Cerca de 70% dos portugueses acham que o PS vai ganhar, de acordo com uma sondagem divulgada pela SIC/Expresso, da responsabilidade da Eurosondagem. E as intenções de voto não deixam quaisquer dúvidas Aqui. Definitivamente, ainda não estou convencido que vai haver uma banhada eleitoral.
sexta-feira, dezembro 17
Uma decisão histórica
Pergunta fatal
Será que Paulo Pereira Coelho se vai demitir depois de Daniel Sanches o ter desautorizado? Ou melhor, será que se pode demitir? Ou ainda, será que vai abandonar a secretaria de Estado?
Sobe e desce da Blogosfera
O melhor instantâneo
Um retrato certeiro
Um estudo oportuno
A seguir
Poeiradas
Para esquecer
Disputas culturais
Um retrato certeiro
Um estudo oportuno
A seguir
Poeiradas
Para esquecer
Disputas culturais
A net está a dar
Quatro em dez famílias portuguesas têm computador e 26 por cento acedem à Internet a partir de casa, segundo o Instituto Nacional de Estatística. Entre 2002 e 2004, há um crescimento médio anual de 25 por cento em relação ao computador (de 27 para 41) e de 33 por cento para a Internet (de 15 para 26).
Jogada
Pinto da Costa mudou.
Muitos anos depois de recusar, sistematicamente, deixar-se envolver na batalha partidária, o presidente do FCP, agora, deixou uma ameaça no ar: Vai enfrentar Rui Rio, presidente da Câmara Municipal do Porto.
É uma decisão legítima, que surge no preciso momento em que Pinto da Costa se defende na Justiça. A breve prazo, será possível compreender se Pinto da Costa optou pela fuga em frente ou pela grande marcha para tomar, democraticamente, o poder.
Muitos anos depois de recusar, sistematicamente, deixar-se envolver na batalha partidária, o presidente do FCP, agora, deixou uma ameaça no ar: Vai enfrentar Rui Rio, presidente da Câmara Municipal do Porto.
É uma decisão legítima, que surge no preciso momento em que Pinto da Costa se defende na Justiça. A breve prazo, será possível compreender se Pinto da Costa optou pela fuga em frente ou pela grande marcha para tomar, democraticamente, o poder.
Datas importantes
Detesto efemérides, mas tenho de admitir que o Jorge Ferreira presta um bom serviço quando recorda determinados acontecimentos Aqui.
A liberdade de expressão
O debate lançado pelo Barnabé, sobre os comentários, merece reflexão.
Apesar de alguns anónimos se servirem dos comentários para despejar a sua cobardia, a internet deve continuar a ser um hino à liberdade de expressão.
O Daniel Oliveira percebeu, e ainda bem, que a abertura de um espaço para os comentários faz parte do espírito e da essência da blogosfera.
Esta atitude não deve ser confundida com tolerância ou passividade.
O terrorismo de opinião é outra coisa, mais complexa, que deve merecer uma resposta firme e organizada. Limpar o lixo é uma tarefa aborrecida, certamente, mas alguém tem de o fazer. Seja na internet ou no dia-a-dia de qualquer sociedade.
O que é inaceitável é responder ao lixo com outro tipo de lixo. É retorquir ao insulto com mais insultos.
Responder a cada comentário anónimo, como se fosse uma opinião verdadeira e legítima, é ceder ao jogo do inimigo, é transformar a blogosfera numa pocilga.
A evolução tecnológica encarregar-se-à de limar estas arestas que, por vezes, conseguem sujar o espaço da blogosfera.
É um preço que se tem de pagar.
Apesar de alguns anónimos se servirem dos comentários para despejar a sua cobardia, a internet deve continuar a ser um hino à liberdade de expressão.
O Daniel Oliveira percebeu, e ainda bem, que a abertura de um espaço para os comentários faz parte do espírito e da essência da blogosfera.
Esta atitude não deve ser confundida com tolerância ou passividade.
O terrorismo de opinião é outra coisa, mais complexa, que deve merecer uma resposta firme e organizada. Limpar o lixo é uma tarefa aborrecida, certamente, mas alguém tem de o fazer. Seja na internet ou no dia-a-dia de qualquer sociedade.
O que é inaceitável é responder ao lixo com outro tipo de lixo. É retorquir ao insulto com mais insultos.
Responder a cada comentário anónimo, como se fosse uma opinião verdadeira e legítima, é ceder ao jogo do inimigo, é transformar a blogosfera numa pocilga.
