O desastre natural que fustigou o sudeste asiático revelou, mais uma vez, a importância da Internet. Um mail, um site e um blog podem fazer toda a diferença, para quem foi apanhado pela fúria da natureza ou para quem desespera por notícias de um amigo ou de um familiar perdido no outro lado do mundo. A criação de uma base de dados com os nomes dos desaparecidos já não é uma tarefa exclusiva das autoridades. Hoje, cada um, pode contribuir, com um pequeno gesto que demora um segundo, alertando para o recenseamento de alguém que ainda não deu sinal de vida, 48 horas depois da tragédia, facilitando a possibilidade da sua localização e identificação.
Apesar do período de férias, que tem reduzido a blogosfera portuguesa aos serviços mínimos, são vários os contributos:
Cibertúlia - Campanha de solidariedade
Fumaças - Apelo da Cruz Vermelha
Janela Para O Rio - Cruz Vermelha Internacional
Portugal dos Pequeninos - A reflexão oportuna
Último Reduto - As queixas dos portugueses
Amor e Ócio - Para ouvir
Sobre o Tempo que Passa - Não basta um minuto de silêncio
O Observador - Tudo sobre Tsunamis
Enresinados - Sobre o fim
João Tilly - A escala de Richter
Avatares de um desejo - Da inutilidade das palavras
Blogue de Esquerda - As imagens dos diários
O Acidental - Página oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros português
Troll Urbano - Um exemplo
terça-feira, dezembro 28
quinta-feira, dezembro 23
E ninguém trava isto?
A solução para conter o défice, aparentemente, está encontrada. Bagão Félix, às 17, foi à Caixa, neste caso um dos maiores bancos europeus. Vítor Martins, presidente da CGD, obviamente, bateu com a porta.
A não perder
Há artigos de opinião que merecem ser lidos com atenção. É o caso da reflexão assinada por Rui Valada Aqui
Basta!
O país está mergulhado numa espécie de jogo-do-vale-tudo. A pouca vergonha não tem limites:
1º - O Governo publicita uma cartilha duvidosa sobre o Orçamento, nalguns jornais diários, em segredo. Será que escolheram os 'amigos'?
2º - A meio da tarde, de ontem, Morais Sarmento, o ministro que queria implementar a Central de Informações, admite que o suplemento custou 100 mil euros;
3º - O porta-voz do PS, um jovem politicamente desconhecido, que se chama Pedro Silva Pereira, vem clamar contra o despesismo, tendo a suprema lata de associar a derrapagem do défice à despesa da publicitação do suplemento sobre o Orçamento;
4º - O Tribunal de Contas, de acordo com a análise da Conta Geral do Estado, de 2003, admite a possibilidade de o défice de 2,8%, da responsabilidade de Manuela Ferreira Leite, ser falso;
5 º - Uma conferência de imprensa do ministro do Ambiente, Luís Nobre Guedes, é cancelada à última da hora, por ordem do gabinete do Primeiro-Ministro;
6º - Hoje, Santana Lopes reafirma a confiança em Luís Nobre Guedes, depois de um ultimato de um dos ministros mais influentes do CDS-PP;
7º - Morais Sarmento, depois do Conselho de Ministros, de hoje, remete para uma conferência de imprensa, às 17, no Ministério das Finanças, toda a verdade sobre a solução para conter o défice nos 3%.
Em suma, as últimas 24 horas são reveladoras do estado a que chegou o país. O clima não é de instabilidade, é de total bandalheira. Não há favorecidos nem prejudicados. Há um país que parece um atoleiro.
1º - O Governo publicita uma cartilha duvidosa sobre o Orçamento, nalguns jornais diários, em segredo. Será que escolheram os 'amigos'?
2º - A meio da tarde, de ontem, Morais Sarmento, o ministro que queria implementar a Central de Informações, admite que o suplemento custou 100 mil euros;
3º - O porta-voz do PS, um jovem politicamente desconhecido, que se chama Pedro Silva Pereira, vem clamar contra o despesismo, tendo a suprema lata de associar a derrapagem do défice à despesa da publicitação do suplemento sobre o Orçamento;
4º - O Tribunal de Contas, de acordo com a análise da Conta Geral do Estado, de 2003, admite a possibilidade de o défice de 2,8%, da responsabilidade de Manuela Ferreira Leite, ser falso;
5 º - Uma conferência de imprensa do ministro do Ambiente, Luís Nobre Guedes, é cancelada à última da hora, por ordem do gabinete do Primeiro-Ministro;
6º - Hoje, Santana Lopes reafirma a confiança em Luís Nobre Guedes, depois de um ultimato de um dos ministros mais influentes do CDS-PP;
7º - Morais Sarmento, depois do Conselho de Ministros, de hoje, remete para uma conferência de imprensa, às 17, no Ministério das Finanças, toda a verdade sobre a solução para conter o défice nos 3%.
Em suma, as últimas 24 horas são reveladoras do estado a que chegou o país. O clima não é de instabilidade, é de total bandalheira. Não há favorecidos nem prejudicados. Há um país que parece um atoleiro.
quarta-feira, dezembro 22
Análise à Conta Geral do Estado
O Tribunal de Contas admite que o valor do défice público de 2003, de 2,8%, pode ser falso. O órgão liderado por Alfredo José de Sousa considera que «persistem [nas contas públicas] práticas de desorçamentação, deficiências no sistema de apuramento das receitas e despesas públicas, desconformidade do registo de algumas operações com os princípios contabilísticos vigentes e inclusão de valores considerados não definitivos».
O Tribunal de Contas admite que o valor do défice público de 2003, de 2,8%, pode ser falso. O órgão liderado por Alfredo José de Sousa considera que «persistem [nas contas públicas] práticas de desorçamentação, deficiências no sistema de apuramento das receitas e despesas públicas, desconformidade do registo de algumas operações com os princípios contabilísticos vigentes e inclusão de valores considerados não definitivos».
