terça-feira, janeiro 11

Mais um caso

Mais uma vez, começa a ser demasiado repetitivo, a administração de um órgão de comunicação social é acusada de fazer pressão e censura sobre um jornalista. A notícia é publicada Aqui. A ser verdade, e a confirmar-se a notícia, na íntegra, estamos perante mais um escândalo, que não deve nem pode ser desvalorizado. Alfredo Barroso, que não conheço, pessoalmente, merece tanta consideração e respeito como um qualquer militante partidário, convertido em comentador político.

sábado, janeiro 8

Manobras no JN

Após uma consulta do GF, fiquei a saber que o Conselho de Redacção do JN vetou o nome de José Leite Pereira para director do JN, um dos diários mais importantes do país. Aliás, a notícia é publicada na edição de hoje do jornal Público.
Para qualquer jornalista, o CR de um órgão de comunicação social é uma instituição fundamental, que não pode estar à mercê de intrigas palacianas e de manobras políticas de última hora. Neste caso, é de sublinhar que a redacção do matutino, com sede no Porto, de imediato, lançou um abaixo-assinado que 'humilha' o CR do JN, já que defende a escolha da administração do grupo Lusomundo.
O presidente do Conselho de Redacção do JN, Alfredo Maia, que acumula este lugar com a direcção do Sindicato de Jornalistas, tem responsabilidades acrescidas. Por isso, tem de perceber o significado da reacção dos jornalistas do JN, ou seja, deve demitir-se e convocar eleições.

sexta-feira, janeiro 7

A imagem da propaganda (9)



A imagem da propaganda (8)



A imagem da propaganda (7)


A imagem da propaganda (6)




Sobe e Desce

O melhor instantâneo
Os cromos de 2005
A seguir
O marketing presidencial
Para esquecer
Citação com cheiro a mofo

Parabéns

O Expresso da Meia-Noite faz quatro anos.
Hoje, o convidado é Jorge Sampaio.
A não perder, às 23 horas, na SIC Notícias, um debate moderado por Nicolau Santos e Ricardo Costa.


A imagem da propaganda (5)




Ar puro


O espaço da comunicação social, que ganha uma crescente importância em períodos eleitorais, é repartido na sua esmagadora maioria pelos cinco partidos com assento parlamentar - PPD-PSD, PS, CDS-PP, CDU e BE. A representatividade eleitoral tem sido o factor determinante, o que tem contribuído para que os pequenos partidos sejam olimpicamente ignorados.
Há argumentos contra e a favor. De facto, a multiplicação de partidos, alguns deles bem esdrúxulos, é um argumento sólido dos que defendem o actual status quo. Todavia, a divisão do 'bolo' pelos grandes, tal como na economia e na política, cria uma situação, respectivamente, de oligopólio e de oligarquia, disvirtuando a concorrência. O inconveniente mais grave, porém, é o afunilamento do discurso político.
É preciso abrir a janela a outras mensagens, a outros políticos, a novas ideias e programas. Antes do início da campanha eleitoral, para as eleições legislativas antecipadas, vale a pena reflectir sobre a questão. Não basta andar a pulular sobre a incapacidade de renovação dos partidos políticos e sobre o esgotamento das doutrinas.

A imagem da propaganda (4)




A imagem da propaganda (3)




A imagem da propaganda (2)




A imagem da propaganda (1)



quarta-feira, janeiro 5

Sobe e Desce

O melhor instantâneo
As obras do regime
A seguir
Santas palavras
Para esquecer
Recusa literária