A evolução tecnológica encarregar-se-à de limar estas arestas que, por vezes, conseguem sujar o espaço da blogosfera.
É um preço que se tem de pagar.
quinta-feira, dezembro 16
quarta-feira, dezembro 15
Uma questão de 'rinocerontes'
Um diálogo na Madeira
Jacinto Serrão (PS): O discurso de duas horas e meia de Alberto João Jardim, proferido na terça- feira, é para adormecer rinocerontes.
Jaime Ramos (PSD): Rinoceronte és tu, que estavas a dormir.
Jacinto Serrão (PS): És um vendedor de sifões de retretes. Hoje, estás milionário como?
Jaime Ramos (PSD): Gatuno!
(O presidente da Assembleia Legislativa da Madeira interrompeu os trabalhos plenários, durante quinze minutos).
Jacinto Serrão (PS): O discurso de duas horas e meia de Alberto João Jardim, proferido na terça- feira, é para adormecer rinocerontes.
Jaime Ramos (PSD): Rinoceronte és tu, que estavas a dormir.
Jacinto Serrão (PS): És um vendedor de sifões de retretes. Hoje, estás milionário como?
Jaime Ramos (PSD): Gatuno!
(O presidente da Assembleia Legislativa da Madeira interrompeu os trabalhos plenários, durante quinze minutos).
Candidatura
Hoje é dia de eleições para o Sindicato dos Jornalistas.
Perante uma lista única, decidi não votar. Não gosto de unanimismos, apesar de reconhecer que uma parte da culpa da actual situação também me pertence. Mas não foi o único motivo. De facto, não me identifico com algumas das posições, ou até omissões, da actual direcção. Fica a promessa, pública, que farei tudo para promover e apresentar uma lista para o Sindicato de Jornalistas, nas próximas eleições.
Perante uma lista única, decidi não votar. Não gosto de unanimismos, apesar de reconhecer que uma parte da culpa da actual situação também me pertence. Mas não foi o único motivo. De facto, não me identifico com algumas das posições, ou até omissões, da actual direcção. Fica a promessa, pública, que farei tudo para promover e apresentar uma lista para o Sindicato de Jornalistas, nas próximas eleições.
Muito mais do que uma questão de amizade
O meu amigo João Pedro Henriques, um dos jornalistas talentosos da nossa praça, tem destas coisas, e ainda bem. Apoiar um amigo é nobre, interceder por um colega é normal, mas defender o indefensável não é aceitável.
Respondo ao JPH, revelando que também sou amigo do David, porventura não tanto, que o conheço como jornalista, talvez um pouco pior, e que não concedo que o debate seja condicionado por considerações supérfluas, ainda que legítimas, que não se confundem com a questão de fundo: os assessores e os jornalistas.
Dito isto, vamos ao filet mignon.
No caso vertente, a entrevista ao ministro Morais Sarmento, não tenho dúvidas em afirmar que David Dinis cometeu um erro. Prestou um mau serviço ao jornalismo. A minha apreciação não tem qualquer relação com o teor da entrevista, que, aliás, é reveladora da falta de imaginação do dirigente do PSD, e , eventualmente, do constrangimento do jornalista ao entrevistar um membro do Governo com quem trabalhou.
Mas é desajustado, e muito pobre, invocar a má-fé de terceiros - ainda que justificada -, dos que têm o direito a interpretar, comentar e criticar quem escreve, para defender que um ex-assessor possa entrevistar, quatro meses depois, um membro do governo com quem trabalhou, directa ou indirectamente.
O critério deve ser outro, sobretudo quando os jornalistas, sistematicamente, apontam o dedo aos ministros e altos responsáveis políticos, que ocupam lugares em empresas que tutelaram.
Os jornalistas devem salvaguardar a transparência, evitando tratarem matérias para as quais não têm, ou não sentem, o distanciamento necessário e suficiente. Fazer uma entrevista com um amigo ou com um inimigo é desaconselhável porque o jornalista está, emocionalmente, condicionado; tratar um tema, em que se é parte, é irresponsável e desonesto porque subverte o espírito de independência que deve caracterizar o exercício do jornalismo.
Não me choca que os jornalistas possam estar do outro lado do poder. Aceito que a experiência obtida ao lado do poder pode ser uma mais valia profissional. Vivendo e trabalhando ao lado dos governantes, aprende-se como é governar, simular e mentir. Este conhecimento permite ao jornalista, perante o fenómeno político-mediático, ter um músculo maior para separar o trigo do joio.
