segunda-feira, novembro 8

A lei da rolha

No momento em que se anunciam grandes alterações na área da Justiça, o Procurador-geral da República prepara-se para avançar com um mega processo contra jornalistas, por violação do segredo de Justiça, de acordo com a manchete do Correio da Manhã.

Como não é possível, - ou não dá jeito -, investigar os autores originais da violação de segredos relativos a processos em fase de investigação e inquérito, é mais fácil atacar os profissionais da comunicação social, que têm por dever informar e respeitar o seu compromisso deontológico.

Em síntese, nada de novo. Este processo, mais um, apenas servirá para marcar o consulado de Souto Moura, na liderança do Ministério Público.

quinta-feira, novembro 4

A obra de Santana Lopes


A requalificação do Parque Mayer, a cargo de Frank Gehry, vai custar muitos milhões de euros. Será com toda a certeza uma obra de excelência, emblemática, com impacte mundial. Ninguém pode ficar indiferente a uma obra de arte arquitectónica.

Santana Lopes terá, assim, a sua 'marca' na cidade de Lisboa.

Porém, a questão da aposta nesta infra-estrutura pode ser colocada de uma outra forma: O financiamento desta obra vai ser totalmente privado? Quanto vai custar aos cofres municipais e centrais esta visão moderna de Lisboa? Como vai ser constituído o fundo de investimento para viabilizar o projecto?

Os actuais responsáveis políticos, mais uma vez, tal como os outros que os precederam, de esquerda e de direita, optam por lançar uma obra de fachada numa cidade cheia de carências básicas. Concentrar um forte investimento numa pequena área da cidade, ainda que nobre e cheia de história, merece uma reflexão aprofundada.

Ninguém duvida que o Centro Cultural de Belém, a Ponte Vasco da Gama, a Expo'98, o Euro'2004 e, agora, o Parque Mayer, são pólos de desenvolvimento e de atracção turística. Mas importa compreender que os investimentos realizados nestas obras foram desviados de outros sectores, que também podiam trazer desenvolimento económico, criar emprego e reforçar a notariedade de Portugal.

Um parque habitacional em condições, hospitais a funcionar, escolas e universidades modernas, tribunais bem equipados, entre tantos outros exemplos, deviam ser prioritários na mobilização dos recursos financeiros.

O problema é que a aposta em sectores básicos não têm a visibilidade de obras emblemáticas. E, sobretudo, não dão tantos votos.


Mais vale tarde...

A Juventude Popular assume e defende toda a sua história e recusa qualquer branqueamento. Reconhecemos o papel que Manuel Monteiro teve na história da Juventude Centrista”
João Almeida, deputado do CDS-PP e líder da JP.

Como o Vinho do Porto


A reacção do histórico líder do PS à vitória de Bush é notável.
Sem receios de revelar a sua preferência, o ex-presidente manifestou tristeza pela derrota de Kerry, "um cosmopolita e um intelectual".
A intervenção cívica de Mário Soares está a atingir um patamar de maturidade política que só pode ser comparado a um Porto Vintage.
Dá gosto ver Mário Soares falar claro, sem medo de agradar ou desagradar aos poderes instituídos e fátuos.
Mário Soares está a assumir um discurso que lhe confere um protagonismo, nacional e internacional, que não se pode alienar. O político de referência da democracia portuguesa tem um passado cheio de erros, concessões e glórias, mas não está cansado.
Portugal precisa de homens de pensamento livre.


Uma lição

António Lobo Xavier surpreendeu Pacheco Pereira, na Quadratura do Círculo.
O populismo com uma base de verniz intelectual de esquerda, do tipo eu votaria Bush porque a eleição de Kerry seria vista como um incentivo aos terroristas, não tem qualquer qualificação. É falso e, simplesmente, do pior nível.
Vale a pena ver a repetição, na SIC Notícias, para compreender as sinuosas manobras do pensamento de Pacheco Pereira, em relação ao resultado das eleições norte-americanas.
Mais vale a afirmação de uma opção clara, ainda que possa ser errada, do que o sinuoso percurso de quem ser original, independente e compreensivo com um qualquer poder ainda que distante, muito distante.

quarta-feira, novembro 3

'Apagado' à força


Tal como aconteceu no último congresso do CDS-PP, Manuel Monteiro voltou a ser ignorado no momento de se contar a história da Juventude Centrista.
Manuel Monteiro foi presidente da JC entre 1985 e 1989.
Desde a fundação da Juventude Centrista, em 1974, lideraram a organização, até ao final da década de 80, Caetano Cunha Reis, Eduardo Urze Pires, Alexandre Sousa Machado, Francisco Cavaleiro Ferreira, Luís Queiró, Jorge Goes (actualmente a colaborar com o PS, através do Movimento Humanismo e Democracia) e Manuel Monteiro.
A partir da década de 90, exerceram a presidência da Juventude Centrista, - actualmente, designada por Juventude Popular -, Martim Borges de Freitas, Nuno Correia da Silva, Pedro Mota Soares e João Almeida.

