O melhor instantâneo
As contas à moda do Iraque
As pressões que valem a pena
A seguir
A campanha eléctrica
15 dias de pesadelo
Para esquecer
16 milhões a voar
segunda-feira, janeiro 31
A mentira não vence
As eleições no Iraque provocaram uma série de declarações entusiasmadas dos defensores da invasão norte-americana. Para eles, uma vitória é uma vitória. A lei do vale tudo, até da mentira, é defendida às claras por todos aqueles que não perdem uma oportunidade para apelar aos valores.
É este pragmatismo medíocre e exibicionista, sempre respeitador e venerando em relação aos mais fortes e poderosos, que caracteriza uma parte do discurso político, em Portugal. Na hora da verdade, fazem-se as contas, obtém-se um saldo entre os prejuízos e os benefícios e, com um grande sorriso, se for preciso, defende-se o indefensável: até a eficácia da mentira.
Os que celebram o novo Iraque escondem o preço desta liberdade, conseguida à custa da ocupação e das armas. A vida do povo iraquiano não se resume a um dia, a uma montra protegida por um gigantesco exército, durante 24 horas. O futuro do Iraque é muito mais. É a divisão interna, o fundamentalismo religioso e o reforço das redes terroristas que continuam a dominar o país. Não há mentira nem vitória política que consiga esconder a verdade, a actual realidade do povo iraquiano.
É este pragmatismo medíocre e exibicionista, sempre respeitador e venerando em relação aos mais fortes e poderosos, que caracteriza uma parte do discurso político, em Portugal. Na hora da verdade, fazem-se as contas, obtém-se um saldo entre os prejuízos e os benefícios e, com um grande sorriso, se for preciso, defende-se o indefensável: até a eficácia da mentira.
Os que celebram o novo Iraque escondem o preço desta liberdade, conseguida à custa da ocupação e das armas. A vida do povo iraquiano não se resume a um dia, a uma montra protegida por um gigantesco exército, durante 24 horas. O futuro do Iraque é muito mais. É a divisão interna, o fundamentalismo religioso e o reforço das redes terroristas que continuam a dominar o país. Não há mentira nem vitória política que consiga esconder a verdade, a actual realidade do povo iraquiano.
domingo, janeiro 30
60 Minutos
O programa da CBS NEWS, que a SIC Notícias passa em Portugal, pela mão de Mário Crespo, é um regalo para todos os que acreditam num jornalismo de qualidade e de investigação, que não se confunde com uma deriva pidesca.
sábado, janeiro 29
Está a mexer
A venda da Lusomundo continua a agitar os meios empresariais portugueses. Hoje, o Expresso dá a notícia do interesse de Luís Delgado, actual administrador-delegado, que é apresentado aos portugueses como o líder de um MBO.
O apetite desenfreado por uma fatia importante da comunicação social começa a ter contornos surrealistas, sobretudo em pleno período de campanha eleitoral. E revela, afinal, que o sector está de boa saúde.
Para além das questões da concentração, que estão definidas na Lei, felizmente, a venda da Lusomundo vai ser decisiva para avaliar se é possível levar a cabo uma operação financeira com transparência, ao contrário do que aconteceu, em diversos casos, durante os consulados de Cavaco, Guterres, Durão, Santana e Portas.
O apetite desenfreado por uma fatia importante da comunicação social começa a ter contornos surrealistas, sobretudo em pleno período de campanha eleitoral. E revela, afinal, que o sector está de boa saúde.
Para além das questões da concentração, que estão definidas na Lei, felizmente, a venda da Lusomundo vai ser decisiva para avaliar se é possível levar a cabo uma operação financeira com transparência, ao contrário do que aconteceu, em diversos casos, durante os consulados de Cavaco, Guterres, Durão, Santana e Portas.
sexta-feira, janeiro 28
Legislativas 2005 - Os cromos (20)


Sobe e Desce
O melhor instantâneo
Ninguém está a salvo
Luís Delgadoooooooo
A seguir
A lógica da batata
O chachachá dos anos 50
Para esquecer
A tese do bom-senso
Ninguém está a salvo
Luís Delgadoooooooo
A seguir
A lógica da batata
O chachachá dos anos 50
Para esquecer
A tese do bom-senso
Legislativas 2005 - Os cromos (19)
Legislativas 2005 - Os cromos (18)
A parada não pára de subir. Depois do voto útil, do CDS-PP, chegou a vez do voto a dobrar, do PCP.
Uma oportunidade perdida
Santana Lopes subiu o tom da ameça, ainda antes do início formal da campanha eleitoral.O primeiro-minstro está acossado, cada vez mais isolado, e está a reagir como um animal ferido, face a uma campanha eleitoral que se vislumbra adversa e difícil.