A questão ultrapassa a simples apreciação moralista e subjectiva.
Defendo regras claras, que não estejam sujeitas ao arbítrio, aos critérios de oportunidade e de amizade pessoal ou partidária. Sou favorável à separação de carreiras, como acontece, por exemplo, no Brasil.
Tudo o resto é uma questão de consciência. E, como tal, cabe a cada um, em cada momento, fazer a avaliação do que está em causa. Todavia, retirar a possibilidade de outros exercerem o direito de escrutínio sobre os actos dos jornalistas - ainda que representem jogos pessoais ou políticos, em que vale tudo, na maior parte das vezes muito pouco - é indefensável.
Respondo ao JPH, revelando que também sou amigo do David, porventura não tanto, que o conheço como jornalista, talvez um pouco pior, e que não concedo que o debate seja condicionado por considerações supérfluas, ainda que legítimas, que não se confundem com a questão de fundo: os assessores e os jornalistas.
Dito isto, vamos ao filet mignon.
No caso vertente, a entrevista ao ministro Morais Sarmento, não tenho dúvidas em afirmar que David Dinis cometeu um erro. Prestou um mau serviço ao jornalismo. A minha apreciação não tem qualquer relação com o teor da entrevista, que, aliás, é reveladora da falta de imaginação do dirigente do PSD, e , eventualmente, do constrangimento do jornalista ao entrevistar um membro do Governo com quem trabalhou.
Mas é desajustado, e muito pobre, invocar a má-fé de terceiros - ainda que justificada -, dos que têm o direito a interpretar, comentar e criticar quem escreve, para defender que um ex-assessor possa entrevistar, quatro meses depois, um membro do governo com quem trabalhou, directa ou indirectamente.
O critério deve ser outro, sobretudo quando os jornalistas, sistematicamente, apontam o dedo aos ministros e altos responsáveis políticos, que ocupam lugares em empresas que tutelaram.
Os jornalistas devem salvaguardar a transparência, evitando tratarem matérias para as quais não têm, ou não sentem, o distanciamento necessário e suficiente. Fazer uma entrevista com um amigo ou com um inimigo é desaconselhável porque o jornalista está, emocionalmente, condicionado; tratar um tema, em que se é parte, é irresponsável e desonesto porque subverte o espírito de independência que deve caracterizar o exercício do jornalismo.
Não me choca que os jornalistas possam estar do outro lado do poder. Aceito que a experiência obtida ao lado do poder pode ser uma mais valia profissional. Vivendo e trabalhando ao lado dos governantes, aprende-se como é governar, simular e mentir. Este conhecimento permite ao jornalista, perante o fenómeno político-mediático, ter um músculo maior para separar o trigo do joio.
A questão ultrapassa a simples apreciação moralista e subjectiva.
Defendo regras claras, que não estejam sujeitas ao arbítrio, aos critérios de oportunidade e de amizade pessoal ou partidária. Sou favorável à separação de carreiras, como acontece, por exemplo, no Brasil.
Tudo o resto é uma questão de consciência. E, como tal, cabe a cada um, em cada momento, fazer a avaliação do que está em causa. Todavia, retirar a possibilidade de outros exercerem o direito de escrutínio sobre os actos dos jornalistas - ainda que representem jogos pessoais ou políticos, em que vale tudo, na maior parte das vezes muito pouco - é indefensável.
terça-feira, dezembro 14
A reviravolta
É uma surpresa para muitos, uma separação esperada para alguns.
Com serenidade, responsabilidade e sentido de oportunidade, Santana Lopes e Paulo Portas revelaram uma parte da estratégia dos dois partidos para as próximas eleições de 20 de Fevereiro de 2005.
Certamente, José Sócrates, Jerónimo de Sousa e Francisco Loução perceberam, agora, que a vitória não está assim tão perto, nem vai ser tão fácil quanto esperavam e desejavam.
Com serenidade, responsabilidade e sentido de oportunidade, Santana Lopes e Paulo Portas revelaram uma parte da estratégia dos dois partidos para as próximas eleições de 20 de Fevereiro de 2005.
Certamente, José Sócrates, Jerónimo de Sousa e Francisco Loução perceberam, agora, que a vitória não está assim tão perto, nem vai ser tão fácil quanto esperavam e desejavam.
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Um batimento irresistível