Um modelo de desenvolvimento

João Oliveira Rendeiro, presidente do Banco Privado Português, num excelente artigo de opinião, Aqui, realiza uma análise sobre o impasse português e aponta alternativas para sair da actual situação de bloqueio.
Apesar de não partilhar da sua opinião, sobre a necessidade de um Pacto de Regime, João Rendeiro deixa pistas interessantes que deveriam, estas sim, com o apoio do Estado, se necessidade houvesse, serem amplamente divulgadas porque, com toda a certeza, abririam as portas da reflexão aos milhões de votantes que vão ser chamados a eleger a próxima Assembleia da República, em 20 de Fevereiro.
Todavia, até na melhor opinião cai a nódoa. A necessidade de definir metas, que mereçam amplos consensos, de forma a garantir um modelo sustentado de desenvolvimento, esbarra numa das passagens do artigo intitulado «Crónica de uma sociedade bloqueada»:
«A 'Revolução Thatcheriana' alterou radicalmente os dados da equação lançando os fundamentos da economia europeia, possivelmente, de maior êxito na actualidade. Os fundamentos lançados por Margareth Thatcher são hoje desenvolvidos por Brown e Blair num registo do Labour adaptado ao tempo de hoje. Ficou claro que, o que está em causa, são lideranças de políticas mais do que lideranças de partidos. (...) Para não falar dos 'Tigres Asiáticos', como Singapura (onde em 30 anos o PIB per capita passou dos USD 1000 para USD 30000), inúmeros outros exemplos mostram como é possível sair da completa bancarrota do sistema financeiro (como na Suécia), do milenar atraso (como na Irlanda) ou recuperar a grandeza histórica perdida «a la anglaise» (como no notável caso da Espanha).»
Ao ler esta passagem compreendo por que motivo João Rendeiro defende um Pacto de Regime para Portugal. Só não percebo por que razão mistura realidades completamente diferentes e ignora os efeitos sociais da 'Revolução Thatcheriana' e do 'milagre dos Tigres Asiáticos'. Aliás, o estudo da evolução da situação económica e social daqueles países devia merecer uma grande atenção - quiçá, um novo artigo de opinião de João Rendeiro -, de forma a evitar a repetição de erros clamorosos, tipicamente economicistas, que representam um custo elevado a longo prazo.


O jogo da glória


Cavaco Silva consegue ser frio, calculista e brilhante.
No momento certo, o ex-primeiro-ministro deu um tiro certeiro na maioria que está no poder. Ao mandar retirar a sua fotografia de um cartaz de propaganda eleitoral, Cavaco Silva deu mais um passo de gigante para reforçar a sua candidatura a Belém. De uma só vez, sem se dar ao trabalho de aparecer, conseguiu dar cabo do que restava das esperanças de Santana Lopes e de Paulo Portas. É o regresso do político, que sempre gostou de alimentar uma imagem de outsider, ao seu melhor nível. Resta saber qual vai ser a factura que vai ter que pagar, a curto ou a médio prazo, por esta atitude politicamente assassina.

Este PS não tem emenda

Uma pequena notícia Aqui é reveladora do actual estado das bases partidárias.

terça-feira, janeiro 4

Sobe e Desce

O melhor instantâneo
Mais um caso de criatividade
A seguir
Os amigos do peito
Para esquecer
Invejas desportivas

Já lá vão três

O novo estilo do PS tem destas coincidências. Num curto espaço de tempo, três primeiras páginas da imprensa de referência mereceram desmentidos da parte da direcção do PS. Os casos mais notórios são: aliança com o Bloco de Esquerda; a co-incineração; e o aumento do IVA. Nos três casos há sempre uma coisa em comum: o desmentido no dia seguinte.

Responsabilidades

A RTP está a dar a notícia do risco de Liedson sair. A confirmar-se esta transferência, a direcção do Sporting tem de assumir as consequências de mais este 'acto de gestão' inacreditável.

Ponto da situação

Para os que duvidam, com razão, da maioria absoluta do PS, Aqui está uma análise serena e fria sobre os resultados possíveis nas próximas eleições legislativas.

sexta-feira, dezembro 31

Blog's 2004

O melhor
Portugal dos Pequeninos

O polémico
Glória Fácil

A memória
Tomar Partido

A revelação
Mau Tempo no Canil

A confirmação
Bloguitica

quinta-feira, dezembro 30

As grandes cabeças (5)

Uma prova de resistência.
O novo secretário-geral do PCP tem pela frente dias difícieis. É verdade que tem um trunfo importante: a capacidade de dar uns passos de dança. A limpeza de militantes menos ortodoxos nas listas acabou por não se concretizar, o que permite conceder o benefício da dúvida a Jerónimo de Sousa.