Na mira do líder do PPD-PSD estão as empresas de sondagens. Primeiro usou-as, quando lhe deu jeito. Agora, num tom inusitado, que fere a credibilidade do discurso, Santana Lopes brandiu processos judicias q.b. se os resultados eleitorais fossem diferentes dos publicitados pelas diversas sondagens. Independentemente do tom infeliz, que merece uma tolerância excepcional, pelas razões já aduzidas, melhor faria o candidato a primeiro-ministro de Portugal se dedicasse um capítulo - ou até uma única palavra - do seu programa político às sondagens, em Portugal.
De facto, a actual situação tem de acabar. É urgente criar uma instituição, que funcione, e que verifique, com rigor, o funcionamento das empresas de sondagens, sejam elas quais forem, privadas ou dependentes de instituições universitárias.
Santana Lopes perdeu uma grande oportunidade para passar uma mensagem serena, em abono de mais trasnparência no funcionamento da Democracia.
Na mira do líder do PPD-PSD estão as empresas de sondagens. Primeiro usou-as, quando lhe deu jeito. Agora, num tom inusitado, que fere a credibilidade do discurso, Santana Lopes brandiu processos judicias q.b. se os resultados eleitorais fossem diferentes dos publicitados pelas diversas sondagens. Independentemente do tom infeliz, que merece uma tolerância excepcional, pelas razões já aduzidas, melhor faria o candidato a primeiro-ministro de Portugal se dedicasse um capítulo - ou até uma única palavra - do seu programa político às sondagens, em Portugal.
De facto, a actual situação tem de acabar. É urgente criar uma instituição, que funcione, e que verifique, com rigor, o funcionamento das empresas de sondagens, sejam elas quais forem, privadas ou dependentes de instituições universitárias.
Santana Lopes perdeu uma grande oportunidade para passar uma mensagem serena, em abono de mais trasnparência no funcionamento da Democracia.
No seu melhor
Vicente Jorge Silva, Aqui, faz uma radiografia dos movimentos partidários em prol da recuperação do Bloco Central
A desmistificação essencial
Luís Nobre Guedes, num tom cada vez mais comum a uma velha geração de políticos, que pretende passar por uma nova geração chegada ao universo do poder, tem direito a uma resposta exemplar de Eduardo Dâmaso, Aqui
A fotografia do voto
quinta-feira, janeiro 27
Mais uma história de pressões
O jornalista Alfredo Barbosa apontou o dedo ao presidente da Câmara do Porto [Rui Rio] e ao seu chefe de gabinete [Manuel Teixeira ], por exercerem pressões sobre o administrador da Rádio Festival [Luís Montez] com vista ao seu despedimento. A versão do jornalista é contrariada pelos visados, mas Rui Rio surge, mais uma vez, como um dos protagonistas de uma história triste que envolve a comunicação social.
Dois ministros, duas posições
Álvaro Barreto e Luís Nobre Guedes, dois ministros do governo de gestão, têm entendimentos diferentes sobre o alcance dos seus poderes ministeriais.
Álvaro Barreto entendeu, e muito bem, que uma decisão sobre o futuro do sector energético português devia ser tomada pelo próximo governo, legitimado pelas eleições de 20 de Fevereiro.
Por sua vez, Luís Nobre Guedes, e muito mal, decidiu avançar, em conferência de imprensa, que Portugal não vai ter co-incineração.
É curioso, para não dizer mais, atestar a diferença de entendimentos de ambos os ministros em relação aos poderes de um governo de gestão.
Pedro Santana Lopes deve uma explicação ao país, como primeiro-ministro. Afinal, em período de campanha eleitoral, é preciso e urgente saber o que se está a passar no seio do Governo?
Álvaro Barreto entendeu, e muito bem, que uma decisão sobre o futuro do sector energético português devia ser tomada pelo próximo governo, legitimado pelas eleições de 20 de Fevereiro.
Por sua vez, Luís Nobre Guedes, e muito mal, decidiu avançar, em conferência de imprensa, que Portugal não vai ter co-incineração.
É curioso, para não dizer mais, atestar a diferença de entendimentos de ambos os ministros em relação aos poderes de um governo de gestão.
Pedro Santana Lopes deve uma explicação ao país, como primeiro-ministro. Afinal, em período de campanha eleitoral, é preciso e urgente saber o que se está a passar no seio do Governo?
Legislativas 2005 - Os cromos (17)
líder do PND desafiou o CDS-PP a esclarecer se está ou não disposto a viabilizar propostas legislativas e orçamentais de um eventual governo minoritário do PS. Legislativas 2005 - Os cromos (16)
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Um batimento irresistível