornal Público.
Para qualquer jornalista, o CR de um órgão de comunicação social é uma instituição fundamental, que não pode estar à mercê de intrigas palacianas e de manobras políticas de última hora. Neste caso, é de sublinhar que a redacção do matutino, com sede no Porto, de imediato, lançou um abaixo-assinado que 'humilha' o CR do JN, já que defende a escolha da administração do grupo Lusomundo.
O presidente do Conselho de Redacção do JN, Alfredo Maia, que acumula este lugar com a direcção do Sindicato de Jornalistas, tem responsabilidades acrescidas. Por isso, tem de perceber o significado da reacção dos jornalistas do JN, ou seja, deve demitir-se e convocar eleições.

sexta-feira, janeiro 7

A imagem da propaganda (9)



A imagem da propaganda (8)



A imagem da propaganda (7)


A imagem da propaganda (6)




Sobe e Desce

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Os cromos de 2005
A seguir
O marketing presidencial
Para esquecer
Citação com cheiro a mofo

Parabéns

O Expresso da Meia-Noite faz quatro anos.
Hoje, o convidado é Jorge Sampaio.
A não perder, às 23 horas, na SIC Notícias, um debate moderado por Nicolau Santos e Ricardo Costa.


A imagem da propaganda (5)




Ar puro


O espaço da comunicação social, que ganha uma crescente importância em períodos eleitorais, é repartido na sua esmagadora maioria pelos cinco partidos com assento parlamentar - PPD-PSD, PS, CDS-PP, CDU e BE. A representatividade eleitoral tem sido o factor determinante, o que tem contribuído para que os pequenos partidos sejam olimpicamente ignorados.
Há argumentos contra e a favor. De facto, a multiplicação de partidos, alguns deles bem esdrúxulos, é um argumento sólido dos que defendem o actual status quo. Todavia, a divisão do 'bolo' pelos grandes, tal como na economia e na política, cria uma situação, respectivamente, de oligopólio e de oligarquia, disvirtuando a concorrência. O inconveniente mais grave, porém, é o afunilamento do discurso político.
É preciso abrir a janela a outras mensagens, a outros políticos, a novas ideias e programas. Antes do início da campanha eleitoral, para as eleições legislativas antecipadas, vale a pena reflectir sobre a questão. Não basta andar a pulular sobre a incapacidade de renovação dos partidos políticos e sobre o esgotamento das doutrinas.

A imagem da propaganda (4)




A imagem da propaganda (3)




A imagem da propaganda (2)




A imagem da propaganda (1)