As grandes cabeças (4)

O momento da verdade.
Francisco Louça está à beira de enfrentar a sua prova de fogo. Depois de ter alcançado a eleição de três deputados, em 2002, com Fernando Rosas a falhar a eleição por uma unha negra, em Setúbal, o Bloco de Esquerda tem de convencer os seus eleitores que não vai ser uma muleta do PS. E mais. Que não está disponível para entrar na dança de cadeiras do poder.

As grandes cabeças (3)

Uma dúvida fatal.
Paulo Portas ainda não anunciou as listas do CDS-PP. Todos garantem que o líder do CDS-PP vai concorrer por Viana do Castelo, mas ainda não há confirmação oficial. De facto, seria interessante assistir a uma campanha de Portas num terreno em que o CDS-PP não tem a eleição garantida. Apesar dos milhões e milhões de euros que a Defesa enviou para os estaleiros locais.

As grandes cabeças (2)

Um filme surrealista no Minho e no nordeste transmontano.
Luís Filipe Meneses, em Braga, e Duarte Lima, em Bragança, já mereceram a respectiva contestação local. O ainda presidente da Câmara de Vila Nova de gaia já prometeu que vai ser o imperador das feiras. Vá lá, podia dar para pior. O ex-líder da bancada parlamentar do PSD, em pleno consulado cavaquista, é que ainda não revelou o que vai fazer, mas teme-se o pior: uma mão cheia de concertos nas igrejas locais.

As grandes cabeças (1)

Vai ser lindo!
Matilde Sousa Franco é uma das estrelas da próxima campanha eleitoral. A cabeça de lista pelo PS, em Coimbra, não é de modas. Nem vai ser fácil controlá-la. O aparelho partidário, sempre solícito e disponível em garantir que não há desvios em relação à linha oficial, vai ter trabalho reforçado.

terça-feira, dezembro 28

O valor da rede

O desastre natural que fustigou o sudeste asiático revelou, mais uma vez, a importância da Internet. Um mail, um site e um blog podem fazer toda a diferença, para quem foi apanhado pela fúria da natureza ou para quem desespera por notícias de um amigo ou de um familiar perdido no outro lado do mundo. A criação de uma base de dados com os nomes dos desaparecidos já não é uma tarefa exclusiva das autoridades. Hoje, cada um, pode contribuir, com um pequeno gesto que demora um segundo, alertando para o recenseamento de alguém que ainda não deu sinal de vida, 48 horas depois da tragédia, facilitando a possibilidade da sua localização e identificação.

Apesar do período de férias, que tem reduzido a blogosfera portuguesa aos serviços mínimos, são vários os contributos:
Cibertúlia - Campanha de solidariedade
Fumaças - Apelo da Cruz Vermelha
Janela Para O Rio - Cruz Vermelha Internacional
Portugal dos Pequeninos - A reflexão oportuna
Último Reduto - As queixas dos portugueses
Amor e Ócio - Para ouvir
Sobre o Tempo que Passa - Não basta um minuto de silêncio
O Observador - Tudo sobre Tsunamis
Enresinados - Sobre o fim
João Tilly - A escala de Richter
Avatares de um desejo - Da inutilidade das palavras
Blogue de Esquerda - As imagens dos diários
O Acidental - Página oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros português
Troll Urbano - Um exemplo

quinta-feira, dezembro 23

E ninguém trava isto?

A solução para conter o défice, aparentemente, está encontrada. Bagão Félix, às 17, foi à Caixa, neste caso um dos maiores bancos europeus. Vítor Martins, presidente da CGD, obviamente, bateu com a porta.

A não perder

Há artigos de opinião que merecem ser lidos com atenção. É o caso da reflexão assinada por Rui Valada Aqui

Um negócio mágico

A notícia do dia está Aqui

Basta!

