terça-feira, outubro 26

Há favores que se pagam caro


Depois das declarações do comissário indicado por Itália, Rocco Buttiglione, sobre a homossexualidade e o papel das mães solteiras, o ex-primeiro-ministro português ainda não conseguiu garantir a confiança dos parlamentares europeus no novo Executivo de 24 comissários, que será votado quarta-feira, 27.

José Manuel Durão Barroso, na versão caseira, voltou a reafirmar a sua confiança em Rocco Buttiglione, no cargo de comissário para a Justiça, Liberdade e Assuntos Internos.

Para já, depois de todas as promessas de grande honra para Portugal, o mínimo que se pode dizer é que Barroso envergonha os portugueses com esta teimosia em manter Buttiglione na sua equipa.

O apoio italiano está a sair mais caro do que algum dia imaginou.

Governo versus Comunicação Social

A independência editorial também se defende Aqui

segunda-feira, outubro 25

O DN está a dar

Mais uma análise imperdível. Aqui e Aqui e Aqui e Aqui e Aqui e Aqui

Sobe e Desce da Blogosfera

O melhor instantâneo
Bastaram 100 dias?
A seguir
Vai uma colher de pau?
Para esquecer
Que tal uma dose de demagogia

Clarinha como água

O comunicado de Clara Ferreira Alves, em que recusa a direcção do DN, deixa várias questões no ar, que, definitivamente, não são só de estilo.
É preciso não esquecer que Miguel Horta e Costa, presidente da PT, desmentiu o convite a Clara Ferreira Alves, na primeira do Diário Económico;
De igual modo, Fernando Lima, director do DN, não sabia do convite endereçado a Clara Ferreira Alves pelo administrador executivo da Lusomundo Media e da Global Notícias, Luís Delgado e pelo vice-presidente da Lusomundo Media com o pelouro editorial e director-geral de publicações da Global Notícias, Mário Bettencourt Resendes.

Director do Público recomenda


José Manuel Fernandes deu a receita para acalmar o frenesim governamental em relação à comunicação social: um bom duche de água fria.
Perante a Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS), José Manuel Fernandes garantiu ainda a presença dos jornalistas e não se esqueceu de deixar alguns recados à toda poderosa Portugal Telecom.

Mexia começa a mexer


O ministro das Obras Públicas, António Mexia, vai começar a negociar o fim das Scut's com as entidades bancárias e as concessionárias.
O ministro devia comprometer-se a divulgar, publicamente, os montantes envolvidos nestas negociações para os portugueses poderem tirar as medidas da decisão governamental.
Não falta muito tempo para perceber quem vai, de facto, ficar a ganhar e a perder com esta decisão de aplicar o princípio do pagador/utilizador nas auto-estradas.


Da RTP ao Jardim das Brincadeiras

Há uma notícia no DN que devia merecer a atenção dos administradores e jornalistas da televisão pública.
A Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) chumbou um pedido de uma creche, de Lourel, - O Jardim das Brincadeiras - para instalar um sistema de videovigilância.

Um discurso à Fidel

Paulo Portas decidiu falar aos jovens centristas, no encerramento da Universidade de Verão.
O que mais impressionou foi a duração do discurso do líder do CDS-PP, 80 minutos, nem mais nem menos.
Se a moda pega, não há militante que aguente tanta mensagem política.

As versões possíveis

Hoje, é dia de audição, na Assembleia da República, no âmbito do caso TVI/Marcelo Rebelo de Sousa.
A deslocação de Paes do Amaral, à subcomissão de Direitos Fundamentais e Comunicação Social, tem o mérito de relembrar que a maioria parlamentar votou contra a audição do próprio Marcelo Rebelo de Sousa.
Ao vetar uma determinada versão do caso, que abalou as consciências, os deputados do PSD/CDS-PP prestaram um péssimo serviço à Democracia.
Em Outubro de 2006, nas próximas eleições legislativas, esta decisão deve ser ponderada pelos eleitores, tal como foi no passado em relação a outras maiorias.

sábado, outubro 23

Energia no Expresso da Meia-Noite

Nicolau Santos convidou um grupo de especialistas que passou a pente fino a política de energia, em Portugal, na SIC Notícias.
No momento em que o petróleo ultrapassa os 50 dólares norte-americanos, o balanço da política energética portuguesa é aterrador. Pouco ou nada tem sido feito, em relação às energias alternativas.
A dependência do petróleo é aterradora.
A factura vai chegar, muito em breve.