Regresso à normalidade

"É importante sublinhar que a vitória de George W. Bush demonstrou que o ruído não perturba nem derrota quem tem uma linha de rumo".
Miguel Relvas, secretário-geral do PSD

Sobe e Desce da Blogosfera

O melhor instantâneo
Sugestão para o Bloco
A seguir
A luta continua
Para esquecer
Há cada uma...

Turbulência regressa à PJ

Mais uma vez, a PJ é notícia, pelas más razões.
Agora, foi a vez de rolar a cabeça do líder da Direcção Central de Combate ao Banditismo (DCCB).
Ferreira Leite foi substituído pelo juiz desembargador Agostinho Torres, após ter dado uma entrevista ao semanário Independente, em que alertou para a falta de meios do departamento que tem a seu cargo o combate ao terrorismo.
A demissão relâmpago de Ferreira Leite não resolve o problema, nem esconde a responsabilidade de quem tem de dotar a instituição de capacidade suficiente para garantir a segurança dos portugueses.

Um passo para o desastre


Agora, não já não é preciso inventar armas de destruição maciça.
As armas nucleares da Coreia do Norte e do Irão são bem reais.
O risco de continuidade de uma política agressiva, liderada por Gerge W. Bush, deixa o mundo mais próximo de um desastre nuclear.

O fantasma da América


Osama Bin Laden continua a pairar sobre os espíritos dos norte-americanos.



Mais do mesmo


Bush ganhou.
A declaração de vitória não deixou dúvidas relativamente ao que vai ser o seu segundo mandato.
O reforço das posições dos conservadores norte-americanos deixa-lhe o campo totalmente aberto. O presidente reeleito tem à sua disposição todos os meios para aprofundar uma determinada política interna e externa, que tem gerado profundos receios no resto do mundo.
É nestes momentos que a Europa, a Velha Europa, se deve unir e enfrentar os ventos que sopram do outro lado do Atlântico.

terça-feira, novembro 2

Receitas da casa

O empate com o PSG, depois do empate com o Nacional, faz temer o pior para Victor Fernandez.
O nuestro hermano, - o deles, obviamente -, foi assobiado no fim do jogo com os franceses, que não deixou boa memória.
Mas o FCP é outra loiça.
Para já, está fora de questão invocar o período experimental.
Nestes momentos, Pinto da Costa tem o hábito de anunciar mais um ano de contrato com o treinador.

Importa-se de repetir?

“A anterior direcção [Fernando Lima] fez também um trabalho louvável. Houve um caminho percorrido que foi muito interessante, mas o DN está a viver um momento diferente talvez dos outros órgãos de comunicação social da Lusomundo Media, que estão em situação mais confortável”
Miguel Horta e Costa, presidente da PT

Uma oportunidade perdida

Bush e de Kerry parecem, politicamente, irmãos gémeos monozigóticos.

O terrorismo, a segurança e a mensagem de Osama Bin Laden provocaram um efeito tal que os dois candidatos, muitas vezes, pareciam o eco um do outro.

As diferenças entre os repúblicanos e os democratas esbateram-se, o que deixou a democracia norte-americana mais pobre. Ainda mais pobre.

Bush esteve igual a si próprio: medíocre, fanfarrão e irresponsável.
Kerry também não surpreendeu: incoerente, calculista e diplomático.

Tal como Mário Soares afirmou, e muito bem, no programa Prós-e-Contras, na RTP1, os Estados Unidos da América perderam uma oportunidade para escolher entre dois caminhos: o da guerra e o da paz.

A eleição de um candidato mais ou menos guerreiro é mais do mesmo, na linha paranóica do temos-de-os-exterminar, como se isso fosse aceitável ou possível.

Contrariar a ideia que se instalou - a guerra é dos fortes e a paz é dos fracos - tornou-se ainda mais difícil, muito por culpa de uma opinião banalizada, que confunde direitos humanos com passividade.

Seja qual for o vencedor, Bush ou Kerry, a liderança da Casa Branca vai estar entregue a um presidente que ainda não percebeu que a força das armas não é a única alternativa, nem é a solução final.

O vencedor das eleições é o poderoso lobbie do armamento. O resto é só conversa.



Sobe e Desce da Blogosfera

O melhor instantâneo
É a vida
A seguir
Em força
Para esquecer
Que falta de imaginação

PG no seu melhor

Pedro Guedes no seu mais refinado estilo sobre o seu não voto nas eleições dos States.

JF no seu melhor

Jorge Ferreira opina sobre a sua preferência nas eleições presidencias norte-americanas.

ARF no seu melhor

António Ribeiro Ferreira clama pela vitória de Bush, mas o problema é que não é norte-americano.

PP no seu melhor

Pacheco Pereira sentiu necessidade de confessar o seu voto, se fosse norte-americano, claro está.