Sobe e Desce da Blogosfera
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De boca aberta
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O valente de Castelo Branco
Para esquecer
É preciso ter lata (1)
É preciso ter lata (2)
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É obra
Uma campanha publicitária para explicar um Orçamento que foi aprovado depois de o Presidente ter decidido dissolver a Assembleia da República.
terça-feira, dezembro 21
...meia confusão basta
A ministra da Cultura, Maria João Bustorff, veio a terreiro, garantir que o Governo vai assumir o passivo total da Casa da Música, no Porto. Afinal, tudo não passou de um mal-entendido.
Nem demitido, por indecente e má figura, o Governo acaba com as trapalhadas.
Nem demitido, por indecente e má figura, o Governo acaba com as trapalhadas.
Para bom entendedor...
Ainda antes da campanha eleitoral começar, está dado o primeiro sinal de confronto entre o PSD e o CDS: a Casa da Música
Rui Rio, presidente da Câmara do Porto e vice-presidente do PSD, acusa o Governo de romper um compromisso político que previa que o Estado assumisse o passivo total da Casa da Música, SA. Bagão Félix, ministro das Finanças, indicado pelo CDS, agora, só está disponível para assumir uma determinada parte do passivo.
Sobe e Desce da Blogosfera
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A frase do ano
Agonia
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Um político com azar
Para esquecer
Uma piada política
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Um político com azar
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Última hora - exclusivo
O país aguarda, ansiosamente, por um artigo de opinião de Cavaco Silva para explicar o negócio chumbado por Bruxelas.
Cair na real
O clima de festa, o despesismo irresponsável e o síndrome Guiness representam uma factura que a maior parte dos portugueses desconhecia.
Como refere o JF, no seu artigo Os Maiores, há qualquer coisa que não bate certo.
Como refere o JF, no seu artigo Os Maiores, há qualquer coisa que não bate certo.
Já chega
A questão do tratamento dos resíduos já começa a cheirar mal.
Definitivamente, em relação à melhor opção, o debate tem sido feito nos últimos quatro anos.
Chegou a vez de passar à acção, adoptando medidas concretas, para salvaguardar o ambiente.
O próximo Governo, e não este, que está em gestão, deve avançar com uma solução definitiva.
Os portugueses sabem que se votarem no PS optam pela co-incineração, se votarem no PSD e no CDS optam pelos Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos Perigosos.
Definitivamente, em relação à melhor opção, o debate tem sido feito nos últimos quatro anos.
Chegou a vez de passar à acção, adoptando medidas concretas, para salvaguardar o ambiente.
O próximo Governo, e não este, que está em gestão, deve avançar com uma solução definitiva.
Os portugueses sabem que se votarem no PS optam pela co-incineração, se votarem no PSD e no CDS optam pelos Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos Perigosos.
segunda-feira, dezembro 20
Corrida às receitas extraordinárias
Bruxelas chumbou a criatividade de Bagão Félix, a grande montra do profissionalismo do CDS-PP. Afinal, o Orçamento do Governo e do Presidente, aprovado por uma Assembleia sem legitimidade política, não é assim tão bom.Não há nada que não aconteça a este Governo.
Um lugar exclusivo
Há muito tempo que não demito alguém
O Presidente da República, Jorge Sampaio, chamou Santana Lopes e Bagão Félix a Belém, segundo a Sic Notícias. Será que é por causa do bacalhau que seguiu para a Bósnia?
Sobe e desce da Blogosfera
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O outdoor de Santana
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Assis, mas nem tanto
Para esquecer
O professor-salvador
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O professor-salvador
Ceia com todos
Paulo Portas não esquece os militares que se encontram em missão no estrangeiro. O contingente português na Bósnia, do 2º Batalhão de Infantaria Mecanizado, que termina o seu mandato em Janeiro, tem direito a uma ceia de Natal vinda de Lisboa, onde se contam cem quilos de bacalhau graúdo e dezenas de garrafas de vinho tinto do Douro.
O circo
Há algo de misterioso e de grandioso no circo.
Habitualmente, no vocabulário do jornalismo político, a palavra circo é associada à falta de palavra, às trapalhadas e aos truques sujos, por exemplo, aos momentos mais esdrúxulos da governação da dupla Santana/Portas. Nunca consegui compreender por que razão se faz esta associação malévola e injusta ao espectáculo mais fascinante do mundo.
sexta-feira, dezembro 17
Um resultado esmagador
Cerca de 70% dos portugueses acham que o PS vai ganhar, de acordo com uma sondagem divulgada pela SIC/Expresso, da responsabilidade da Eurosondagem. E as intenções de voto não deixam quaisquer dúvidas Aqui. Definitivamente, ainda não estou convencido que vai haver uma banhada eleitoral.
Uma decisão histórica
Pergunta fatal
Será que Paulo Pereira Coelho se vai demitir depois de Daniel Sanches o ter desautorizado? Ou melhor, será que se pode demitir? Ou ainda, será que vai abandonar a secretaria de Estado?
Sobe e desce da Blogosfera
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Um retrato certeiro
Um estudo oportuno
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Poeiradas
Para esquecer
Disputas culturais
Um retrato certeiro
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Disputas culturais
A net está a dar
Quatro em dez famílias portuguesas têm computador e 26 por cento acedem à Internet a partir de casa, segundo o Instituto Nacional de Estatística. Entre 2002 e 2004, há um crescimento médio anual de 25 por cento em relação ao computador (de 27 para 41) e de 33 por cento para a Internet (de 15 para 26).
Jogada
Pinto da Costa mudou.