O país está mergulhado numa espécie de jogo-do-vale-tudo. A pouca vergonha não tem limites:
1º - O Governo publicita uma cartilha duvidosa sobre o Orçamento, nalguns jornais diários, em segredo. Será que escolheram os 'amigos'?
2º - A meio da tarde, de ontem, Morais Sarmento, o ministro que queria implementar a Central de Informações, admite que o suplemento custou 100 mil euros;
3º - O porta-voz do PS, um jovem politicamente desconhecido, que se chama Pedro Silva Pereira, vem clamar contra o despesismo, tendo a suprema lata de associar a derrapagem do défice à despesa da publicitação do suplemento sobre o Orçamento;
4º - O Tribunal de Contas, de acordo com a análise da Conta Geral do Estado, de 2003, admite a possibilidade de o défice de 2,8%, da responsabilidade de Manuela Ferreira Leite, ser falso;
5 º - Uma conferência de imprensa do ministro do Ambiente, Luís Nobre Guedes, é cancelada à última da hora, por ordem do gabinete do Primeiro-Ministro;
6º - Hoje, Santana Lopes reafirma a confiança em Luís Nobre Guedes, depois de um ultimato de um dos ministros mais influentes do CDS-PP;
7º - Morais Sarmento, depois do Conselho de Ministros, de hoje, remete para uma conferência de imprensa, às 17, no Ministério das Finanças, toda a verdade sobre a solução para conter o défice nos 3%.
Em suma, as últimas 24 horas são reveladoras do estado a que chegou o país. O clima não é de instabilidade, é de total bandalheira. Não há favorecidos nem prejudicados. Há um país que parece um atoleiro.

quarta-feira, dezembro 22

Análise à Conta Geral do Estado
O Tribunal de Contas admite que o valor do défice público de 2003, de 2,8%, pode ser falso. O órgão liderado por Alfredo José de Sousa considera que «persistem [nas contas públicas] práticas de desorçamentação, deficiências no sistema de apuramento das receitas e despesas públicas, desconformidade do registo de algumas operações com os princípios contabilísticos vigentes e inclusão de valores considerados não definitivos».

Um suplemento à lupa

A reacção ao suplemento publicado na imprensa diária está a animar a blogosfera Aqui e Aqui e Aqui e Aqui e Aqui e Aqui e Aqui e Aqui e Aqui e Aqui e Aqui e Aqui

Sobe e Desce da Blogosfera

O melhor instantâneo
De boca aberta
A seguir
O valente de Castelo Branco
Para esquecer
É preciso ter lata (1)
É preciso ter lata (2)

É obra

Uma campanha publicitária para explicar um Orçamento que foi aprovado depois de o Presidente ter decidido dissolver a Assembleia da República.

terça-feira, dezembro 21

...meia confusão basta

A ministra da Cultura, Maria João Bustorff, veio a terreiro, garantir que o Governo vai assumir o passivo total da Casa da Música, no Porto. Afinal, tudo não passou de um mal-entendido.
Nem demitido, por indecente e má figura, o Governo acaba com as trapalhadas.

Para bom entendedor...


Ainda antes da campanha eleitoral começar, está dado o primeiro sinal de confronto entre o PSD e o CDS: a Casa da Música
Rui Rio, presidente da Câmara do Porto e vice-presidente do PSD, acusa o Governo de romper um compromisso político que previa que o Estado assumisse o passivo total da Casa da Música, SA. Bagão Félix, ministro das Finanças, indicado pelo CDS, agora, só está disponível para assumir uma determinada parte do passivo.

Sobe e Desce da Blogosfera

O melhor instantâneo
A frase do ano
Agonia
A seguir
Um político com azar
Para esquecer
Uma piada política

Última hora - exclusivo

O país aguarda, ansiosamente, por um artigo de opinião de Cavaco Silva para explicar o negócio chumbado por Bruxelas.

Cair na real

O clima de festa, o despesismo irresponsável e o síndrome Guiness representam uma factura que a maior parte dos portugueses desconhecia.
Como refere o JF, no seu artigo
Os Maiores, há qualquer coisa que não bate certo.

Já chega

A questão do tratamento dos resíduos já começa a cheirar mal.
Definitivamente, em relação à melhor opção, o debate tem sido feito nos últimos quatro anos.
Chegou a vez de passar à acção, adoptando medidas concretas, para salvaguardar o ambiente.
O próximo Governo, e não este, que está em gestão, deve avançar com uma solução definitiva.
Os portugueses sabem que se votarem no PS optam pela co-incineração, se votarem no PSD e no CDS optam pelos Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos Perigosos.

Um pedido ao Pai Natal

Só faltam 740 milhões de euros para cumprir a meta do défice.

