O melhor instantâneo
Um post Independente
A seguir
O silêncio na China
Para esquecer
Tese da carochinha
sexta-feira, janeiro 14
Legislativas 2005 - Os cromos (2)
relato do pequeno-almoço de José Sócrates com alguns jornalistas, escolhidos pelo PS, que se realizou no Hotel Altis, hoje, é hilariante. Não perca Aqui
A abstenção
8,84 milhões de eleitores recenseados podem votar a 20 de Fevereiro de 2005. Resta saber quantos vão optar pela abstenção, a verdadeira incógnita das próximas eleições legislativas.
Uma espécie de auto-estrada
O princípio do pagador-utilizador é uma figura de estilo na auto-estrada que liga Lisboa a Cascais. De facto, os automobilistas pagam as portagens, mas há grandes troços que não têm nada de auto-estrada. Muito pelo contrário. São pedaços de estradas perigosos, muito perigosos, apesar de sinalizados.
A concessionária Brisa tem razões para estar satisfeita. O investimento que está a realizar no alargamento da A5 está a ser financiado pelos próprios automobilistas, pois continua a cobrar o mesmo preço por uma espécie de auto-estrada cheia de obras, desvios, sinais de perigo, obras e limitação de velocidade.
A concessionária Brisa tem razões para estar satisfeita. O investimento que está a realizar no alargamento da A5 está a ser financiado pelos próprios automobilistas, pois continua a cobrar o mesmo preço por uma espécie de auto-estrada cheia de obras, desvios, sinais de perigo, obras e limitação de velocidade.
quinta-feira, janeiro 13
Legislativas 2005 - Os cromos (1)
E o próximo é...
A RTP e António Barreto celebraram contrato para produção de documentário sobre as principais mudanças verificadas na sociedade portuguesa ao longo dos últimos 40 anos.
Será que o próximo contrato é com Marcelo Rebelo de Sousa?
Será que o próximo contrato é com Marcelo Rebelo de Sousa?
Por uma cultura de transparência
O país começa a compreender, lentamente, que as megalomanias têm custos incalculáveis a longo prazo. Sobretudo, se as reformas estruturantes - educação, função pública, justiça e saúde - são atiradas para as calendas.
Os portugueses estão a despertar para uma nova realidade, depois de terem vivido o óasis cavaquista, a euforia guterrista e a tanga barrosista.
Não é por acaso que, agora, os líderes partidários não prometem mundos e fundos. O que está a dar é prometer sacrifícios, quanto mais dolorosos melhor. A vida política bateu de tal maneira no fundo que a propaganda positiva está a ser substituída pela propaganda depressiva. Basta dar uma espreitadela rápida pelos meios de comunicação social para perceber que a criatividade do marketing político não tem limites. Como se fosse possivel exigir aos portugueses, em três ou quatro anos, o que não lhes foi pedido nas duas últimas décadas.
A campanha já não se faz com os slogans de mais paz, pão, habitação, saúde e educação. A quimera é outra: a recuperação do atraso em relação aos países da União Europeia, com base numa espécie de receita tipo pudim instantâneo.
O paradoxo está à vista. Antigamente, os portugueses eram bombardeados com as promessas douradas para se convencerem que faziam parte do clube dos ricos. Agora, chegou a vez de os massacrar com as promessas negras para os iludir que ainda é possível alcançar, ali, mesmo ao virar da esquina, os países mais desenvolvidos.
O grande problema é que a credibilidade da mensagem política, aparentemente, já nem lá vai com o estafado sofisma da maioria absoluta (ver o magnífico artigo in A Praia), nem com o truque do apelo patrioteiro. Como sempre aconteceu, por culpa da classe dirigente, que se habituou a ser politicamente inimputável, a retoma económica, em Portugal, está condicionada pelo ciclo de crescimento europeu e mundial, dependendo de outros ventos e marés, independentemente de quem vai ser o vencedor das próximas eleições.
O discurso de verdade é outro, e não pode escamotear a realidade: a resolução da crise das finanças públicas e a terapia necessária para acabar com os estrangulamentos do modelo de desenvolvimento são uma tarefa hercúlea, que não depende apenas de uma geração.
Num país que está cheio de brilhantes tecnocratas e de candidatos ao papel de salvador nacional, o que faz falta é uma cultura de transparência, é a consciencialização colectiva de que somos um país sem recursos, que tem de trabalhar mais e melhor para recuperar o tempo perdido, em suma, é uma mobilização sã e realista, que não se confunde com as fantasias imperiais do passado.
Os portugueses estão a despertar para uma nova realidade, depois de terem vivido o óasis cavaquista, a euforia guterrista e a tanga barrosista.
Não é por acaso que, agora, os líderes partidários não prometem mundos e fundos. O que está a dar é prometer sacrifícios, quanto mais dolorosos melhor. A vida política bateu de tal maneira no fundo que a propaganda positiva está a ser substituída pela propaganda depressiva. Basta dar uma espreitadela rápida pelos meios de comunicação social para perceber que a criatividade do marketing político não tem limites. Como se fosse possivel exigir aos portugueses, em três ou quatro anos, o que não lhes foi pedido nas duas últimas décadas.