Muitos anos depois de recusar, sistematicamente, deixar-se envolver na batalha partidária, o presidente do FCP, agora, deixou uma ameaça no ar: Vai enfrentar Rui Rio, presidente da Câmara Municipal do Porto.
É uma decisão legítima, que surge no preciso momento em que Pinto da Costa se defende na Justiça. A breve prazo, será possível compreender se Pinto da Costa optou pela fuga em frente ou pela grande marcha para tomar, democraticamente, o poder.
Muitos anos depois de recusar, sistematicamente, deixar-se envolver na batalha partidária, o presidente do FCP, agora, deixou uma ameaça no ar: Vai enfrentar Rui Rio, presidente da Câmara Municipal do Porto.
É uma decisão legítima, que surge no preciso momento em que Pinto da Costa se defende na Justiça. A breve prazo, será possível compreender se Pinto da Costa optou pela fuga em frente ou pela grande marcha para tomar, democraticamente, o poder.
Datas importantes
Detesto efemérides, mas tenho de admitir que o Jorge Ferreira presta um bom serviço quando recorda determinados acontecimentos Aqui.
A liberdade de expressão
O debate lançado pelo Barnabé, sobre os comentários, merece reflexão.
Apesar de alguns anónimos se servirem dos comentários para despejar a sua cobardia, a internet deve continuar a ser um hino à liberdade de expressão.
O Daniel Oliveira percebeu, e ainda bem, que a abertura de um espaço para os comentários faz parte do espírito e da essência da blogosfera.
Esta atitude não deve ser confundida com tolerância ou passividade.
O terrorismo de opinião é outra coisa, mais complexa, que deve merecer uma resposta firme e organizada. Limpar o lixo é uma tarefa aborrecida, certamente, mas alguém tem de o fazer. Seja na internet ou no dia-a-dia de qualquer sociedade.
O que é inaceitável é responder ao lixo com outro tipo de lixo. É retorquir ao insulto com mais insultos.
Responder a cada comentário anónimo, como se fosse uma opinião verdadeira e legítima, é ceder ao jogo do inimigo, é transformar a blogosfera numa pocilga.
A evolução tecnológica encarregar-se-à de limar estas arestas que, por vezes, conseguem sujar o espaço da blogosfera.
É um preço que se tem de pagar.
Apesar de alguns anónimos se servirem dos comentários para despejar a sua cobardia, a internet deve continuar a ser um hino à liberdade de expressão.
O Daniel Oliveira percebeu, e ainda bem, que a abertura de um espaço para os comentários faz parte do espírito e da essência da blogosfera.
Esta atitude não deve ser confundida com tolerância ou passividade.
O terrorismo de opinião é outra coisa, mais complexa, que deve merecer uma resposta firme e organizada. Limpar o lixo é uma tarefa aborrecida, certamente, mas alguém tem de o fazer. Seja na internet ou no dia-a-dia de qualquer sociedade.
O que é inaceitável é responder ao lixo com outro tipo de lixo. É retorquir ao insulto com mais insultos.
Responder a cada comentário anónimo, como se fosse uma opinião verdadeira e legítima, é ceder ao jogo do inimigo, é transformar a blogosfera numa pocilga.
A evolução tecnológica encarregar-se-à de limar estas arestas que, por vezes, conseguem sujar o espaço da blogosfera.
É um preço que se tem de pagar.
quinta-feira, dezembro 16
quarta-feira, dezembro 15
Uma questão de 'rinocerontes'
Um diálogo na Madeira
Jacinto Serrão (PS): O discurso de duas horas e meia de Alberto João Jardim, proferido na terça- feira, é para adormecer rinocerontes.
Jaime Ramos (PSD): Rinoceronte és tu, que estavas a dormir.
Jacinto Serrão (PS): És um vendedor de sifões de retretes. Hoje, estás milionário como?
Jaime Ramos (PSD): Gatuno!
(O presidente da Assembleia Legislativa da Madeira interrompeu os trabalhos plenários, durante quinze minutos).
Jacinto Serrão (PS): O discurso de duas horas e meia de Alberto João Jardim, proferido na terça- feira, é para adormecer rinocerontes.
Jaime Ramos (PSD): Rinoceronte és tu, que estavas a dormir.
Jacinto Serrão (PS): És um vendedor de sifões de retretes. Hoje, estás milionário como?
Jaime Ramos (PSD): Gatuno!
(O presidente da Assembleia Legislativa da Madeira interrompeu os trabalhos plenários, durante quinze minutos).
Candidatura
Hoje é dia de eleições para o Sindicato dos Jornalistas.
Perante uma lista única, decidi não votar. Não gosto de unanimismos, apesar de reconhecer que uma parte da culpa da actual situação também me pertence. Mas não foi o único motivo. De facto, não me identifico com algumas das posições, ou até omissões, da actual direcção. Fica a promessa, pública, que farei tudo para promover e apresentar uma lista para o Sindicato de Jornalistas, nas próximas eleições.
Perante uma lista única, decidi não votar. Não gosto de unanimismos, apesar de reconhecer que uma parte da culpa da actual situação também me pertence. Mas não foi o único motivo. De facto, não me identifico com algumas das posições, ou até omissões, da actual direcção. Fica a promessa, pública, que farei tudo para promover e apresentar uma lista para o Sindicato de Jornalistas, nas próximas eleições.
Muito mais do que uma questão de amizade
O meu amigo João Pedro Henriques, um dos jornalistas talentosos da nossa praça, tem destas coisas, e ainda bem. Apoiar um amigo é nobre, interceder por um colega é normal, mas defender o indefensável não é aceitável.
Respondo ao JPH, revelando que também sou amigo do David, porventura não tanto, que o conheço como jornalista, talvez um pouco pior, e que não concedo que o debate seja condicionado por considerações supérfluas, ainda que legítimas, que não se confundem com a questão de fundo: os assessores e os jornalistas.