A situação é real




Contas públicas



Os novelos


Começam a ser demais as pontas soltas que o XVII Governo constitucional vai herdar.


segunda-feira, dezembro 20

Corrida às receitas extraordinárias

Bruxelas chumbou a criatividade de Bagão Félix, a grande montra do profissionalismo do CDS-PP. Afinal, o Orçamento do Governo e do Presidente, aprovado por uma Assembleia sem legitimidade política, não é assim tão bom.Não há nada que não aconteça a este Governo.

Um lugar exclusivo

O JPH deu uma prenda ao FTA.
Enfim, tem piada, é imaginativo, e, afinal, sempre é uma LOJA, obviamente em ponto GRANDE.

Co-incineração

É um dos temas da actualidade, com debate garantido Aqui e Aqui e Aqui e Aqui e Aqui e Aqui e Aqui e Aqui e Aqui

Há muito tempo que não demito alguém

O Presidente da República, Jorge Sampaio, chamou Santana Lopes e Bagão Félix a Belém, segundo a Sic Notícias. Será que é por causa do bacalhau que seguiu para a Bósnia?

Sobe e desce da Blogosfera

O melhor instantâneo
O outdoor de Santana
A seguir
Assis, mas nem tanto
Para esquecer
O professor-salvador

Ceia com todos

Paulo Portas não esquece os militares que se encontram em missão no estrangeiro. O contingente português na Bósnia, do 2º Batalhão de Infantaria Mecanizado, que termina o seu mandato em Janeiro, tem direito a uma ceia de Natal vinda de Lisboa, onde se contam cem quilos de bacalhau graúdo e dezenas de garrafas de vinho tinto do Douro.

O circo


Há algo de misterioso e de grandioso no circo.
Habitualmente, no vocabulário do jornalismo político, a palavra circo é associada à falta de palavra, às trapalhadas e aos truques sujos, por exemplo, aos momentos mais esdrúxulos da governação da dupla Santana/Portas. Nunca consegui compreender por que razão se faz esta associação malévola e injusta ao espectáculo mais fascinante do mundo.


sexta-feira, dezembro 17

AH LEÕES

Tudo sobre o Sporting-Feyenoord Aqui e Aqui

Um resultado esmagador

Cerca de 70% dos portugueses acham que o PS vai ganhar, de acordo com uma sondagem divulgada pela SIC/Expresso, da responsabilidade da Eurosondagem. E as intenções de voto não deixam quaisquer dúvidas Aqui. Definitivamente, ainda não estou convencido que vai haver uma banhada eleitoral.

Uma decisão histórica


O acordo entre a União Europeia e a Turquia é histórico. Só para ter uma pequena ideia da importância geoestratégica basta atentar aos limites das novas fronteiras: Síria, Iraque, Irão, Arménia e Georgia.

Pergunta fatal

Será que Paulo Pereira Coelho se vai demitir depois de Daniel Sanches o ter desautorizado? Ou melhor, será que se pode demitir? Ou ainda, será que vai abandonar a secretaria de Estado?

Sobe e desce da Blogosfera

O melhor instantâneo
Um retrato certeiro
Um estudo oportuno
A seguir
Poeiradas
Para esquecer
Disputas culturais

A net está a dar

Quatro em dez famílias portuguesas têm computador e 26 por cento acedem à Internet a partir de casa, segundo o Instituto Nacional de Estatística. Entre 2002 e 2004, há um crescimento médio anual de 25 por cento em relação ao computador (de 27 para 41) e de 33 por cento para a Internet (de 15 para 26).

Jogada

Pinto da Costa mudou.
Muitos anos depois de recusar, sistematicamente, deixar-se envolver na batalha partidária, o presidente do FCP, agora, deixou uma ameaça no ar: Vai enfrentar Rui Rio, presidente da Câmara Municipal do Porto.
É uma decisão legítima, que surge no preciso momento em que Pinto da Costa se defende na Justiça. A breve prazo, será possível compreender se Pinto da Costa optou pela fuga em frente ou pela grande marcha para tomar, democraticamente, o poder.


Datas importantes

Detesto efemérides, mas tenho de admitir que o Jorge Ferreira presta um bom serviço quando recorda determinados acontecimentos Aqui.