A campanha já não se faz com os slogans de mais paz, pão, habitação, saúde e educação. A quimera é outra: a recuperação do atraso em relação aos países da União Europeia, com base numa espécie de receita tipo pudim instantâneo.
O paradoxo está à vista. Antigamente, os portugueses eram bombardeados com as promessas douradas para se convencerem que faziam parte do clube dos ricos. Agora, chegou a vez de os massacrar com as promessas negras para os iludir que ainda é possível alcançar, ali, mesmo ao virar da esquina, os países mais desenvolvidos.
O grande problema é que a credibilidade da mensagem política, aparentemente, já nem lá vai com o estafado sofisma da maioria absoluta (ver o magnífico artigo in A Praia), nem com o truque do apelo patrioteiro. Como sempre aconteceu, por culpa da classe dirigente, que se habituou a ser politicamente inimputável, a retoma económica, em Portugal, está condicionada pelo ciclo de crescimento europeu e mundial, dependendo de outros ventos e marés, independentemente de quem vai ser o vencedor das próximas eleições.
O discurso de verdade é outro, e não pode escamotear a realidade: a resolução da crise das finanças públicas e a terapia necessária para acabar com os estrangulamentos do modelo de desenvolvimento são uma tarefa hercúlea, que não depende apenas de uma geração.
Num país que está cheio de brilhantes tecnocratas e de candidatos ao papel de salvador nacional, o que faz falta é uma cultura de transparência, é a consciencialização colectiva de que somos um país sem recursos, que tem de trabalhar mais e melhor para recuperar o tempo perdido, em suma, é uma mobilização sã e realista, que não se confunde com as fantasias imperiais do passado.
quarta-feira, janeiro 12
terça-feira, janeiro 11
Um caso de Justiça
Não é surpresa, mas vale a pena recordar mais esta pérola, Aqui, que caracteriza o ponto a que a Justiça portuguesa chegou.
Já não há pachorra
A viagem de Morais Sarmento, a São Tomé e Príncipe, já fez correr rios de tinta, justificadamente. Todavia, a histeria em volta da viagem do ministro começa a ser demais, pois só serve para distrair o país das questões fundamentais. Chegado a Lisboa, hoje, Morais Sarmento decidiu realizar uma conferência de imprensa-relâmpago, pelas 22.30. O ministro de Estado, da Presidência e dos Assuntos Parlamentares entendeu convidar os jornalistas para lhes dizer que colocou o lugar à disposição do primeiro-ministro, e que este lhe renovou a confiança.
É demais! Já chega de fait divers!
É demais! Já chega de fait divers!
Sobe e Desce
O melhor instantâneo
A comparação das sondagens
A seguir
Para mais tarde recordar
Para esquecer
Mais um desmentido
A comparação das sondagens
A seguir
Para mais tarde recordar
Para esquecer
Mais um desmentido
Mais um caso
Mais uma vez, começa a ser demasiado repetitivo, a administração de um órgão de comunicação social é acusada de fazer pressão e censura sobre um jornalista. A notícia é publicada Aqui. A ser verdade, e a confirmar-se a notícia, na íntegra, estamos perante mais um escândalo, que não deve nem pode ser desvalorizado. Alfredo Barroso, que não conheço, pessoalmente, merece tanta consideração e respeito como um qualquer militante partidário, convertido em comentador político.
domingo, janeiro 9
Sobe e Desce
O melhor instantâneo
Quem despede assim não é de borlas
A seguir
Em campanha
Para esquecer
As cartas do César
Quem despede assim não é de borlas
A seguir
Em campanha
Para esquecer
As cartas do César
sábado, janeiro 8
Manobras no JN
Após uma consulta do GF, fiquei a saber que o Conselho de Redacção do JN vetou o nome de José Leite Pereira para director do JN, um dos diários mais importantes do país. Aliás, a notícia é publicada na edição de hoje do jornal Público.
Para qualquer jornalista, o CR de um órgão de comunicação social é uma instituição fundamental, que não pode estar à mercê de intrigas palacianas e de manobras políticas de última hora. Neste caso, é de sublinhar que a redacção do matutino, com sede no Porto, de imediato, lançou um abaixo-assinado que 'humilha' o CR do JN, já que defende a escolha da administração do grupo Lusomundo.
O presidente do Conselho de Redacção do JN, Alfredo Maia, que acumula este lugar com a direcção do Sindicato de Jornalistas, tem responsabilidades acrescidas. Por isso, tem de perceber o significado da reacção dos jornalistas do JN, ou seja, deve demitir-se e convocar eleições.
Para qualquer jornalista, o CR de um órgão de comunicação social é uma instituição fundamental, que não pode estar à mercê de intrigas palacianas e de manobras políticas de última hora. Neste caso, é de sublinhar que a redacção do matutino, com sede no Porto, de imediato, lançou um abaixo-assinado que 'humilha' o CR do JN, já que defende a escolha da administração do grupo Lusomundo.
O presidente do Conselho de Redacção do JN, Alfredo Maia, que acumula este lugar com a direcção do Sindicato de Jornalistas, tem responsabilidades acrescidas. Por isso, tem de perceber o significado da reacção dos jornalistas do JN, ou seja, deve demitir-se e convocar eleições.
sexta-feira, janeiro 7
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Um batimento irresistível