O calimero da Justiça

Souto Moura entrou numa espiral de declarações surpreendentes.
Na entrevista que concede ao Expresso, Souto Moura opta por avançar com um discurso de vítima e de incompreendido. Parece que há uma nova campanha no ar, contra o mais alto magistrado do Ministério Público.

sexta-feira, outubro 22

Bom ambiente(II)

Alterações Climáticas:Portugal diz que aval russo a Quioto é “decisão histórica “
Lisboa, 22 Out (Lusa) - 19H49 - O Ministério do Ambiente considerou hoje uma “decisão histórica com inegáveis vantagens” a ratificação da Rússia ao Protocolo de Quioto, acordo internacional para combater as alterações climáticas.Em declarações à Agência Lusa, o secretário de Estado do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, realçou que a aprovação pelo parlamento russo tem “inegáveis vantagens ambientais e económicas”, além de criar “condições para, no domínio político, pressionar os Estados Unidos a aderirem”.A nível ambiental, o secretário de Estado lembrou que a adesão da Rússia permite a entrada em vigor do acordo e, logo, torna possível mudar o cenário das alterações climáticas.Outra das vantagens regista-se no plano económico, uma vez que a vinculação da Rússia “permite cumprir Quioto com um custo económico mais baixo”, disse Jorge Moreira da Silva.(...)
TQ/ARP.Lusa/Fim

Bom ambiente

A Rússia ratificou, hoje, o Protocolo de Quioto.
O sim da Rússia é essencial para a entrada em vigor do Protocolo, depois do não norte-americano.

Depois de ter surpreendido, positivamente, com o anúncio do resultado da comissão de inquérito ao desastre na refinaria de Matosinhos, aqui está uma oportunidade para Luís Nobre Guedes marcar, novamente, a diferença.

Tal como a Comissão Europeia, as Nações Unidas, o Greenpeace e a Quercus, o ministro do Ambiente devia congratular-se com este dia histórico, para o controlo das emissões de gases com efeito de estufa, que provocam o aquecimento global, provando que o novo Ambiente não está acorrentado a barreiras ideológicas.





Sobe e Desce da Blogosfera

O melhor instantâneo
Para mais tarde recordar

A seguir
Um pedaço da vida real

Para esquecer
A brincar, a brincar...

Independência editorial

Mário Bettencourt Resendes, na «Coluna Sem nome», hoje, no DN, faz uma reflexão inteligente e serena sobre a liberdade de informação.

Com o clima de choradinho instalado, liderado por uma frente unida pela liberdade de expressão, de que fazem parte, imaginem, Cavaco Silva, Marques Mendes, José Sócrates, Mário Soares e Pedro Santana Lopes, entre tantos outros, é importante recordar que a independência editorial deve valer tanto para o poder político como para o poder económico.

O caso Marcelo Rebelo de Sousa, que é um assunto sério, e as desastradas intervenções de Rui Gomes da Silva e de Nuno Morais Sarmento, que não têm classificação, em Democracia, não se confundem com um coro de «virgens puras» que, tacticamente, aproveitam uma boa onda popular para cavalgar a opinião pública.

Em Portugal, como em qualquer parte, a independência editorial não se diz, faz-se, todos os dias, umas vezes melhor outras pior, independentemente das lamechices, da cor política do poder ou da força do dinheiro.


quinta-feira, outubro 21

Sobe e Desce da Blogosfera

O melhor instantâneo
Justiça social aos quadradinhos

A seguir
A cor é tudo no DN

Para esquecer
A pior das confusões

Pode repetir?

“Este assunto deve ser tratado no sítio certo e da forma mais discreta possível”.
José Eduardo Moniz, director-geral da TVI, justificando a opção pela ausência da comunicação social durante a sua audição na Alta Autoridade da Comunicação Social .

Orçamento 2005 - Promessas

IRC baixa - 1 IRC igual - 2
(resultados às 19h.27)

O Público fica a ganhar


Não sou amigo dele, não gostei de trabalhar com ele e não partilho de algumas das suas opiniões, mas o espaço «Como Sempre», no DN, era uma leitura obrigatória.
A opinião livre, livre de militâncias e cargos partidários, é cada vez mais rara.
Felizmente, vou continuar, como sempre, a ler as crónicas do Vasco, agora, no jornal Público.