A liberdade de expressão

O debate lançado pelo Barnabé, sobre os comentários, merece reflexão.
Apesar de alguns anónimos se servirem dos comentários para despejar a sua cobardia, a internet deve continuar a ser um hino à liberdade de expressão.
O Daniel Oliveira percebeu, e ainda bem, que a abertura de um espaço para os comentários faz parte do espírito e da essência da blogosfera.
Esta atitude não deve ser confundida com tolerância ou passividade.
O terrorismo de opinião é outra coisa, mais complexa, que deve merecer uma resposta firme e organizada. Limpar o lixo é uma tarefa aborrecida, certamente, mas alguém tem de o fazer. Seja na internet ou no dia-a-dia de qualquer sociedade.
O que é inaceitável é responder ao lixo com outro tipo de lixo. É retorquir ao insulto com mais insultos.
Responder a cada comentário anónimo, como se fosse uma opinião verdadeira e legítima, é ceder ao jogo do inimigo, é transformar a blogosfera numa pocilga.
A evolução tecnológica encarregar-se-à de limar estas arestas que, por vezes, conseguem sujar o espaço da blogosfera.
É um preço que se tem de pagar.



quarta-feira, dezembro 15

Uma questão de 'rinocerontes'

Um diálogo na Madeira

Jacinto Serrão (PS): O discurso de duas horas e meia de Alberto João Jardim, proferido na terça- feira, é para adormecer rinocerontes.
Jaime Ramos (PSD): Rinoceronte és tu, que estavas a dormir.
Jacinto Serrão (PS): És um vendedor de sifões de retretes. Hoje, estás milionário como?
Jaime Ramos (PSD): Gatuno!
(O presidente da Assembleia Legislativa da Madeira interrompeu os trabalhos plenários, durante quinze minutos).

Candidatura

Hoje é dia de eleições para o Sindicato dos Jornalistas.
Perante uma lista única, decidi não votar. Não gosto de unanimismos, apesar de reconhecer que uma parte da culpa da actual situação também me pertence. Mas não foi o único motivo. De facto, não me identifico com algumas das posições, ou até omissões, da actual direcção. Fica a promessa, pública, que farei tudo para promover e apresentar uma lista para o Sindicato de Jornalistas, nas próximas eleições.

Sobe e desce da Blogosfera

O melhor instantâneo
Um grito de revolta
A seguir
O próximo debate
Para esquecer
Sonhos encarnados

Assessores e jornalistas

Um debate na blogosfera Aqui e Aqui e Aqui

Muito mais do que uma questão de amizade

O meu amigo João Pedro Henriques, um dos jornalistas talentosos da nossa praça, tem destas coisas, e ainda bem. Apoiar um amigo é nobre, interceder por um colega é normal, mas defender o indefensável não é aceitável.

Respondo ao JPH, revelando que também sou amigo do David, porventura não tanto, que o conheço como jornalista, talvez um pouco pior, e que não concedo que o debate seja condicionado por considerações supérfluas, ainda que legítimas, que não se confundem com a questão de fundo: os assessores e os jornalistas.


Dito isto, vamos ao filet mignon.
No caso vertente, a entrevista ao ministro Morais Sarmento, não tenho dúvidas em afirmar que David Dinis cometeu um erro. Prestou um mau serviço ao jornalismo. A minha apreciação não tem qualquer relação com o teor da entrevista, que, aliás, é reveladora da falta de imaginação do dirigente do PSD, e , eventualmente, do constrangimento do jornalista ao entrevistar um membro do Governo com quem trabalhou.
Mas é desajustado, e muito pobre, invocar a má-fé de terceiros - ainda que justificada -, dos que têm o direito a interpretar, comentar e criticar quem escreve, para defender que um ex-assessor possa entrevistar, quatro meses depois, um membro do governo com quem trabalhou, directa ou indirectamente.
O critério deve ser outro, sobretudo quando os jornalistas, sistematicamente, apontam o dedo aos ministros e altos responsáveis políticos, que ocupam lugares em empresas que tutelaram.
Os jornalistas devem salvaguardar a transparência, evitando tratarem matérias para as quais não têm, ou não sentem, o distanciamento necessário e suficiente. Fazer uma entrevista com um amigo ou com um inimigo é desaconselhável porque o jornalista está, emocionalmente, condicionado; tratar um tema, em que se é parte, é irresponsável e desonesto porque subverte o espírito de independência que deve caracterizar o exercício do jornalismo.
Não me choca que os jornalistas possam estar do outro lado do poder. Aceito que a experiência obtida ao lado do poder pode ser uma mais valia profissional. Vivendo e trabalhando ao lado dos governantes, aprende-se como é governar, simular e mentir. Este conhecimento permite ao jornalista, perante o fenómeno político-mediático, ter um músculo maior para separar o trigo do joio.