Dito isto, vamos ao filet mignon.
No caso vertente, a entrevista ao ministro Morais Sarmento, não tenho dúvidas em afirmar que David Dinis cometeu um erro. Prestou um mau serviço ao jornalismo. A minha apreciação não tem qualquer relação com o teor da entrevista, que, aliás, é reveladora da falta de imaginação do dirigente do PSD, e , eventualmente, do constrangimento do jornalista ao entrevistar um membro do Governo com quem trabalhou.
Mas é desajustado, e muito pobre, invocar a má-fé de terceiros - ainda que justificada -, dos que têm o direito a interpretar, comentar e criticar quem escreve, para defender que um ex-assessor possa entrevistar, quatro meses depois, um membro do governo com quem trabalhou, directa ou indirectamente.
O critério deve ser outro, sobretudo quando os jornalistas, sistematicamente, apontam o dedo aos ministros e altos responsáveis políticos, que ocupam lugares em empresas que tutelaram.
Os jornalistas devem salvaguardar a transparência, evitando tratarem matérias para as quais não têm, ou não sentem, o distanciamento necessário e suficiente. Fazer uma entrevista com um amigo ou com um inimigo é desaconselhável porque o jornalista está, emocionalmente, condicionado; tratar um tema, em que se é parte, é irresponsável e desonesto porque subverte o espírito de independência que deve caracterizar o exercício do jornalismo.
Não me choca que os jornalistas possam estar do outro lado do poder. Aceito que a experiência obtida ao lado do poder pode ser uma mais valia profissional. Vivendo e trabalhando ao lado dos governantes, aprende-se como é governar, simular e mentir. Este conhecimento permite ao jornalista, perante o fenómeno político-mediático, ter um músculo maior para separar o trigo do joio.
A questão ultrapassa a simples apreciação moralista e subjectiva.
Defendo regras claras, que não estejam sujeitas ao arbítrio, aos critérios de oportunidade e de amizade pessoal ou partidária. Sou favorável à separação de carreiras, como acontece, por exemplo, no Brasil.
Tudo o resto é uma questão de consciência. E, como tal, cabe a cada um, em cada momento, fazer a avaliação do que está em causa. Todavia, retirar a possibilidade de outros exercerem o direito de escrutínio sobre os actos dos jornalistas - ainda que representem jogos pessoais ou políticos, em que vale tudo, na maior parte das vezes muito pouco - é indefensável.
Respondo ao JPH, revelando que também sou amigo do David, porventura não tanto, que o conheço como jornalista, talvez um pouco pior, e que não concedo que o debate seja condicionado por considerações supérfluas, ainda que legítimas, que não se confundem com a questão de fundo: os assessores e os jornalistas.
Dito isto, vamos ao filet mignon.
No caso vertente, a entrevista ao ministro Morais Sarmento, não tenho dúvidas em afirmar que David Dinis cometeu um erro. Prestou um mau serviço ao jornalismo. A minha apreciação não tem qualquer relação com o teor da entrevista, que, aliás, é reveladora da falta de imaginação do dirigente do PSD, e , eventualmente, do constrangimento do jornalista ao entrevistar um membro do Governo com quem trabalhou.
Mas é desajustado, e muito pobre, invocar a má-fé de terceiros - ainda que justificada -, dos que têm o direito a interpretar, comentar e criticar quem escreve, para defender que um ex-assessor possa entrevistar, quatro meses depois, um membro do governo com quem trabalhou, directa ou indirectamente.
O critério deve ser outro, sobretudo quando os jornalistas, sistematicamente, apontam o dedo aos ministros e altos responsáveis políticos, que ocupam lugares em empresas que tutelaram.
Os jornalistas devem salvaguardar a transparência, evitando tratarem matérias para as quais não têm, ou não sentem, o distanciamento necessário e suficiente. Fazer uma entrevista com um amigo ou com um inimigo é desaconselhável porque o jornalista está, emocionalmente, condicionado; tratar um tema, em que se é parte, é irresponsável e desonesto porque subverte o espírito de independência que deve caracterizar o exercício do jornalismo.
Não me choca que os jornalistas possam estar do outro lado do poder. Aceito que a experiência obtida ao lado do poder pode ser uma mais valia profissional. Vivendo e trabalhando ao lado dos governantes, aprende-se como é governar, simular e mentir. Este conhecimento permite ao jornalista, perante o fenómeno político-mediático, ter um músculo maior para separar o trigo do joio.
A questão ultrapassa a simples apreciação moralista e subjectiva.
Defendo regras claras, que não estejam sujeitas ao arbítrio, aos critérios de oportunidade e de amizade pessoal ou partidária. Sou favorável à separação de carreiras, como acontece, por exemplo, no Brasil.
Tudo o resto é uma questão de consciência. E, como tal, cabe a cada um, em cada momento, fazer a avaliação do que está em causa. Todavia, retirar a possibilidade de outros exercerem o direito de escrutínio sobre os actos dos jornalistas - ainda que representem jogos pessoais ou políticos, em que vale tudo, na maior parte das vezes muito pouco - é indefensável.
terça-feira, dezembro 14
A reviravolta
É uma surpresa para muitos, uma separação esperada para alguns.
Com serenidade, responsabilidade e sentido de oportunidade, Santana Lopes e Paulo Portas revelaram uma parte da estratégia dos dois partidos para as próximas eleições de 20 de Fevereiro de 2005.
Certamente, José Sócrates, Jerónimo de Sousa e Francisco Loução perceberam, agora, que a vitória não está assim tão perto, nem vai ser tão fácil quanto esperavam e desejavam.