A questão ultrapassa a simples apreciação moralista e subjectiva.
Defendo regras claras, que não estejam sujeitas ao arbítrio, aos critérios de oportunidade e de amizade pessoal ou partidária. Sou favorável à separação de carreiras, como acontece, por exemplo, no Brasil.
Tudo o resto é uma questão de consciência. E, como tal, cabe a cada um, em cada momento, fazer a avaliação do que está em causa. Todavia, retirar a possibilidade de outros exercerem o direito de escrutínio sobre os actos dos jornalistas - ainda que representem jogos pessoais ou políticos, em que vale tudo, na maior parte das vezes muito pouco - é indefensável.

terça-feira, dezembro 14

O post e a polémica

Assessores e Jornalistas - a defesa de David Dinis Aqui
Tem direito a resposta, nas próximas horas.

A reviravolta

É uma surpresa para muitos, uma separação esperada para alguns.
Com serenidade, responsabilidade e sentido de oportunidade, Santana Lopes e Paulo Portas revelaram uma parte da estratégia dos dois partidos para as próximas eleições de 20 de Fevereiro de 2005.
Certamente, José Sócrates, Jerónimo de Sousa e Francisco Loução perceberam, agora, que a vitória não está assim tão perto, nem vai ser tão fácil quanto esperavam e desejavam.

As reacções ainda antes

Santana e Portas ainda não começaram a falar e as reacções já se fazem sentir Aqui e Aqui e Aqui e Aqui e Aqui e Aqui

Também às 20.30

O post da semana Aqui.

Campanha pré-eleitoral

Começou a corrida ao grande e vil carcanhol


A mensagem das 20.30



Sobe e desce da Blogosfera

O melhor instantâneo
O relógio da maioria
A seguir
As heranças à lupa
Para esquecer
É mesmo de mau gosto(1)
É mesmo de mau gosto (2)

Não há dois sem três

A realização de um terceiro almoço, entre Santana e Portas, pode representar a confirmação da continuidade da coligação PPD-PSD/CDS-PP.
O sítio mais indicado é, sem dúvida, a Feira Popular, em Entre-Campos.

A notícia do dia

Aqui está a manchete que está a animar a informação.
No próximo mês de Fevereiro, vamos saber quem disse a verdade.

13 dias depois

O país tem uma nova novela: a coligação PPD-PSD/CDS-PP.

segunda-feira, dezembro 13

O relógio do CDS-PP




Sobe e Desce da Blogosfera

O melhor instantâneo
Uma questão de listas
A seguir
Um estado de alma
Para esquecer
Abandono sem hipótese

Está a dar

A venda de património do Estado é um assunto que merece o maior escrutínio, pelo que vale a pena destacar quem o aborda Aqui.
É da máxima importância saber como e a quem se estão a vender dezenas e dezenas de edifícios do Estado.

Uma comparação fatal

Santana Lopes deixou os portugueses perplexos quando comparou o número de governos de Portugal e de Espanha, nos últimos 28 anos: Espanha 4 - Portugal 16.
Aqui está uma estatística que devia fazer reflectir a classe política, nomeadamente os competentes e os incompetentes.

Isto promete

A campanha eleitoral ainda não começou e Portugal já começou a tremer.

Uma sensação desagradável

A crise institucional parece ter chegado ao fim, com a aceitação presidencial do pedido de demissão apresentado por Santana Lopes.
Chegou a hora do balanço, após esta monumental trapalhada, que provocou grandes estragos na credibilidade dos órgãos de soberania e do regime democrático. Fica a estranha sensação de todos terem jogado um jogo, com base em interesse pessoais e partidários, indiferentes às necessidades do país.
Depois de ter empossado Santana Lopes e Paulo Portas, um erro momumental, agora admitido por todos, Jorge Sampaio não se livra da suspeição de ter agido para favorecer o PS.
O Primeiro-Ministro, de um governo de gestão - Ufa! -, sai fragilizado por um conjunto de incidentes, perdendo uma oportunidade de ouro para consolidar a sua credibilidade junto do eleitorado.
Paulo Portas também sai a perder, pois está associado a um período negro da governação. A hesitação em relação ao futuro da coligação é o espelho do embaraço que o desfecho da crise pode representar para o CDS-PP. Não é por acaso que, agora, um minuto para Portas vale mais de 72 horas.
A Assembleia da República vê consolidada a sua imagem de verbo de encher, sendo dissolvida por um Presidente que se revelou indiferente a uma maioria parlamentar.
O resultado é evidente: Portugal vive uma crise de regime, sem precedentes, na pior conjuntura interna de há muitos anos.

O grande momento de Santana

.


sexta-feira, dezembro 10

Uma revelação

Jerónimo de Sousa surpreendeu na primeira entrevista concedida à RTP.
Aqui, um lugar totalmente insuspeito de simpatia com os comunistas, também se deu conta.

O discurso do Presidente


Ficou por explicar, cabalmente, o penoso silêncio, durante uma semana e meia, e a opção por um orçamento em que não confia.
A única nota positiva vai para o facto de ter adoptado uma atitude de humildade democrática.
Este podia ter sido o discurso de Julho passado.
As contradições apontadas ficaram ainda mais sustentadas.





O melhor Berlusconi

O Primeiro-Ministro italiano obteve uma vitória importante. No entanto, recomenda-se uma leitura atenta do resumo da sentença judicial.

Sobe e Desce da Blogosfera

O melhor instantâneo
O Abramovich lusitano
Paradigmático
A seguir
Olh'ó passarinho
Para esquecer
Uma questão de safras

Um dia triste

Manso Preto foi condenado a onze meses de prisão com pena suspensa durante três anos por ter recusado revelar em tribunal as suas fontes enquanto testemunha num processo de tráfico de droga. A decisão da primeira instância, que está dependente de recurso judicial, é muito mais importante do que o caso Marcelo/TVI. Ainda que coberta pela chancela de um Tribunal, a condenação é uma tentativa escandalosa de intimidação sobre todos os que exercem o jornalismo com liberdade e responsabilidade.
Tal como a questão sobre o aborto, o caso Manso Preto também devia merecer um amplo debate, e, sobretudo, a atenção presidencial, quiçá, uma audiência em Belém. Mas o colaborador do Expresso é apenas mais um jornalista. Nem é barão partidário nem faz parte da reserva nacional presidencial.

Sampaio zurzido na blogosfera

A forma como o Presidente geriu a crise tem merecido opiniões muito severas Aqui e Aqui e Aqui e Aqui e Aqui e Aqui e Aqui e Aqui e Aqui e Aqui e Aqui e Aqui e Aqui e Aqui e Aqui e Aqui e Aqui

Pedido ao Pai Natal

O JPH continua a surpreender, com um humor refinado, no Glória Fácil, que corre o risco de passar a ser uma leitura obrigatória do inquilino de Belém.

Dia P

O Presidente da República vai apresentar as razões que o levaram a dissolver a Assembleia da República, provocando a queda do XVI Governo Constitucional.
O Presidente da República pode invocar todos os argumentos formais para justificar o tempo, a forma e o meio da sua intervenção, mas fica o gosto amargo de ter deixado o país a navegar na dúvida durante uma semana.
Jorge Sampaio fala tarde, muito tarde, ignorando as suas altas responsabilidades perante os portugueses. O reforço da transparência na vida democrática não se pode obter com atitudes estratégicas, que só estão ao alcance dos membros do topo da estrutura do Estado.
O que está em causa, hoje, é a credibilidade do próprio regime democrático.
O país não precisa de mais um discurso pedagógico sobre o regime constitucional. Nem tão pouco de palavras paternalistas e iluminadas.
Hoje, os portugueses querem saber tudo o que se passou, antes, durante e depois da crise que levou à dissolução do Parlamento.