Com serenidade, responsabilidade e sentido de oportunidade, Santana Lopes e Paulo Portas revelaram uma parte da estratégia dos dois partidos para as próximas eleições de 20 de Fevereiro de 2005.
Certamente, José Sócrates, Jerónimo de Sousa e Francisco Loução perceberam, agora, que a vitória não está assim tão perto, nem vai ser tão fácil quanto esperavam e desejavam.
Sobe e desce da Blogosfera
O melhor instantâneo
O relógio da maioria
A seguir
As heranças à lupa
Para esquecer
É mesmo de mau gosto(1)
É mesmo de mau gosto (2)
O relógio da maioria
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As heranças à lupa
Para esquecer
É mesmo de mau gosto(1)
É mesmo de mau gosto (2)
Não há dois sem três
A realização de um terceiro almoço, entre Santana e Portas, pode representar a confirmação da continuidade da coligação PPD-PSD/CDS-PP.
O sítio mais indicado é, sem dúvida, a Feira Popular, em Entre-Campos.
O sítio mais indicado é, sem dúvida, a Feira Popular, em Entre-Campos.
A notícia do dia
Aqui está a manchete que está a animar a informação.
No próximo mês de Fevereiro, vamos saber quem disse a verdade.
No próximo mês de Fevereiro, vamos saber quem disse a verdade.
segunda-feira, dezembro 13
Sobe e Desce da Blogosfera
O melhor instantâneo
Uma questão de listas
A seguir
Um estado de alma
Para esquecer
Abandono sem hipótese
Uma questão de listas
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Um estado de alma
Para esquecer
Abandono sem hipótese
Está a dar
A venda de património do Estado é um assunto que merece o maior escrutínio, pelo que vale a pena destacar quem o aborda Aqui.
É da máxima importância saber como e a quem se estão a vender dezenas e dezenas de edifícios do Estado.
É da máxima importância saber como e a quem se estão a vender dezenas e dezenas de edifícios do Estado.
Uma comparação fatal
Santana Lopes deixou os portugueses perplexos quando comparou o número de governos de Portugal e de Espanha, nos últimos 28 anos: Espanha 4 - Portugal 16.
Aqui está uma estatística que devia fazer reflectir a classe política, nomeadamente os competentes e os incompetentes.
Aqui está uma estatística que devia fazer reflectir a classe política, nomeadamente os competentes e os incompetentes.
Uma sensação desagradável
A crise institucional parece ter chegado ao fim, com a aceitação presidencial do pedido de demissão apresentado por Santana Lopes.
Chegou a hora do balanço, após esta monumental trapalhada, que provocou grandes estragos na credibilidade dos órgãos de soberania e do regime democrático. Fica a estranha sensação de todos terem jogado um jogo, com base em interesse pessoais e partidários, indiferentes às necessidades do país.
Depois de ter empossado Santana Lopes e Paulo Portas, um erro momumental, agora admitido por todos, Jorge Sampaio não se livra da suspeição de ter agido para favorecer o PS.
O Primeiro-Ministro, de um governo de gestão - Ufa! -, sai fragilizado por um conjunto de incidentes, perdendo uma oportunidade de ouro para consolidar a sua credibilidade junto do eleitorado.
Paulo Portas também sai a perder, pois está associado a um período negro da governação. A hesitação em relação ao futuro da coligação é o espelho do embaraço que o desfecho da crise pode representar para o CDS-PP. Não é por acaso que, agora, um minuto para Portas vale mais de 72 horas.
A Assembleia da República vê consolidada a sua imagem de verbo de encher, sendo dissolvida por um Presidente que se revelou indiferente a uma maioria parlamentar.
O resultado é evidente: Portugal vive uma crise de regime, sem precedentes, na pior conjuntura interna de há muitos anos.
Chegou a hora do balanço, após esta monumental trapalhada, que provocou grandes estragos na credibilidade dos órgãos de soberania e do regime democrático. Fica a estranha sensação de todos terem jogado um jogo, com base em interesse pessoais e partidários, indiferentes às necessidades do país.
Depois de ter empossado Santana Lopes e Paulo Portas, um erro momumental, agora admitido por todos, Jorge Sampaio não se livra da suspeição de ter agido para favorecer o PS.
O Primeiro-Ministro, de um governo de gestão - Ufa! -, sai fragilizado por um conjunto de incidentes, perdendo uma oportunidade de ouro para consolidar a sua credibilidade junto do eleitorado.
Paulo Portas também sai a perder, pois está associado a um período negro da governação. A hesitação em relação ao futuro da coligação é o espelho do embaraço que o desfecho da crise pode representar para o CDS-PP. Não é por acaso que, agora, um minuto para Portas vale mais de 72 horas.
A Assembleia da República vê consolidada a sua imagem de verbo de encher, sendo dissolvida por um Presidente que se revelou indiferente a uma maioria parlamentar.
O resultado é evidente: Portugal vive uma crise de regime, sem precedentes, na pior conjuntura interna de há muitos anos.
sexta-feira, dezembro 10
Uma revelação
Jerónimo de Sousa surpreendeu na primeira entrevista concedida à RTP.
Aqui, um lugar totalmente insuspeito de simpatia com os comunistas, também se deu conta.
Aqui, um lugar totalmente insuspeito de simpatia com os comunistas, também se deu conta.
O discurso do Presidente
Ficou por explicar, cabalmente, o penoso silêncio, durante uma semana e meia, e a opção por um orçamento em que não confia.
A única nota positiva vai para o facto de ter adoptado uma atitude de humildade democrática.
Este podia ter sido o discurso de Julho passado.
As contradições apontadas ficaram ainda mais sustentadas.
O melhor Berlusconi
O Primeiro-Ministro italiano obteve uma vitória importante. No entanto, recomenda-se uma leitura atenta do resumo da sentença judicial.
Sobe e Desce da Blogosfera
O melhor instantâneo
O Abramovich lusitano
Paradigmático
A seguir
Olh'ó passarinho
Para esquecer
Uma questão de safras
O Abramovich lusitano
Paradigmático
A seguir
Olh'ó passarinho
Para esquecer
Uma questão de safras
Um dia triste
Manso Preto foi condenado a onze meses de prisão com pena suspensa durante três anos por ter recusado revelar em tribunal as suas fontes enquanto testemunha num processo de tráfico de droga. A decisão da primeira instância, que está dependente de recurso judicial, é muito mais importante do que o caso Marcelo/TVI. Ainda que coberta pela chancela de um Tribunal, a condenação é uma tentativa escandalosa de intimidação sobre todos os que exercem o jornalismo com liberdade e responsabilidade.
Tal como a questão sobre o aborto, o caso Manso Preto também devia merecer um amplo debate, e, sobretudo, a atenção presidencial, quiçá, uma audiência em Belém. Mas o colaborador do Expresso é apenas mais um jornalista. Nem é barão partidário nem faz parte da reserva nacional presidencial.
Tal como a questão sobre o aborto, o caso Manso Preto também devia merecer um amplo debate, e, sobretudo, a atenção presidencial, quiçá, uma audiência em Belém. Mas o colaborador do Expresso é apenas mais um jornalista. Nem é barão partidário nem faz parte da reserva nacional presidencial.
Pedido ao Pai Natal
O JPH continua a surpreender, com um humor refinado, no Glória Fácil, que corre o risco de passar a ser uma leitura obrigatória do inquilino de Belém.
Dia P
O Presidente da República vai apresentar as razões que o levaram a dissolver a Assembleia da República, provocando a queda do XVI Governo Constitucional.
O Presidente da República pode invocar todos os argumentos formais para justificar o tempo, a forma e o meio da sua intervenção, mas fica o gosto amargo de ter deixado o país a navegar na dúvida durante uma semana.
Jorge Sampaio fala tarde, muito tarde, ignorando as suas altas responsabilidades perante os portugueses. O reforço da transparência na vida democrática não se pode obter com atitudes estratégicas, que só estão ao alcance dos membros do topo da estrutura do Estado.
O que está em causa, hoje, é a credibilidade do próprio regime democrático.
O país não precisa de mais um discurso pedagógico sobre o regime constitucional. Nem tão pouco de palavras paternalistas e iluminadas.
Hoje, os portugueses querem saber tudo o que se passou, antes, durante e depois da crise que levou à dissolução do Parlamento.
O Presidente da República pode invocar todos os argumentos formais para justificar o tempo, a forma e o meio da sua intervenção, mas fica o gosto amargo de ter deixado o país a navegar na dúvida durante uma semana.
Jorge Sampaio fala tarde, muito tarde, ignorando as suas altas responsabilidades perante os portugueses. O reforço da transparência na vida democrática não se pode obter com atitudes estratégicas, que só estão ao alcance dos membros do topo da estrutura do Estado.
O que está em causa, hoje, é a credibilidade do próprio regime democrático.
O país não precisa de mais um discurso pedagógico sobre o regime constitucional. Nem tão pouco de palavras paternalistas e iluminadas.
Hoje, os portugueses querem saber tudo o que se passou, antes, durante e depois da crise que levou à dissolução do Parlamento.
terça-feira, novembro 30
O grande derrotado
É notícia
A intervenção de Paulo Portas, a primeira depois da queda do Governo, vai ser determinante para compreender o que se vai passar em Portugal, a curto e médio prazo.
Portas tem uma oportunidade única para se afirmar, revelando que não tem receio de enfrentar o eleitorado.
Depois das críticas ferozes do último congresso do PSD, em Barcelos, chegou o momento do grito do ipiranga do CDS-PP.
Para saber o que vale, e para dar fôlego à direita portuguesa, Portas tem de concorrer sozinho nas eleições legislativas antecipadas.
Ao retornar à família do arco da governação, o líder do CDS-PP não pode desperdiçar esta oportunidade de ouro para se emancipar, definitivamente, da tutela do maior partido português.
Portas tem uma oportunidade única para se afirmar, revelando que não tem receio de enfrentar o eleitorado.
Depois das críticas ferozes do último congresso do PSD, em Barcelos, chegou o momento do grito do ipiranga do CDS-PP.
Para saber o que vale, e para dar fôlego à direita portuguesa, Portas tem de concorrer sozinho nas eleições legislativas antecipadas.
Ao retornar à família do arco da governação, o líder do CDS-PP não pode desperdiçar esta oportunidade de ouro para se emancipar, definitivamente, da tutela do maior partido português.
Sobe e Desce da Blogosfera
O melhor instantâneo
A dívida presidencial
A seguir
Cuidado com o bébé
Para esquecer
Uma leitura desatenta
A dívida presidencial
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Cuidado com o bébé
Para esquecer
Uma leitura desatenta
Uma vez na vida
Pacheco Pereira acertou no alvo.
Num artigo no Abrupto, Pacheco Pereira defende que Cavaco Silva deve rumar a São Bento. E não para o Palácio de Belém.
Há discursos que são fatais.
Num artigo no Abrupto, Pacheco Pereira defende que Cavaco Silva deve rumar a São Bento. E não para o Palácio de Belém.
Há discursos que são fatais.
A hora dos competentes
A crise governamental abriu espaço a todos os que criticaram Santana Lopes e Paulo Portas.
José Sócrates, cada vez mais agarrado ao passado, tem lugar na fila da frente.
Jerónimo de Sousa, que errou a sua primeira previsão, ao afirmar que não acreditava num rebate de consciência do Presidente da República, tem total legitimidade para enfrentar o eleitorado.
Do lado da maioria, Paulo Portas, que não tem rival conhecido no partido, pode apresentar trabalho feito, mas não escapa a ser apontado como o cúmplice de um ciclo político desastroso, que vai provocar uma revolução na direita portuguesa.
Por fim, Santana Lopes, ele mesmo. Em todo o seu esplendor, igual a si próprio.
Incapaz de enfrentar a turba de críticos, poderosos e não poderosos, a quem deu os argumentos suficientes para a realização do seu funeral político, Santana Lopes tem de tirar todas as ilações políticas do chumbo presidencial.
O líder do PPD-PSD deve dar lugar a todos os 'competentes' do partido. Os que falaram e os que se refugiaram no silêncio. Deveriam ser esses, os iluminados, a apresentar uma alternativa ao eleitorado. Com um novo programa, com novos rostos e com uma nova ambição. Isto sim, seria uma atitude em nome de Portugal, que afastaria qualquer tipo de dúvidas sobre o carácter oportunista e táctivo de algumas críticas violentas em relação ao Governo liderado por Santana Lopes.
José Sócrates, cada vez mais agarrado ao passado, tem lugar na fila da frente.
Jerónimo de Sousa, que errou a sua primeira previsão, ao afirmar que não acreditava num rebate de consciência do Presidente da República, tem total legitimidade para enfrentar o eleitorado.
Do lado da maioria, Paulo Portas, que não tem rival conhecido no partido, pode apresentar trabalho feito, mas não escapa a ser apontado como o cúmplice de um ciclo político desastroso, que vai provocar uma revolução na direita portuguesa.
Por fim, Santana Lopes, ele mesmo. Em todo o seu esplendor, igual a si próprio.
Incapaz de enfrentar a turba de críticos, poderosos e não poderosos, a quem deu os argumentos suficientes para a realização do seu funeral político, Santana Lopes tem de tirar todas as ilações políticas do chumbo presidencial.
O líder do PPD-PSD deve dar lugar a todos os 'competentes' do partido. Os que falaram e os que se refugiaram no silêncio. Deveriam ser esses, os iluminados, a apresentar uma alternativa ao eleitorado. Com um novo programa, com novos rostos e com uma nova ambição. Isto sim, seria uma atitude em nome de Portugal, que afastaria qualquer tipo de dúvidas sobre o carácter oportunista e táctivo de algumas críticas violentas em relação ao Governo liderado por Santana Lopes.
A questão
No momento em que o Governo tombou, com estrondo, é preciso perguntar: quem assume a responsabilidade de quatro meses perdidos?
segunda-feira, novembro 29
Entre a espada e a parede
Durão Barroso deve estar a rebolar a rir. A sua saída do Governo, no timing perfeito, ainda teve o mérito de criar as condições para liquidar o seu principal inimigo, Santana Lopes.
É verdade que este 'golpe' de mestre só foi possível com a colaboração de Jorge Sampaio. O Presidente da República, chamado a intervir num momento crítico, optou por uma decisão fácil e confortável. Deu continuidade à maioria, respeitando a formalidade da lógica jurídico-constitucional. Mas o resultado não podia ser outro, como muitos afirmaram. O país perdeu quatro meses e está à beira do abismo. O responsável chama-se Jorge Sampaio, mas o bode expiatório, obviamente, é o líder político das revistas do coração. Por ambição ou deslumbramento, Santana Lopes aceitou o presente envenenado, de peito aberto, apesar da herança desastrosa nas finanças públicas. Hoje, pouco importa, mas o que diriam alguns se Santana Lopes tivesse recusado a liderança do país?
É verdade que este 'golpe' de mestre só foi possível com a colaboração de Jorge Sampaio. O Presidente da República, chamado a intervir num momento crítico, optou por uma decisão fácil e confortável. Deu continuidade à maioria, respeitando a formalidade da lógica jurídico-constitucional. Mas o resultado não podia ser outro, como muitos afirmaram. O país perdeu quatro meses e está à beira do abismo. O responsável chama-se Jorge Sampaio, mas o bode expiatório, obviamente, é o líder político das revistas do coração. Por ambição ou deslumbramento, Santana Lopes aceitou o presente envenenado, de peito aberto, apesar da herança desastrosa nas finanças públicas. Hoje, pouco importa, mas o que diriam alguns se Santana Lopes tivesse recusado a liderança do país?
Assim não vai lá
Santana Lopes está em maus lençóis.
O enfant terrible do PSD começa, agora, a perceber a força do sistema, aquele 'monstro' invisível que tem o poder de fazer e de desfazer.
É verdade que tudo começou mal.
O primeiro-ministro não foi eleito. Desde a tomada de posse, as trapalhadas sucederam-se a um ritmo vertiginoso, abrindo um enorme campo de manobra a todos aqueles que enfrentou, responsável ou irresponsavelmente, durante mais de 20 anos de carreita política.
O resultado está à vista. Amor com amor se paga.
O momento é crucial. O primeiro-ministro tem de escolher: ou avança na lógica do confronto ou cede.
Qualquer que seja a sua opção, voluntária ou forçada, uma coisa é certa: a metáfora do bébé, da incubadora e dos estalos e pontapés não lembra a ninguém, nem ao mais acossado dos políticos.
O enfant terrible do PSD começa, agora, a perceber a força do sistema, aquele 'monstro' invisível que tem o poder de fazer e de desfazer.
É verdade que tudo começou mal.
O primeiro-ministro não foi eleito. Desde a tomada de posse, as trapalhadas sucederam-se a um ritmo vertiginoso, abrindo um enorme campo de manobra a todos aqueles que enfrentou, responsável ou irresponsavelmente, durante mais de 20 anos de carreita política.
O resultado está à vista. Amor com amor se paga.
O momento é crucial. O primeiro-ministro tem de escolher: ou avança na lógica do confronto ou cede.
Qualquer que seja a sua opção, voluntária ou forçada, uma coisa é certa: a metáfora do bébé, da incubadora e dos estalos e pontapés não lembra a ninguém, nem ao mais acossado dos políticos.
quinta-feira, novembro 25
Fundos sem limites
A transferência dos fundos de pensões da ANA e da CGD são a prova do esforço de consolidação orçamental da maioria PPD-PSD/CDS-PP.
Quem os viu, na campanha eleitoral, em 2002, e quem os vê, agora, em 2004, no Governo, devem achar que os deuses estão doidos.
As promessas de redução da despesa e do défice ficaram pelo caminho.
Resta deitar mão às poupanças dos trabalhadores, que não deviam ser usados como instrumento de salvação financeira conjuntural.
Quem os viu, na campanha eleitoral, em 2002, e quem os vê, agora, em 2004, no Governo, devem achar que os deuses estão doidos.
As promessas de redução da despesa e do défice ficaram pelo caminho.
Resta deitar mão às poupanças dos trabalhadores, que não deviam ser usados como instrumento de salvação financeira conjuntural.
O julgamento do ano
Começou o julgamento da Casa Pia.
Entre declarações de última hora, algumas delas bem pias, começa-se a fazer Justiça.
A dança das cadeiras
A remodelação governamental apanhou tudo e todos de surpresa.
Após mais de 100 dias de Governo, Santana Lopes faz reajustamentos.
Está tudo dito.
quarta-feira, novembro 24
terça-feira, novembro 23
Sobe e Desce da Blogosfera
O melhor instantâneo
Uma reunião que incomoda
A seguir
A Margarida
Para esquecer
Mais uma do Boavista
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A seguir
A Margarida
Para esquecer
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Assim se vê a força do pêcê
Até o Partido Comunista está a dar sinais de mudança.
Dois membros do Comité Central apoiam o abaixo-assinado a pedir a abertura interna no partido. Fernando Vicente e Licínio de Carvalho anunciaram, hoje, que vão subscrever um abaixo-assinado que já está a circular nas estruturas.
Dois membros do Comité Central apoiam o abaixo-assinado a pedir a abertura interna no partido. Fernando Vicente e Licínio de Carvalho anunciaram, hoje, que vão subscrever um abaixo-assinado que já está a circular nas estruturas.
Constituição Europeia
Quanto mais se fala sobre a pergunta do referendo, mais vontade tenho de rir.
A confusão está instalada e o disparate não pára.
Não tarda nada, vem aí alguém dizer que é preciso fazer uma campanha de imagem e de marketing, para esclarecer os portugueses.
A Democracia é, assim, simples, por vezes a facturar.
A confusão está instalada e o disparate não pára.
Não tarda nada, vem aí alguém dizer que é preciso fazer uma campanha de imagem e de marketing, para esclarecer os portugueses.
A Democracia é, assim, simples, por vezes a facturar.
As pérolas de Canas de Senhorim
"Populares dão uma semana de tréguas para o Presidente da República pensar Canas de Senhorim"
"Este é um problema político que ele [PR] criou e que tem de ser resolvido pela política e não pela força”
[A carga policial] "É um episódio perfeitamente dramático, que não se via há pelo menos 30 anos"
"Antes do 25 de Abril as cargas policiais imperavam no regime. Jorge Sampaio mandou à boa maneira antiga uma carga policial daquelas com que levava na década de 60 na academia de Coimbra"
Incompreensível
Hoje, registei, até ao momento, 49 entradas.
É verdade que não fiz nem um post.
Mesmo assim é demais!
Vou passar a ofensiva das pérolas.
É verdade que não fiz nem um post.
Mesmo assim é demais!
Vou passar a ofensiva das pérolas.
segunda-feira, novembro 22
Leituras atentas
O Eixo do Mal
Ainda não consegui ver o novo programa da SIC.
Mas pelo que diz o JPH, no Público, a coisa não está famosa.
Meu caro João, podes ter a certeza, tens ali cinco amigos para a vida.
Mas pelo que diz o JPH, no Público, a coisa não está famosa.
Meu caro João, podes ter a certeza, tens ali cinco amigos para a vida.
Mistério desvendado
Afinal, a explicação está dada. É tudo uma questão financeira.
Jorge Sampaio justificou o veto à central de comunicação do governo com as dificuldades financeiras que o país atravessa e por considerar que não existe falta de publicitação da actividade do Executivo.
O Presidente da República, na explicação oficial do veto, avançada pela Lusa, deixa ainda uma grande cacetada aos críticos da Alta Autoridade para a Comunicação Social: "Como a entidade independente constitucionalmente prevista para o efeito acaba de reconhecer, não há défice, antes excesso de presença estatal e governamental nos meios de comunicação”.
Morais Sarmento, entre outros, deve ter ficado com a orelhas a arder, para além de um pouco 'moído' com a decisão presidencial. Só faltava algúem gritar: É censura ao Governo.
Jorge Sampaio justificou o veto à central de comunicação do governo com as dificuldades financeiras que o país atravessa e por considerar que não existe falta de publicitação da actividade do Executivo.
O Presidente da República, na explicação oficial do veto, avançada pela Lusa, deixa ainda uma grande cacetada aos críticos da Alta Autoridade para a Comunicação Social: "Como a entidade independente constitucionalmente prevista para o efeito acaba de reconhecer, não há défice, antes excesso de presença estatal e governamental nos meios de comunicação”.
Morais Sarmento, entre outros, deve ter ficado com a orelhas a arder, para além de um pouco 'moído' com a decisão presidencial. Só faltava algúem gritar: É censura ao Governo.
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Um batimento irresistível

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A estrela já cá está.